domingo, 14 de junho de 2009

Semestre zero participa de oficina de leitura crítica da mídia

Equipe: Ana Carolina Nogueira, Camila Gadelha, Louisianne Lima e Thibério Fonseca


Dezoito alunos aprovados para o semestre 2009.2 do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) participaram da oficina de Leitura Crítica da Mídia realizada no Centro de Humanidades da faculdade no dia 09 de maio de 2008. A oficina foi ministrada pelos estudantes Camila Gadelha, Carolina Nogueira, Louisianne Lima e Thibério Fonseca, também do curso de Comunicação Social da UFC.

O grupo era composto por ingressos tanto na habilitação em jornalismo quanto em Publicidade e Propaganda, por isso, a equipe de facilitadores resolveu tratar de assuntos que interessassem a pessoas de ambas as áreas: Comunicação e Consumo e Ética Profissional (confira no Cronograma como cada tema foi abordado).

A oficina teve duração de 4h e é oferecida como proposta da cadeira de Jornalismo no 3º Setor, ministrada pela professora Márcia Vidal.

Cronograma

9h. Dinâmica de apresentação

Como a maioria dos participantes já se conhecia, preferimos não usar crachás. Começamos com uma dinâmica de apresentação onde cada um dizia o nome, a habilitação e o motivo de ter escolhido o curso de Comunicação. Os facilitadores foram os primeiros.

9h20. Vídeo-foro

Para debater o tema Comunicação e Sociedade de Consumo, exibimos o Documentário Surplus – terrorized into being consumers (Suíça, 2003), que trata do consumo exagerado e da influência que a propaganda e a mídia exercem nos hábitos da sociedade. Depois do filme, debatemos sobre o significado de sociedade de consumo e sobre o papel do comunicador nesta sociedade.


10h30. Intervalo

10h50. Dinâmica do nó
Como funciona: nos posicionamos em círculo e decoramos as pessoas que estão de nosso lado esquerdo e direito. Depois disso, todos soltam as mãos e começam a andar pela sala a fim de se misturarem. Quando paramos, temos que dar as mãos às pessoas que estavam ao nosso lado (sem errar a esquerda e a direita) e desfazer o nó que se formou. Sem soltar as mãos, claro! O grupo conseguiu executar a tarefa com rapidez.


11h. Seminário: Ética Profissional

Apresentamos o tema através de slides que continham disposições sobre a ética do profissional jornalista (falamos sobre o código de ética, o fim da lei de imprensa, a questão do diploma, etc.) e do profissional publicitário (tratando prinicpalmente a questão da auto-regulamentação do setor). Depois foram apresentados vídeos de notícias polêmicas, bem como propagandas que marcaram pela falta de ética ou contestação da mesma nas peças. O seminário foi aberto para debate, todos acabaram interferindo e se manifestando por se tratar de uma área de grande interesse.



12h. Avaliação
Positiva, tanto por parte da turma quanto por parte dos facilitadores!

Impressões
Ficamos apreensivos, inicialmente, com a escolha de uma turma de jovens comunicadores, pela responsabilidade que isso implicaria, mas os resultados foram melhores do que esperávamos. A turma se mostrou super interessada, não só na oficina de Leitura Crítica da mídia, mas também na proposta de oferecermos também oficinas de rádio para que eles possam tocar a Radiadora (uma espécie de rádio pátio do curso) depois que entrarem.

O grupo é entrosado e participativo e contribuiu com a construção da oficina, a qual tentamos facilitar da forma mais dialogal possível. Podemos dizer que aprendemos tanto quanto, ou mais que eles com a experiência.


18.05

Estudantes têm primeiro contato com a linguagem do rádio

Na manhã do dia 18 de maio, os estudantes de comunicação social participaram de mais uma oficina, desta vez sobre rádio, já que a anterior foi sobre leitura crítica da mídia. A oficina foi dividida em parte teórica, intervalo e parte prática. A parte teórica primeiramente foi composta de uma explanação sobre gêneros jornalísticos, na qual foram abordados a notícia, a reportagem e a entrevista. Em cima disso, foram mostrados áudios de programas da Rádio Universitária para exemplificar o que foi dito. A produção foi outro tema discutido e recebido com muito interesse pelos estudantes. Além disso, foram mostrados exemplos de como fazer um roteiro para rádio.

Após o intervalo, houve o momento prático, no qual os estudantes tiveram que transformar textos de jornal impresso para textos com linguagem radiofônica. Para isso, os facilitadores mostraram para os estudantes como o texto para rádio é feito, além de dicas práticas do que usar e do que não usar no texto para rádio, tomando sempre por base o livro Manual de Radiojornalismo, de Heródoto Barbeiro. Os últimos trinta minutos da oficina serviram para que os estudantes colocasse em prática a construção do texto para rádio. A revisão foi realizada durante a tarde.


Escolhidas as pautas para o programa de rádio Panz e Pimba

Continuando o trabalho iniciado pela manhã, na tarde do dia 18 de maio, os estudantes de Comunicação Social participaram de mais uma oficina. De início, os facilitadores Ana Carolina, Camila, Louisianne e Thiberio ouviram dos participantes as idéias para a primeira edição do programa de rádio, mas uma marca principal já havia sido definida por eles: o programa teria tons de humor.



Em cima disso, várias sugestões surgiram, mas como prioridade assuntos relacionados ao cotidiano estudantil deles e do público do programa foram escolhidos. Os desdobramentos e polêmicas em torno do Reuni(Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), a utilidade e atual situação do Diretório Central dos Estudantes, informações sobre como solicitar carteiras de estudante e um rádio-drama sobre um evento tradicional do curso de Comunicação Social foram as pautas escolhidas.




Definidas as pautas, o grupo foi divido em equipes conforme o interesse de cada um pelos temas. Os facilitadores sugeriram vertentes de abordagem para as matérias, mas os participantes incluíram novas maneiras e discutiram como construir o programa radiofônico .


Exercício de locução

Em seguida, todos os participantes fizeram a locução dos textos produzidos pela manhã. A intenção era fazer observações sobre a postura, a voz e as peculiaridades do texto falado. O exercício foi realizado em duplas e após a locução, os facilitadores deram dicas de detalhes que fazem a diferença e que marcam o texto radiofônico. Além do texto, também foi observada a postura e a voz.



Rádio-drama relâmpago

Para finalizar, sugerimos a elaboração e gravação de um rádio-drama relâmpago. Os participantes gostaram da idéia e logo dividiram-se em dois grupos para elaborar a história e as características das personagens. Em aproximadamente 30 minutos os grupos estavam prontos e as gravações foram realizadas. De um lado, uma apresentação de programa de calouros com direito a jurados e candidatos a celebridades instantâneas cantando ao vivo. Do outro, um caso de amor entre um italiano que estava no Brasil e uma nordestina. A moça estava grávida e eis que surge no cais do porto sua família e a outra de seu amado.


Impressões

A cada oficina nos surpreendemos com o interesse, a participação e empolgação dos participantes. A oficina da tarde do dia 18 foi bastante proveitosa para todos, os facilitadores e estudantes. Nos propomos a ajudar com contatos das fontes escolhidas por eles para realização das matérias.


25.05
Alunos do semestre ZERO fazem exercícios de locução

No início da oficina os facilitadores descobrem que muitas pautas tinham caído. A calourada não ocorreu, os repórteres não conseguiram se comunicar com as possíveis fontes das notícias. Apenas uma notícia estava pronta, em que o assunto principal era o Cine Freud, um projeto de Extensão da UFC que exibe filmes e realiza debates com profissionais de Psicanálise acerca do conteúdo da exibição.

Partimos então para uma nova discussão sobre os assuntos, bem mais objetiva que a da oficina anterior, e os assuntos foram escolhidos e definidos os repórteres e prazos.


Os planos eram que os ‘panz e pimba’s’ fizessem os exercícios de locução, com os próprios textos, mas não deu certo, então eles gravaram um roteiro da cadeira de Laboratório de Rádio-jornalismo feito pela oficineira Louiseane. Agora eles tiveram a oportunidade de escutar a locução deles. Nesse momento os oficineiros reiteraram reflexões sobra a importância da construção do texto para rádio e sobre a postura e a voz na locução.



No fim relembramos as demandas do grupo para a semana: Todos as matérias chegariam nas mãos dos roteiristas até a sexta-feira, estes aprontariam e mandariam o roteiro, para possíveis correções dos oficineiros.


01.06
Primeiro Programa Panz e Pimba foi gravado dia 01 de junho

No dia da gravação do programa piloto, 01 de junho, decidimos dar um caráter diferente à oficina: ao invés de tomarmos a iniciativa do trabalho, deixamos que os participantes ficassem a frente da execução do projeto que eles mesmos construíram.

O roteiro já estava pronto, os BG’s escolhidos e os locutores definidos. Para começar, foram gravadas as vinhetas do PANZ e PIMBA, depois os apresentadores do programa – foram escolhidos quatro – começaram a locução. Algumas reportagens foram gravadas pelos próprios repórteres, outras couberam aos apresentadores. E ao final, foi gravado um rádio-drama sobre o bixo na brasa – festa realizada todos os semestres pelos estudantes do curso de Comunicação da UFC.

O tempo bruto de gravação foi de 39 minutos, incluindo erros e matérias reserva, cabendo aos editores a difícil tarefa de transformar este tempo em generosos 20 minutos. A tarefa era tão difícil que eles acabaram excedendo o tempo em aproximadamente 4 minutos. Confira, na íntegra, o primeiro PANZ e PIMBA:







domingo, 7 de junho de 2009

Programação visual e fotojornalismo são temas de oficinas ministradas em Timbaúba

Oficina
Tema: Programação visual e Fotojornalismo
Data: 16 de maio de 2009
Local: Centro Cultural Manduca Marinheiro (Timbaúba- CE)
Facilitadores: Thais Martins (6J) e Waldenia Marcia (6J)
Semestre: 2009.1



No último dia 16, jovens de Timbaúba participaram de oficinas de programação visual e fotojornalismo no Centro Cultural Manduca Marinheiro. O conteúdo visto será colocado em prática por eles durante a produção da nova edição do jornal “Fala Timbaúba!”.

As oficinas são uma iniciativa do Programa de Assessoria Técnica e Sócio-cultural às Rádios Comunitárias do Ceará (Parc) e foram ministradas pelas estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Ceará Thais Martins e Waldenia Márcia. Emanuele Sales, monitora do programa, também participou do evento.

Com o objetivo de introduzir noções de programação visual e fotojornalismo, durante toda a oficina foi travado um diálogo acerca da importância de um planejamento gráfico para o jornal, bem como a escolha e utilização das fotografias pelo mesmo. Ainda em relação à fotografia, além das questões técnicas também foram abordados alguns conceitos éticos relacionados à conduta do fotógrafo.

Oficina de Programação visual e Fotografia em Timbaúba – data: 16/05

Cronograma
Manhã: 9h30 – Chegada / Dinâmica de apresentação / Crachás e apresentação de cada um (40 min)
O objetivo era conhecer os alunos e estabelecer um sentimento de empatia mútua. Enquanto falavam, pudemos perceber algumas características particulares como timidez e desembaraço.

10h10– Bloco Teórico (40 min): O que é programação visual?
O objetivo deste momento era introduzir noções de programação visual, destacando a necessidade que o jornalismo possui de estabelecer um contato com o leitor desde a visualização rápida de uma página. Falamos também sobre tipologia e organização dos textos e imagens na página impressa. Usamos como exemplos os jornais O povo e Diário do Nordeste.

10h50 – Discussão (30 min)
Aqui, ressaltamos a importância de um planejamento gráfico para o jornal e trouxemos essa discussão para O Fala Timbaúba! .

11h20 – Lanche (20 min)


11h40 – Bloco Prático: Como se faz uma capa de jornal?
Com papel madeira e recortes de jornais impressos, os jovens montaram uma capa de jornal procurando pôr em prática as noções de aproveitamento de espaço e distribuição de texto e imagem na página. O trabalho foi feito em equipes. Ao final, cada grupo apresentou o resultado de sua prática, explicando os motivos das escolhas.



12h30 - Almoço

Tarde:
14h00 – Mostra de fotografias (30min)
O objetivo aqui foi mostrar uma série de fotografias e explicar, utilizando como exemplo a histórias das fotografias, alguns conceitos de fotojornalismo.

14h30 – Bloco Teórico I (15 min): Leitura crítica do fotojornalismo
Aqui nós travamos uma discussão ética acerca do fotojornalismo. Foram discutidos casos como o do fotógrafo Tiago Brandão que teve que escolher entre fotografar ou salvar uma criança que não sabia nadar de um afogamento.

14h45 – Bloco Teórico II (15min): Noções básicas de fotografia
Algumas questões técnicas da fotografia no jornalismo foram apresentadas e discutidas com os alunos, como a questão da temporalidade, da objetividade e da narrativa nas fotos. Foi discutido, também, o que seriam as principais preocupações de um fotógrafo, como o que fotografar, como enquadrar e como editar a imagem.

15h00 – Lanche

15h20 – Bloco Prático (1h)
Os alunos foram divididos em três grupos e cada grupo saiu pra fotografar com o objetivo de trazer um ensaio com algum tema que já havia sido pré-determinado. Cada aluno deveria bater três fotos e depois apresentar as fotografias relacionando-as com algum tema. Os temas propostos foram: Água, BR 116, Pessoas e Cajueiros.

16h20 – Descarregar as fotos (10 min) As fotografias tiradas pelos alunos foram passadas ao computador para que eles pudessem realizar a apresentação.

16h30 – Exposição e avaliação das fotografias tiradas (20min)
Aqui os alunos explicaram como suas fotografias se relacionavam com os temas propostos.

16h50 – Considerações finais / Despedida (10min)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Estudantes de jornalismo ministram oficina de gêneros opinativos em Timbaúba


Oficina
Tema: Gêneros Opinativos
Data: 02 de maio de 2009
Local: Centro Cultural Manduca Marinheiro (Timbaúba- CE)
Facilitadores: Ana Cristina Teixeira (6J) e Camila Queiroz (6J)
Semestre: 2009.1


Com o objetivo de apresentar as diversas maneiras de demonstrar opinião no jornalismo e de incentivar um pensamento crítico acerca da responsabilidade que tais textos trazem, foi ministrada a oficina de gêneros opinativos em Timbaúba. O trabalho foi realizado no último dia 2, com jovens do Centro Cultural Manduca Marinheiro que têm o objetivo de fazer uma nova edição do jornal Fala Timabaúba!

As atividades foram facilitadas pelas alunas de Jornalismo no Terceiro Setor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ana Cristina Teixeira e Camila Queiroz, em parceria com o Programa de Assessoria Técnica e Sócio-cultural às Rádios Comunitárias do Ceará (Parc) e auxílio de sua monitora, Emanuele Sales . O Programa tem a coordenação da professora da UFC, Márcia Vidal.

A oficina buscou unir teoria, prática e discussão em busca de uma capacitação que ajudasse os jovens na montagem do jornal, aperfeiçoando seus conhecimentos. Foram utilizados recursos audiovisuais (slides e demonstração de sites), além de leitura e interpretação de diversos jornais. Houve também momentos de descontração e diálogo, visando mostrar ao grupo como a teoria poderia ser aplicada à pauta do jornal e incentivando uma postura ética e responsável com relação ao que é escrito enquanto opinião no jornalismo.

Cronograma

9h30 - Chegada / Dinâmica de apresentação / crachás e apresentação de cada um (40 min)
Nesse primeiro momento o objetivo foi fazer a apresentação do grupo e de cada um dos participantes da oficina para que fosse possível conhecê-los melhor e entender o que eles esperavam e quais os seus objetivos, visando uma experiência mais produtiva.

10h10 - Bloco teórico 1: O que é Editorial (15min)
Aqui houve uma apresentação do que é um editorial, sua função, objetivo, estrutura e dicas básicas para que possa ser possível sua escrita com qualidade. Foram utilizados slides produzidos pela equipe e demonstrações por meio do jornal digital do site O Povo online (www.opovo.com.br) e por meio de jornais levados.

10h25 - Discussão (15min)
Nesse momento foi ressaltado que o editorial apresenta o ponto de vista de uma determinada empresa jornalística sobre um fato da atualidade, trazendo a discussão para a produção do jornal Fala Timbaúba!

10h40 - Prática 1: O que diz um editorial? (25 min para produção e 5 min para as apresentações)
Buscando praticar os conhecimentos adquiridos sobre editorial na parte teórica foi feita uma dinâmica na qual o grupo foi dividido em quatro equipes. O objetivo de cada um era procurar e identificar nos jornais impressos os editoriais e analisar a idéia central e os argumentos utilizados no texto. Foi também requisitada a opinião de cada grupo sobre a idéia defendida.

11h10 - Lanche (20 min)

11h30 - Bloco teórico 2: O que são Coluna e Caricatura? (20min)
Nesse momento, após o lanche, foi feita uma explicação sobre o que é uma coluna, quais os tipos, sua estrutura e linguagem usada. Além disso, foi também explicado o que são caricaturas, charges e cartuns, como eles se diferenciam e como uma imagem pode servir para transmitir uma mensagem de grande impacto. As explicações foram feitas por meio de slides produzidos pelo grupo, exemplos levados e demonstrações por meio de sites.

11h50 - Discussão (15min)
Aqui, discutimos de modo que pudéssemos relacionar a teoria com a realidade da produção do jornal Fala Timbaúba! A idéia era fazê-los, já nesse momento, pensar em como poderiam levar o que foi discuttido para o seu objetivo de montar o jornal.

12h05 - Prática 2: As possibilidades da Coluna e da Caricatura (30 min)
Visando estimular o senso crítico e a capacidade de interpretação, o grupo foi divido em equipes que receberam charges e caricaturas para discutirem entre si o que era aquela imagem e o que ela realmente queria dizer sobre a sociedade em que vivemos. Após a discussão, cada equipe apresentou o seu ponto de vista.

12h35 - Almoço

14h - Retorno / Dinâmica do telefone sem fio (20 min)

14h20 - Bloco teórico 3: O que é Artigo de Opinião? (15min)
Por meio de slides produzidos pelo grupo e de demonstrações em sites e jornais foi explicado o que é um artigo de opinião, como se diferencia de um editorial, sua importância e estrutura.

14h35 - Discussão (15min)
Nesse momento fez-se uma discussão de como o artigo de opinião poderia está inserido no jornal Fala Timbaúba!

14h50 - Prática 3 (30 min)
O grupo foi dividido em equipes que leram o artigo e tentaram retirar dele sua idéia central, explicitar a estrutura presente naquele texto (relacionando com o que havíamos discutido de estrutura de um artigo jornalístico) e discutir entre si se concordavam ou não com aquela problemática. Cada equipe apresentou seu ponto de vista para os presentes.

15h20 - Lanche (20 min)

15h40 - Bloco teórico 4: O que são Crônica e Resenha? (30min)
Nesse momento, apresentou-se, por meio de slides e demonstrações, a resenha - o que é, quais os seus objetos, como é a estrutura e o tipo de texto feito. Além disso, foi lida em voz alta para todo o grupo uma crônica, explicando o que é, como se estrutura e qual o seu objetivo.

16h10 - Discussão (15 min)
Aqui ocorreu uma discussão com grande participação do grupo sobre como se poderia utilizar a resenha no jornal Fala Timbaúba!, sobre os diversos tópicos culturais que ela pode abranger e sobre a responsabilidade de estar passando uma opinião aos leitores do jornal. Além disso, também houve uma discussão da importância da crônica no jornalismo.

16h25 - Prática 4 ( 30 min)

16h55 - Avaliação (10 min)*

17h15 – Volta a Fortaleza

*Essa atividade foi feita em diversos momentos durante a oficina e não em um momento específico

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alunos da UFC ministram Oficina de Entrevista em apoio ao Timbaúba


Projeto em parceria com Parc ajuda jovens da comunidade a produzir um jornal próprio, o Fala Timbaúba

No último dia 18 foi realizada as Oficinas de Entrevista, Perfil e Ética com o Entrevistado no Centro Cultural Manduca Marinheiro, em Timbaúba, pequeno distrito de Chorozinho. As atividades foram realizadas pelos facilitadores André Bloc, Arilo Silva e Emerson da Silva e contaram com a presença de cerca de 20 jovens de Timbaúba e de Chorozinho, além do apoio da monitora do Programa de Assessoria Técnica e Sócio-cultural às Rádios Comunitárias do Ceará (Parc), Emanuele Sales.

A oficina ministrada tem por objetivo o amadurecimento do conteúdo do jornal local “Fala Timbaúba”, organizado e produzido pelos alunos das Oficinas. A realização é dos alunos da disciplina Jornalismo no Terceiro Setor, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Parc.



Módulo Entrevista

No módulo Entrevista os jovens da comunidade de Timbaúba que estiveram presentes nas oficinas participaram de discussões e atividades práticas que tiveram o intuito de mostrar a importância de uma boa entrevista para a realização plena da comunicação jornalística. O enfoque dado foi na construção de uma pauta jornalística e da importância de se estar bem informado sobre a pessoa ou o assunto que será abordado na entrevista. Discussões éticas sobre o tratamento com a fonte também foram abordadas no decorrer das atividades.

Oficinas de Entrevista, Perfil e Ética com o Entrevistado em Timbaúba


Oficina
Tema: Entrevista
Data: 18 de abril de 2009
Local: Centro Cultural Manduca Marinheiro (Timbaúba- CE)
Facilitadores: André Bloc (6J), Arilo Silva (6J) e Emerson da Silva (7J)
Semestre: 2009.1

Cronograma da Oficina

Dinâmica de Apresentação – 9h30min às 10h – Apresentação breve dos participantes (facilitadores e alunos), falando um pouco de Jornalismo e da própria vida. Destaque para o discurso emocionante do Emerson, que interessou tanto aos meninos, quanto aos outros facilitadores.

Bloco Teórico – Funções e Usos da Entrevista - 10h às 10h50min – Discussão sobre a vitalidade da Entrevista na redação de uma matéria. Breve exposição dos tipos e finalidades de entrevista e exercício de noção básica de entrevista (um jogo começado pelos próprios meninos de perguntas-e-respostas com o Emerson).

Exposição de Material - Vídeos – 10h50min às 11h30min – Exposição de dois vídeos e conseqüente debate sobre eles. O primeiro de uma entrevista ao vivo e muito mal-feita (concedida por Marcelo Camelo à TV União durante o Ceará Music – 2006) e uma entrevista pré-programado, montada e cheia de cortes (sobre o caso Eloá Pimentel, concedida por Nayara ao Fantástico). Ressaltando qualidades, defeitos e aguçando o senso crítico, deu-se um debate sobre os vídeos. O destaque foi a noção ética já demonstrada pelos alunos, questionando se a matéria sobre o caso Eloá não seria tendenciosa, por mostrar apenas um lado.

Lanche – 11h30min às 11h50min

Avaliação e Retrospectiva – 11h50min às 12h20min – Avaliação do primeiro módulo e retrospectiva de alguns conceitos-base.

Almoço – 12h30min às 14h

Dinâmica Retrospectiva – 14h às 14h40min – Se fez necessária uma retrospectiva rápida do que foi visto pela manhã, já que cerca de metade dos presentes não haviam estado no Centro Cultural pela manhã (devido a ser sábado letivo).

Bloco Teórico – Pré e Pós-Produção - 14h40min às 15h20min – Apresentação dos conceitos de pré e pós-produção. A importância do diálogo, uso de gravações, a pauta, os cortes e diversos conceitos. Gancho ético no tratamento do entrevistado.

Exposição de Material - Perfis e Entrevistas Ping-Pong – 15h20min às 16h – Divisão em dois grupos e análise detalhada de dois textos de entrevistas ping-pong das Páginas Azuis do jornal “O Povo”. Uma com o General Torres de Melo e outra com o “Seu Lunga”. Exposição do tipo de entrevista e apresentação dos conceitos básicos de perfil.

Lanche – 16h às 16h30min

Mini-Bloco Teórico – 16h30min às 16h50min – Debate sobre perfil e Avaliação do exercício anterior. Distribuição diferentes tipos de perfis entre os alunos.

Dinâmica Final (Bloco Prático) – 16h50min às 17h15min – Entrevista Coletiva concedida por Emerson da Silva – Temas Guiné-Bissau e África. Foi distribuída e lida em grupo uma pauta sobre a África e Guiné-Bissau e foi aberto para uma entrevista coletiva com Emerson, africano, estudante da UFC e facilitador da oficina.


Impressões Gerais do Grupo de Facilitadores

Os jovens do Centro Cultural se mostraram dispostos a trabalhar e quase sempre muito atentos. A maioria se mostrou tímido, mas aos poucos a maioria se soltou. A ressalva se deu pelo número menor de alunos do que o costume do projeto, já que no dia 18 estava programado para ser um sábado letivo na Escola local. Então tanto a assiduidade quanto à participação se mostraram menores do que o esperado.

O número menor de alunos possibilitou um desenrolar do cronograma mais rápido o mais fácil, fazendo com que a Oficina de Entrevista se desenvolvesse também nos temas Perfil de Entrevista e Ética com o Entrevistado, sendo essa segunda uma aglutinação entre a Oficina Leitura Crítica da Mídia e Ética Jornalística, ministrada dia 4 de abril com a Oficina de Entrevista.

O desenvolvimento foi dinâmico e o fluxo de atenção constante, em especial nas práticas de grupo e no exercício final (houve uma mudança no programa e foi incluída uma Entrevista Coletiva com um dos facilitadores, Emerson da Silva, já que o interesse dos alunos nele foi logo evidenciado, pois este foi o primeiro africano a visitar Timbaúba, segundo fontes locais).