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domingo, 14 de junho de 2009

Oficina de Leitura Crítica da Mídia na Escola Presidente Roosevelt

Data: 29 de maio de 2009

Local: Escola Estadual Presidente Roosevelt

Número de alunos presentes: 20

Equipe: André Bloc, Arilo Assunção e Emerson da Silva



Expectativa: O grupo estava ansioso para o encontro com os alunos. A expectativa era deparar-se com um público alvo de faixa etária entre 14 e 17 anos. Por isso, o planejamento da oficina levou em conta a necessidade de um debate lúdico, bastante atrativo, com a utilização de vídeos e dinâmicas e que contasse com a participação ativa de todos os debates popostos.

Planejamento: Foi decidida uma abordagem centrada na dualidade Grande Mídia X Mídia Alternativa, de forma que os alunos pudessem analisar o Grande Meio e entender que podiam se inserir de formas diferentes. O plano era mostrar os efeitos das mídias e em como a opinião pública podia ser centrada em atos positivos ou tensionada para um lado apenas. A noção seria de que existem múltiplos meios e que a pessoa não deve apenas aceitar o que lhe é imposto.

Cronograma básico:

Início: 8h10min

Dinâmica de Apresentação – Uma apresentação básica com nomes, gostos pessoais (áreas de interesse) e conhecimentos das diferentes mídias (se lê jornal, ouve rádio, vê telejornal, se procura notícia na internet). Se seguiu desenrolou uma discussão, puxada por alunos, sobre o Orkut e o MSN como formadores de opinião e difusores de informação. – 20 minutos

Bloco Teórico I – Discussão sobre conceitos básicos de mídia. Noções sobre Gatekeeping e sobre a repercussão atingida por algumas matérias (caso Eloá). Discussão sobre a função do jornalista como mediador (modo de entrevista de Eli Aguiar, respeito entre entrevistador e entrevistado) – 40 minutos.

INTERVALO (Recreio) – 20 minutos. (Alguns alunos ficaram em sala conversando sobre os temas)

Bloco de Análise – Resgate da discussão do Bloco Teórico I e repercussão com os alunos. Exposição de opiniões divergentes e bons debates. – 20 minutos.

Bloco Expositivo – Análise de matérias. Noção da força da imprensa e da formação da opinião pública. Caso Isabela Nardoni (a espetacularização e a super-exposição) de um tema. Caso da Escola Base e suas repercussões. Matérias em vídeo e subseqüente debate – 40 minutos.

Bloco Teórico II – Espetacularização, Mídia Alternativa e Fatos que não aparecem na Mídia tradicional. O silêncio sobre certos temas e como o bairro deles aparece na mídia. Discussão sobre como deveria aparecer, o que deveria ser noticiado – 40 minutos

Bloco Prático Final – Mural. Produção com Recortes de Jornais e Revistas em 4 temas: A Mídia que eles querem, a Mídia que eles têm, como eles são retratados na mídia e como eles gostariam de ser retratados. Foram 4 grupos formados com níveis diversos de interesse. Um grupo fez um belo trabalho, muito cuidadoso, outros dois fizeram um trabalho moderadamente bem-feito, um tanto por obrigação e um outro grupo resolveu fazer uma brincadeira com os conceitos e gostos pessoais - 40 minutos.

Final da Oficina – 11h40min.

Impressões Finais: A oficina fluiu muito bem até a parte das discussões dos vídeos. A partir do bloco prático final alguns ficaram muito agitados e muitos foram beber água de uma vez. A atenção foi focada e desfocada constantemente. Alguns alunos se empenharam muito e produziram um bom mural e uma aluna (chamada Illana) inclusive ficou cerca de 20 minutos depois do final da aula ajeitando o trabalho e tirando dúvidas com os palestrantes.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alunos da UFC ministram Oficina de Entrevista em apoio ao Timbaúba


Projeto em parceria com Parc ajuda jovens da comunidade a produzir um jornal próprio, o Fala Timbaúba

No último dia 18 foi realizada as Oficinas de Entrevista, Perfil e Ética com o Entrevistado no Centro Cultural Manduca Marinheiro, em Timbaúba, pequeno distrito de Chorozinho. As atividades foram realizadas pelos facilitadores André Bloc, Arilo Silva e Emerson da Silva e contaram com a presença de cerca de 20 jovens de Timbaúba e de Chorozinho, além do apoio da monitora do Programa de Assessoria Técnica e Sócio-cultural às Rádios Comunitárias do Ceará (Parc), Emanuele Sales.

A oficina ministrada tem por objetivo o amadurecimento do conteúdo do jornal local “Fala Timbaúba”, organizado e produzido pelos alunos das Oficinas. A realização é dos alunos da disciplina Jornalismo no Terceiro Setor, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Parc.



Módulo Entrevista

No módulo Entrevista os jovens da comunidade de Timbaúba que estiveram presentes nas oficinas participaram de discussões e atividades práticas que tiveram o intuito de mostrar a importância de uma boa entrevista para a realização plena da comunicação jornalística. O enfoque dado foi na construção de uma pauta jornalística e da importância de se estar bem informado sobre a pessoa ou o assunto que será abordado na entrevista. Discussões éticas sobre o tratamento com a fonte também foram abordadas no decorrer das atividades.

Oficinas de Entrevista, Perfil e Ética com o Entrevistado em Timbaúba


Oficina
Tema: Entrevista
Data: 18 de abril de 2009
Local: Centro Cultural Manduca Marinheiro (Timbaúba- CE)
Facilitadores: André Bloc (6J), Arilo Silva (6J) e Emerson da Silva (7J)
Semestre: 2009.1

Cronograma da Oficina

Dinâmica de Apresentação – 9h30min às 10h – Apresentação breve dos participantes (facilitadores e alunos), falando um pouco de Jornalismo e da própria vida. Destaque para o discurso emocionante do Emerson, que interessou tanto aos meninos, quanto aos outros facilitadores.

Bloco Teórico – Funções e Usos da Entrevista - 10h às 10h50min – Discussão sobre a vitalidade da Entrevista na redação de uma matéria. Breve exposição dos tipos e finalidades de entrevista e exercício de noção básica de entrevista (um jogo começado pelos próprios meninos de perguntas-e-respostas com o Emerson).

Exposição de Material - Vídeos – 10h50min às 11h30min – Exposição de dois vídeos e conseqüente debate sobre eles. O primeiro de uma entrevista ao vivo e muito mal-feita (concedida por Marcelo Camelo à TV União durante o Ceará Music – 2006) e uma entrevista pré-programado, montada e cheia de cortes (sobre o caso Eloá Pimentel, concedida por Nayara ao Fantástico). Ressaltando qualidades, defeitos e aguçando o senso crítico, deu-se um debate sobre os vídeos. O destaque foi a noção ética já demonstrada pelos alunos, questionando se a matéria sobre o caso Eloá não seria tendenciosa, por mostrar apenas um lado.

Lanche – 11h30min às 11h50min

Avaliação e Retrospectiva – 11h50min às 12h20min – Avaliação do primeiro módulo e retrospectiva de alguns conceitos-base.

Almoço – 12h30min às 14h

Dinâmica Retrospectiva – 14h às 14h40min – Se fez necessária uma retrospectiva rápida do que foi visto pela manhã, já que cerca de metade dos presentes não haviam estado no Centro Cultural pela manhã (devido a ser sábado letivo).

Bloco Teórico – Pré e Pós-Produção - 14h40min às 15h20min – Apresentação dos conceitos de pré e pós-produção. A importância do diálogo, uso de gravações, a pauta, os cortes e diversos conceitos. Gancho ético no tratamento do entrevistado.

Exposição de Material - Perfis e Entrevistas Ping-Pong – 15h20min às 16h – Divisão em dois grupos e análise detalhada de dois textos de entrevistas ping-pong das Páginas Azuis do jornal “O Povo”. Uma com o General Torres de Melo e outra com o “Seu Lunga”. Exposição do tipo de entrevista e apresentação dos conceitos básicos de perfil.

Lanche – 16h às 16h30min

Mini-Bloco Teórico – 16h30min às 16h50min – Debate sobre perfil e Avaliação do exercício anterior. Distribuição diferentes tipos de perfis entre os alunos.

Dinâmica Final (Bloco Prático) – 16h50min às 17h15min – Entrevista Coletiva concedida por Emerson da Silva – Temas Guiné-Bissau e África. Foi distribuída e lida em grupo uma pauta sobre a África e Guiné-Bissau e foi aberto para uma entrevista coletiva com Emerson, africano, estudante da UFC e facilitador da oficina.


Impressões Gerais do Grupo de Facilitadores

Os jovens do Centro Cultural se mostraram dispostos a trabalhar e quase sempre muito atentos. A maioria se mostrou tímido, mas aos poucos a maioria se soltou. A ressalva se deu pelo número menor de alunos do que o costume do projeto, já que no dia 18 estava programado para ser um sábado letivo na Escola local. Então tanto a assiduidade quanto à participação se mostraram menores do que o esperado.

O número menor de alunos possibilitou um desenrolar do cronograma mais rápido o mais fácil, fazendo com que a Oficina de Entrevista se desenvolvesse também nos temas Perfil de Entrevista e Ética com o Entrevistado, sendo essa segunda uma aglutinação entre a Oficina Leitura Crítica da Mídia e Ética Jornalística, ministrada dia 4 de abril com a Oficina de Entrevista.

O desenvolvimento foi dinâmico e o fluxo de atenção constante, em especial nas práticas de grupo e no exercício final (houve uma mudança no programa e foi incluída uma Entrevista Coletiva com um dos facilitadores, Emerson da Silva, já que o interesse dos alunos nele foi logo evidenciado, pois este foi o primeiro africano a visitar Timbaúba, segundo fontes locais).