terça-feira, 18 de setembro de 2012

Instituto Terramar

Os 18 anos do Instituto Terramar

A partir de encontros informais de jovens universitários dos cursos de Geografia, Engenharia de Pesca e áreas afins surgia em 1993 o Instituto Terramar. De lá para cá, essa Organização Não Governamental, que não se reconhece como do Terceiro Setor, vem abrindo caminhos para a cidadania, a justiça ambiental e a participação política. O objetivo era criar uma organização que pudesse fortalecer as associações comunitárias, as populações costeiras e fazer assessoria à pesquisa e à pesca artesanal. “Fazemos um debate que envolve ações de formação, produção de conhecimento e até o desenvolvimento de tecnologias de produção para fortalecer as populações do mar”, explica Camila Garcia, assessora de comunicação do Instituto. O trabalho se dá ainda no sentido do fortalecimento da identidade cultural dos Povos do Mar do Ceará.

O Instituto atua na Zona Costeira do Ceará e define sua Comunicação como do campo popular democrático. A ONG não se reconhece como do Terceiro Setor, segundo Camila Garcia, por ter objetivos diferentes da maior parte das Fundações, que também são classificadas como do Terceiro Setor pela legislação brasileira.  Muitas Fundações, segundo a assessora, teriam clara a finalidade de desenvolver relações empresariais. “O Terramar e a Fundação Edson Queiroz, por exemplo, são classificadas como do Terceiro Setor, mas atuam de formas distintas, têm acesso a recursos de formas distintas. Esse termo uniformiza, por isso há um não reconhecimento dessa nomenclatura por parte do Terramar e de muitas outras ONGs filiadas à Associação Brasileira de ONGs (ABONG)”, explica.

Outra crítica do Instituto que Camila Garcia cita é o fato de que muitas Fundações se utilizam do discurso da responsabilidade social, uma forma que o Capitalismo teria encontrado para camuflar os males sociais que causa. “Muitas Fundações ainda falam em responsabilidade social. O Terramar não debate isso. A gente sabe que vive num sistema e que temos de entendê-lo, mas nosso projeto político é de transformação da sociedade. A linha da responsabilidade social pensa apenas em formas de compensação, não resolve o problema”, diz.

Núcleo de Comunicação
Ações de formação, produção e difusão de conteúdos, essas são as atividades do Núcleo de Comunicação do Terramar, estrutura responsável pela comunicação institucional e pela assessoria da ONG. O Núcleo é responsável, entre outras coisas, por auxiliar na produção de material gráfico nas comunidades em que o Instituto atua. Quando se faz necessária a divulgação de um evento promovido por alguma comunidade, por exemplo, o setor oferece auxílio. No entanto, as próprias comunidades produzem sua comunicação por meio de jornais murais, uso de blogs, entre outros meios. O Terramar oferta formações para que os grupos cheguem a esse estágio de autonomia. Antes da criação do setor, a ONG já dava formações nesse sentido. A atuação se dá de acordo com as demandas da comunidade que, algumas vezes, precisa saber apenas como ter acesso ao Ministério Público para denunciar algo ou ainda como criar uma Associação de Moradores.

Recursos - Como o Terramar se financia e mantém sua força como instituição
O Instituto tem seus recursos financeiros advindos, fundamentalmente, de investimentos estrangeiros no Ceará. É através das organizações internacionais denominadas agências de cooperação, que o Terramar funciona até hoje. Essas agências de cooperação mundiais ajudam movimentos sociais no Brasil desde a década de 1970, e o Terramar usufruiu dessa situação favorável, inclusive para ser criado.

Essas agências de cooperação internacional são formadas por igrejas ecumênicas e cristãs, que faziam doações para os fundos existentes para apoiar os países em desenvolvimento. As igrejas recebiam muitas doações individuais. Camila Garcia, jornalista e assessora do Terramar, conta-nos que, com o início da crise na Europa, a situação favorável tem mudado um pouco.

Outra situação tem dificultado ainda mais a captação de recursos para ONGs como o Terramar. Segundo a assessora, foi-se construindo em âmbito mundial, principalmente após a eleição do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, a ideia de que o Brasil está em desenvolvimento e de que a pobreza estaria acabando, bem como, que os direitos da população são amplamente garantidos. Devido a isso, essas organizações passaram a encontrar dificuldades para financiar projetos no Brasil. 



O Terramar organiza como será sua captação de recursos de três em três anos. Nestes momentos, elabora todos os seus projetos e os apresenta para as agências de cooperação internacional com as quais já trabalham ou outras de que venham se aproximando. Quando o Terramar consegue o apoio dessas organizações, elas financiam geralmente o que a assessora Camila chama de “parte institucional”. É o pagamento de pessoal, o aluguel, a luz e o telefone. E o que não é aprovado, a organização tenta buscar através de editais.

Atualmente, as agências internacionais que financiam o Terramar são a Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento (Icco), holandesa, a Kerk in Actie (Church in Action), também holandesa, a Evangelischer Entwicklungsdienst (EED), alemã, e a Intervita Onlus, italiana. 

O que a Comunicação do Terramar produz
Site oficial:  Existe desde 2003. Em 2011 sofreu uma reformulação por conta dos 18 anos do instituto. É possível visualizar o site antigo no link “Memória Institucional”; 

Portal do Mar: uma página do Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará que funciona como portal de notícias relacionadas à zona costeira do estado e também atua como banco de dados, sendo o veículo de maior diálogo com a sociedade;

Rede Tucum: o Terramar é a Secretaria Executiva da Rede Tucum e administra a página; 

Algas Cultivando a Sustentabilidade: é uma iniciativa do Instituto Terramar com o objetivo de fortalecer a conservação dos bancos naturais de algas de Flecheiras, proporcionando aos seus moradores espaços de reflexão sobre a potencialidade dos recursos naturais existentes no território da comunidade. Aprovado em seleção pública de 2008, o projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio Programa Petrobras Ambiental. Não é pretensão que o site continue, a página existirá enquanto durar o projeto. O site se mostrou o melhor veículo com a juventude, de acordo com Camila Garcia.

Perfil da Rede Tucum no Facebook: A página tem 4.990 amigos e 322 assinantes. O perfil auxilia na divulgação da Rede e de suas ações como oficinas ofertadas, lançamento de exposições e informes sobre as atividades realizadas. A rede Tucum também possui perfil no Twitter que é utilizado de forma bem mais limitada, somente 87 mensagens foram tuitadas desde a criação da conta (a última foi realizada em 25 de abril de 2012), a página tem 222 seguidores e segue 87 perfis.
 
Há ainda o perfil no Twitter para o Fórum da Zona Costeira, que atualmente vem sendo pouco atualizado, foram realizados 593 tweets (sendo o último em 27 de março de 2012), 126 seguidores e está seguindo 103.

 
Além dos sites, é produzido o “Boletim Marulho” que funciona como material institucional do Terramar, a publicação impressa não tem uma periodicidade definida, pois, já que o Terramar não foca sua produção em materiais institucionais, a produção do Boletim Marulho fica restrita à edições especiais a cada três anos, quando há um rearranjo.

A relação do núcleo de comunicação do Instituto Terramar com os coordenadores da ONG possui um caráter de fiscalização e prestação de contas a respeito das ações desenvolvidas. Levando em conta que o histórico de inserção da atual jornalista responsável pelo núcleo, Camila Gadelha, nessa posição, é possível perceber que o modelo apresenta certa diferenciação em relação a assessorias de imprensa de empresa privada ou órgãos públicos. 

Formas de Participação dos membros da Gestão

Ao explicar que iniciou como militante na instituição, onde sugeriu a implantação de um núcleo de comunicação, até, depois tornar-se estagiária e, finalmente, efetivada no cargo, Gadelha firma-se como uma profissional que tem noção dos processos necessários para efetivação do núcleo, uma vez que acompanhou todo o desenvolvimento deste. É importante ressaltar também que a atuação dela como educadora nos projetos do Terramar também oferece um olhar diferenciado em relação ao papel do assessor de imprensa.

“O Núcleo de Comunicação do Instituto Terramar está diretamente ligado ao que chamamos de Coordenação Colegiada da ONG”, explica a assessora. Esse estreitamento entre os dois núcleos faz com que as atividades desenvolvidas por ambos caminhem de forma agregada para conseguir efetivar a abrangência dos projetos assessorados, bem como cultivar valores do núcleo de comunicação já expostos neste trabalho, como o cuidado em não realizar um trabalho de divulgação institucional.

Por: Elias Bruno, Fernando Wisse, Gabriela Alencar, Ingrid Braquehais e Marcos Mendes

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Análise da Assessoria de Comunicação do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA-CEARÁ)


Ainda em 2009, em meio às discussões sobre a construção do Acquário, projeto do governo do Estado voltado para o turismo, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca) tomou a voz. A organização não governamental entrou com uma ação contra o órgão administrativo responsável e lançou uma nota técnica aberta para a sociedade. Era uma forma de manifestar-se e fazer ouvir aqueles que lutam pela garantia e efetivação dos direitos da criança e do adolescente. 

Os argumentos eram contundentes. No documento, dados comparativos. “Enquanto o governo do Estado irá gastar R$ 250 milhões na construção de um aquário, mais de 69 mil alunos da escola pública não conseguem ler palavras simples ou, nem ao menos, reconhecer o próprio nome”, dizia. Outros dez motivos eram apresentados ao leitor. Com informações bem apuradas e analisadas por especialistas, o Cedeca provava por “a + b” aquilo que fora destinado a fazer dentro de seu nicho de atuação. 

“Nós atuamos mostrando as violações cometidas pelo Estado. Seja por infração direta, ou por omissão”, explica a assessora da instituição, Aline Baima. O trabalho de Aline como jornalista responsável pela ONG é fazer barulho. Mas um barulho tão grande que possa chegar a ser ouvido pelos mais altos cargos do poder executivo. Para tanto, Aline tem suas estratégias. Ações judiciais, notas, publicações, seminários e um constante trabalho junto à imprensa cearense, que funciona, nesse caso, como uma espécie de “caixa de ressonância” das denúncias e análises produzidas pela organização. 

Durante a realização do nosso trabalho, tivemos tempo de conhecer, estudar e refletir sobre o Cedeca como instituição e sobre sua assessoria de comunicação, área da instituição ocupada por colegas de profissão. Aline Baima – na época, assessora da instituição – foi nossa guia. 

O trabalho que nos foi apresentado foi um trabalho avaliado, pela maioria, como eficiente. O Cedeca propõe atuar em três eixos temáticos, direito à participação de crianças e adolescentes, direito da proteção e direito ao desenvolvimento, e com estratégias e três estratégias, proteção jurídico-social, mobilização social e produção e difusão de conhecimento público. Dessa forma, sua atuação é sistematizada, tornando-se, portanto, mais eficiente. Dentro desses eixos, a assessoria de imprensa desempenha papel fundamental. Em todos os projetos desenvolvidos pela ONG, a assessoria se destaca como a responsável por criar materiais impressos e digitais, seja na parte textual seja na parte gráfico. 

A produção de materiais impressos é outro ponto forte da instituição. As publicações organizam o material produzido em encontros e seminários promovidos pelo Cedeca e são distribuídas a jornalistas e a outras instituições afins. Aos jornalistas, também são ofertados cursos e oficinas específicas sobre temas envolvendo a criança, o adolescente e a mídia, conscientizando e qualificando os profissionais que são formadores de opinião. 

A atuação junto à imprensa do Cedeca é bastante eficaz. A instituição consegue emplacar pautas sobre a infância e a adolescência e, mais importante, conseguiu tornar-se fonte de referência no assunto. Dessa forma, sempre que um tema envolvendo a criança e o adolescente na mídia, o Cedeca é consultado e tem a oportunidade de fazer ser ouvida a sua opinião. 

Por outro lado, a assessoria de comunicação do Cedeca ainda apresenta algumas falhar que poderiam ser corrigidas. À época da nossa entrevista, a assessoria era composta por uma jornalista e por uma estagiária. Hoje em dia, nenhuma das duas continua trabalhando na instituição. As responsáveis pela assessoria, além do trabalho de contato com a imprensa, compilação de dados, produção e revisão das cartilhas e comunicação interna. Dessa forma, algumas áreas ficavam descobertas ou não eram completamente desempenhadas. 

É o caso da comunicação interna, que era realizada por meio de um quadro branco, que se refere aos “voluntários para entrevistas com a imprensa”. Nem sempre, no entanto, o quadro era atualizado e, às vezes, alguns membros do Cedeca iam à imprensa sem o conhecimento da assessoria. Além disso, também eram feitos boletins de notícias e malas diretas, nem sempre produzidos com a periodicidade devida. A periodicidade também era um ponto prejudicado quando observávamos as cartilhas e o jornal “Na pauta da infância”. De bimestral, o jornal passou a ser publicado apenas em “datas importantes”. 

O site do Cedeca também possui alguns problemas. Algumas abas e seções do site não funcionam e nem todas as publicações produzidas pelo Cedeca estão disponíveis em formato online. 

No momento, o Cedeca encontra-se sem assessoria de imprensa. Todos os problemas observados parecem recair sob a questão do grande volume de trabalho para uma mão-de-obra pequena. Uma possível solução seria a contratação de mais estagiários para o desempenho de funções mais simples, como o clipping e alimentação de site/ redes sociais. Uma outra possibilidade são parcerias a serem fechadas com grupos do meio acadêmico para ações pontuais, como, por exemplo, a produção de cartilhas. 

Equipe: Aline Lima, Aline Moura, Ana Isabel Díaz, Liana Costa e Nina Ribeiro

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estudantes de jornalismo realizam oficina com integrantes do JovemTude




Após uma série de encontros entre alunos de jornalismo e o projeto JovemTude (Jovens com Atitude) para entender o funcionamento do grupo, a equipe formada pelos estudantes da disciplina Jornalismo no Terceiro Setor (Alan Barros, Aline Conde, Danilo Castro, Marília di Albuquerque e Thiago Andrade) ministraram duas oficinas com a intenção de ensinar algumas ferramentas de comunicação que pudessem ajudar na manutenção e divulgação das ações realizadas pelos integrantes do JovemTude.

De acordo com Aline Conde, uma das facilitadoras, promover esse encontro com os jovens é fundamental, pois dá um retorno do curso à sociedade. “Todos nós temos direito a nos comunicarmos bem. O pessoal do Jovemtude trabalha diretamente com comunicação e eles precisam se apropriar dessas questões mais técnicas. É uma maneira de trazermos a UFC para dialogar com o mundo”, diz.

Para Thiago Andrade, o principal dever dos estudantes de jornalismo é agora monitorar o trabalho do JovemTude em seus produtos comunicacionais para saber se houve uma verdadeira contribuição. “A gente espera agora que eles possam crescer ainda mais e que tanto o relacionamento com o público alvo deles quanto o relacionamento com a imprensa seja ainda melhor”, acrescenta.

Flávio Ferraz, um dos integrantes do JovemTude, revelou que o grupo já tem tentado seguir grande parte do que foi passado pelas oficinas e muitas pessoas já declararam que têm percebido a adoção de uma nova postura.

“Aos poucos o grupo está se adaptando a esse formato mais coerente, e percebemos no retorno das pessoas que nós estamos mudando. Estamos com uma postura mais profissional. E isso foi muito bom, pois nos sentimos mais seguros ao elaborar um texto e a que tipo de conteúdo postar nas redes sociais”, acredita Flávio Ferraz.

Entendendo o JovemTude

Antes de mostrarmos o teor das oficinas, é preciso relembrar o que é o projeto desenvolvido pelo Jovem Tude desde 2005. O grupo JovemTude é um dos parceiros do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC). Cinco integrantes atuam hoje no grupo na organização de oficinas temáticas para jovens dos bairros de Fortaleza e Região Metropolitana.

O grupo trabalha com cinco temáticas que fazem parte do objetivo principal do grupo: orientar a juventude acerca dos direitos sexuais e reprodutivos, com foco na prevenção. Dentre as temáticas que o grupo aborda, estão gênero, sexualidade, movimento LGBT, DSTs e métodos contraceptivos.

 Conteúdo das oficinas

Como o grupo Jovemtude tem a internet como o principal meio de comunicação com seu público, a primeira oficina foi realizada com base em toda uma fundamentação teórica sobre o webjornalismo. Além de mostrar as principais técnicas utilizadas para a produção de um conteúdo estruturalmente jornalístico, os estudantes também deram dicas sobre como seria a melhor forma de publicação de conteúdo nas redes sociais.

 O JovemTude passou a conhecer conceitos como lead, pirâmide invertida, hiperlink, tags, intertítulos e etc.
Ao final de todo o processo, cada integrante teve como tarefa de casa a produção de uma notícia sobre a oficina realizada para aplicar todas as técnicas jornalísticas ensinadas pelos estudantes.

Na segunda oficina, tendo fornecido as bases do webjornalismo aos integrantes do JovemTude, os estudantes universitários focaram os trabalhos em assessoria de comunicação, também mais voltados para  sua utilização na  internet.

Além de explicar e diferenciar os conceitos de assessoria de imprensa e de comunicação, ressaltou-se a importância de um plano de assessoria de comunicação para o grupo, com o intuito de
projetar a instituição na mídia para reforçar sua credibilidade junto à imprensa, à sociedade e ao seu público alvo
.

Foram apresentadas ao JovemTude as funções e as ferramentas utilizados pelos profissionais da área para otimizar o trabalho de assessoria. O grupo e os facilitadores da oficina também debateram questões referentes à comunicação interna.


Veja alguns dos passos existentes no material que foi entregue aos integrantes do JovemTude:

1)                     Antes de inserir o nome do grupo em diversas redes sociais, é necessário que elas sejam sempre atualizadas. Se achar que não terá tempo de alimentar constantemente seu perfil do Twitter, por exemplo, utilize ferramentas como o HootSuite. Nela é possível programar postagens com data e hora com bastante antecedência.

2)                    É importante que o conteúdo postado na fanpage da "Campanha A3 eu topo" no facebook seja compartilhado também por uma página oficial do JovemTude na rede.

3)                    O conteúdo compartilhado não deve se restringir às imagens da campanha. Alimente as redes com informações com frequência, porém cuidado para não exagerar. Ninguém gosta de seguir um perfil que publica dez, vinte informações seguidas por dia.

4)                    O YouTube tem desde 2008 um programa para apoiar entidades sem fins lucrativos. Essas instituições podem ter, gratuitamente, um canal especial, incrementar a divulgação do trabalho que realizam e ainda por cima arrecadar donativos dentro do site. Também recebem dicas e ferramentas do Google para ajudá-las a ser mais eficientes na produção de vídeos.


5)                               Assessoria de Imprensa: Serviço prestado às instituições públicas e privadas, que se concentra no envio frequente de informações jornalísticas, dessas organizações, para os veículos de comunicação em geral. Esses veículos são os jornais diários; revistas semanais, revistas mensais, revistas especializadas, emissoras de rádio, agências de notícias, sites, portais de notícias e emissoras de tevê.Um trabalho continuado de Assessoria de Imprensa permitirá à empresa criar um vínculo de confiança com os veículos de comunicação e sedimentar sua imagem de forma positiva na sociedade.

6)                    Assessoria de Comunicação: A ampliação das atividades das Assessorias de Imprensa. Trata-se da elaboração de planos de comunicação mais abrangentes. Esses planos devem privilegiar uma comunicação eficiente não apenas junto à imprensa, mas posicionando as organizações de forma a estabelecer uma interlocução com ética e responsabilidade social, comprometida com os valores da sociedade junto aos seus mais diversos públicos.


7)                     Funções da Assessoria de Comunicação: Criar um plano de comunicação (estabelecer a importância deste instrumento tanto no relacionamento com a imprensa como os demais públicos internos  e externos);  colaborar para a compreensão da sociedade do papel da organização; estabelecer uma imagem comprometida com os seus públicos; criar canais de comunicação internos e externos que divulguem os valores da organização e suas atividades; detectar o que numa organização é de interesse público e o que pode ser aproveitado como material jornalístico; desenvolver uma relação de confiança com os veículos de comunicação; criar instrumentos que permitam mensurar os resultados das ações desenvolvidas, tanto junto à imprensa como aos demais públicos etc.

8)                    Algumas ferramentas utilizadas pela assessoria de comunicação: Release; mailling-list de jornalistas; press release; nota à imprensa; press kits para imprensa; newsletter; clippings etc.

9)                    Dicas para otimizar a assessoria de comunicação na internet: Texto para a imprensa (e para o site/blog) no formato de notícia, ressaltando o novo no contexto da instituição; notas para Facebook e Twitter enfatizando alguns aspectos da notícia; vídeos para o canal do grupo no Youtube; gravação de áudios para rádios e podcasts; o blog reproduz todas as notícias criadas para a atividade de assessoria de imprensa, em seu formato específico; o material produzido no formato de texto pode ser gravado, também, no formato de áudio, assim como uma entrevista podem ser enviados às rádios em MP3 e costumam ser aproveitados na íntegra. Várias rádios não têm áreas de jornalismo e valorizam conteúdos informativos e/ou dicas; as publicações do Twitter, Títulos das notícias do site/blog, vídeo ou foto com link reduzidos; notícias relacionadas à área de atuação; pequenas informações em tempo real sobre algo que esteja acontecendo; interação com perguntas e enquetes; reprodução automática dos tweets etc.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oficina de comunicação para o 3º setor com o Movimento Emaús

Ministrantes: Carlos Pinheiro, Jéssica Colaço e Juscelino Ramos.
X de junho de 2012, entre as 14 e as 17h



Após entrevistas com a equipe do Movimento Emaús Amor e Justiça e visitas à sede da entidade, constatamos as ações de comunicação desenvolvidas por eles, bem como as necessidades na área. Como ferramentas de comunicação, foram identificados grupo. Foram elas: panfletos informativos,site, Blog e dois perfis na rede social Facebook. Quanto às necessidades, é perceptível a carência do Emaús de uma assessoria de comunicação estruturada, no entanto, a falta de recursos financeiros a curto prazo  faz que com que a criação de uma assessoria não seja prioridade. Pensando nisso, a nossa equipe decidiu colaborar, orientando os responsáveis pelo Emaús a trabalharem com o que eles tinham de mais acessível: as redes sociais.

Apontamos o público que o Emaús quer atingir e o dividimos em três grupos: Comunidade, doadores e empresas. Após identificar os objetivos do Emáus (a curto prazo, atrair doações de qualidade para o bazar; a médio prazo, conscientizar os doadores da importância da ajuda deles e tornar públicas as ações sociais do Emaús; a longo prazo, a construção do Complexo Pirambu Social), explicamos a importância da comunicação para o 3º Setor e suas implicações com a sociedade e o poder público. Então, passamos as orientações de como melhorar o uso das redes sociais.

Quanto à rede social Facebook, orientamos que uma atualização constante no perfil do Emaús passaria a idéia de que o trabalho realizado pela entidade estaria em pleno funcionamento, além de servir de retorno para o público doador e patrocinador. Criar uma fanpage para divulgar as ações do movimento, seja através de notícias ou fotos, seria essencial. Sugerimos também que fosse criado um álbum com o título “Informações e Doações”, ou similar. No álbum, fotos permanentes serviriam como panfletos virtuais, explicando um pouco sobre a história do Emaús, as atividades desenvolvidas, como fazer as doações, qual tipo de material o Emaús recebe e qual tipo não é útil, além de telefones para contato.

Sobre os panfletos, sugerimos que fossem destacadas as informações relativas ao teor das doações recebidas pelo Emáus, como o estado em que os objetos devem estar e de que forma as doações poderiam ser feitas. Para ampliar o contato, sugerimos que no panfleto viessem inclusas informações como telefones para contato, endereço da página do Facebook e site.

O último aspecto abordado foi o crowdfunding,  uma modalidade de financiamento difundida na internet na qual um grande volume de pessoas que participam doando quantias variadas de modo a viabilizar algum tipo de projeto. A intenção era utilizar o método para garantir os recursos necessários para a construção do Complexo Social do Pirambu. A ideia também já estava sendo trabalhada pela equipe.

Equipe Movimeto Emaús Amor e Justiça: 

Jéssica Colaço, Juscelino Ramos, Carlos Pinheiro e Isabel Filgueiras

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Oficina de Jornalismo Impresso

Ministrantes: Renato, Laila, Iane, Carlos, Aurísio
6 de dezembro, entre 16 e 18h

Após conversar com o titular da disciplina, decidimos trabalhar o gênero coluna com os alunos, focando nas dificuldades que eles possuíam em português.

A oficina iniciou-se com a conceituação do que era uma coluna e a apresentação de suas diferenças em relação a outros tipos de textos opinativos. Na sequencia, trouxemos diversos exemplos do que são colunas em suas variadas vertentes (esportiva, social, política...) e fizemos um resgate histórico de seu surgimento no Brasil.

A partir daí, começou a parte prática da oficina. Trouxemos vários exemplos de erros em textos de colunas (alguns forjados, outros publiicados nas colunas originais) dos mais diversos tipos, desde gramaticais até erros de informação. Também trouxemos exemplos em que eles mesmos tiveram que localizar os erros, corrigindo-os em seguida.

Para finalizar, todos encaminharam-se ao laboratório de informática, onde puderam desenvolver o que acabaram de aprender em sala, produzindo uma coluna de dois drops. O tema foi definido pelos próprios alunas, que enviaram usa colunas para a professora Márcia Vidal em seguida, que encarregou-se de corrigi-los

Oficina de Texto para TV


A oficina de Texto para TV com os alunos do curso de Jornalismo da Terra aconteceu no dia 14 de novembro de 2011, das 16:00 às 17:40. A oficina tinha o intuito de relembrar alguns princípios de telejornalismo, além de trabalhar os diversos aspectos da construção do texto para a televisão.

A equipe ministrante, composta por Fernando Benevides, Nayana Siebra, Raissa Câmara, Ranniery Melo e Roberta Tavares, alunos da disciplina de Jornalismo no 3º Setor, procurou, através de exemplos práticos, mostrar o processo de construção de um texto telejornalístico.

Num primeiro momento, Raissa contribuiu com informações relacionadas à estrutura organizacional e cotidiano de uma redação de TV, pontos necessários para compreender a agilidade com a qual os textos devem ser escritos. Os alunos que participavam da oficina demonstraram-se bastante interessados nesse momento, fazendo diversas perguntas sobre o que Raissa falava.

Em seguida, Roberta explicou as características do texto para televisão, mostrando a relação do texto com a imagem e os erros comuns que devem ser evitados. Nayana e Ranniery, então, explicaram a estrutura básica das diversas maneiras como a informação pode ser dada num telejornal, abordando a questão da notícia, dos elementos de uma reportagem (off, sonora, passagem), etc. Fernando propôs um exercício de adaptação de um texto em meio impresso para a linguagem televisiva. Os alunos de Jornalismo da Terra colaboraram dando sugestões de como o texto poderia ser aperfeiçoado.



Por fim, a turma foi dividida em duas salas para a realização de um exercício prático. A partir de uma reportagem exibida pelos oficineiros, os alunos deveriam construir um comentário baseado nas características do texto para TV. O momento proporcionou uma troca de ideias sobre o conteúdo abordado e os alunos puderam ter um espaço para sanar suas dúvidas com maior clareza.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oficina de Jornalismo na Internet II - 2011

A oficina de webjornalismo II teve o intuito de complementar os conteúdos assimilados na primeira oficina sobre o tema. Das 16h as 17:40h, os alunos do curso de Jornalismo da Terra puderam aprofundar conhecimentos refentes às características do texto de internet, bem como tirar dúvidas sobre o tema e discutir assuntos referentes ao veículo em questão.

A equipe, formada pelos alunos Isabela Bosi, Juliana Diógenes, Mariana Freire, Marina Mota e Nut Pereira se dividiu em dois grupos. As duas primeiras realizaram a oficina no laboratório de informática B, enquanto que o restante ministrou os conteúdos no laboratório A.

Primeiramente, a equipe realizou uma dinâmica de apresentação entre os participantes, em que cada um disse o seu nome e o local de origem. Depois, foi feita uma explanação sobre as características do texto de internet (texto curto e direto, multimidialidade, hiperlink e fontes na internet).

No segundo momento da oficina, a turma trabalhou com a correção de um texto para a web. Os participantes identificaram características antes mencionadas e sugeriram mudanças, como o encurtamento do texto, imagens e vídeos.

Em seguida, foram distribuídas notícias de jornal impresso entre os participantes da oficina. O objetivo era de que os textos fossem adaptados nos moldes do webjornalismo. Os alunos produziram os textos sob a orientação dos oficineiros.

Alguns, mas ágeis, terminavam em dez minutos. Outros pediam calma, fazendo-nos perceber que cada um tem um ritmo, um tempo, uma cadência. E o curioso de dar oficinas é justamente saber respeitar cada estudante como se fosse você próprio. Foi possível aprender bastante com cada um, à sua maneira.




Durante a orientação dos oficineiros, alguns estudantes pensavam em voz alta as teorias mencionadas na primeira hora de aula, demonstrando ter captado bem o assunto. Perceber o interesse constante deles nos motivava a ter mais e mais vontade de estar do lado, acompanhando.

Foi notável o interesse maior deles na segunda parte da aula: a mão na massa. Aspirantes a jornalistas gostam mesmo é de se meter com produção, com prática. A sensação de poder proporcionar um momento de aprendizado e de estímulo à sede e ao conhecimento para nós, facilitadores, foi o mais positivo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Oficina de Jornalismo na Internet I - 2011

A oficina de jornalismo na Internet módulo I aconteceu no dia 19 de novembro, das 16h às 17:40, no Laboratório de Informática da Universidade Federal do Ceará. Na ocasião estavam presentes estudantes do curso de Jornalismo da Terra e estudante do curso de Jornalismo regular da UFC. A atividade faz parte da disciplina de Jornalismo no Terceiro Setor, ministrada pela professora Márcia Vida, no sexto semestre do curso de Jornalismo.



Ministrantes: Ana Paula Lima; André Thé, Isadora Rodrigues, João Victor Cavalcante; Raiana Carvalho.

Objetivos da Oficina
A oficina tinha como objetivo iniciar as discussões sobre jornalismo na Internet, além de revisar algumas técnicas de informática que podem facilitar as atividades on-line (produção de texto no Word e uso do e-mail). Dessa forma, pretendia-se discutir alguns assuntos relacionados ao tema junto aos estudantes, e exercitar o conteúdo através de atividades práticas de texto, de informática e de internet.

Realização da Oficina
- Conteúdo teórico
No dia da oficina, tivemos um problema inicial, pois o Laborátório A, local previsto para o desenvolvimento da atividade, estava temporariamente sem acesso à Internet. Por conta disso tivemos que encaminhar o grupo para os Laboratórios de Informática A e B, tendo que separar a turma e os ministrantes da oficina nas duas salas.

Depois desse primeiro momento, foi possível dar início a atividade. Começamos com uma discussão inicial sobre características básicas do jornalismo na internet, características da notícia na Internet, a interatividade e o hipertexto. Para exemplificar, foi solicitado aos estudantes que acessassem a página da Adital, agência de notícias da América Latina. Neste momento, cada estudante deveria observar as características do jornalismo de Internet. Também comentamos a importância do uso do e-mail para os sites da notícia, tema que estaria relacionado à nossa atividade prática.

Depois os estudantes exploraram outros site noticiosos, acompanhando os comentários dos ministrantes sobre características básicas do texto de internet, a importância da convergências de mídias, e as semelhanças e diferenças do jornalismo de internet para o jornalismo impresso. Todos os temas foram abordados de maneira introdutória.

- Conteúdo Prático

No segundo momento da oficina, os estudantes tiveram de realizar uma notícia sobre as oficinas que estavam acontecendo para os alunos de Jornalimo da Terra. O trabalho deveria seguir as características de um texto para internet. Um grupo realizou a atividade no Br Office e o outro grupo realizou a atividade no Google Docs. terminadas as produções textuais, os alunos deveriam anexar o arquivo no e-mail, e enviar o conteúdo para a professora responsável pela correção. Dessa forma, os estudantes exercitaram a produção textual, com o acompanhamento dos ministrantes e monitores do Jornalismo da Terra, além de exercitarem o uso do e-mail para as atividades do curso.

Plano de Vôo
Estava previsto que um momento da oficina seria dedicado ao exercício de fazer o plano de vôo, já que os estudantes devem realizá-lo para solicitarem a passagem de ida e de volta no período de vigência dos semestres de Jornalismo da Terra. Muitos edles afirmaram que faziam a viagem de ônibus. Os que viajam de avião fizeram o plano de vôo e enviaram para a professora responsável por recebê-los. Dessa forma, o momento dedicado ao plano de vôo foi curto, sobrando mais tempo para a produção textual.

Considerações Finais
A oficina foi interessante como uma introdução às discussões sobre o jornalismo de Internet e a oportunidade de exercitarem a produção de notícia para internet, momento que obteve a atenção dos ministrantes e dos monitores de Jornalismo da Terra. A maioria dos estudantes demonstrou domínio sobre o uso de algumas ferramentas previstas para a oficina, como anexar um e-mail e elaborar o plano de vôo. No geral, consideramos uma boa oficina, apesar oe tempo curto e dos problemas iniciais de acesso à internet.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Oficina de radiojornalismo (25-11-11)







A oficina de radiojornalismo aconteceu no próprio prédio do curso de comunicação da UFC no dia 25 de novembro, das 16 às 17h40min. No evento estavam presentes os estudantes da turma de jornalismo da terra da UFC.


A oficina
Primeiramente, os organizadores da oficina realizaram uma dinâmica para conhecer um pouco o grupo. Na atividade, os estudantes foram convidados a colocar em uma sacola algum objeto significativo que tivessem consigo naquele momento. Depois, os objetos foram retirados pelos organizadores que pediram para que as demais pessoas adivinhassem a quem pertencia cada objeto. A partir daí, pode-se descobrir um pouco sobre os interesses e as características das pessoas presentes. Em seguida, os organizadores revisaram alguns conceitos básicos de texto radiofônico, como presença de frases curtas e palavras simples, dentre outras. A finalidade foi relembrar alguns elementos de linguagem radiofônica antes de partir para a parte prática da oficina.
Então, foi analisada uma matéria radiofônica a fim de exemplificar a linguagem jornalística produzida para esse meio. Após esse momento, foi solicitado que os estudantes produzissem um comentário de rádio com base no tema da matéria, a questão da acessibilidade. Eles então puderam aplicar o conteúdo brevemente revisado na oficina através da atividade.
Para finalizar, foi entregue a cada participante uma tarjeta em que eles puderam escrever os pontos negativos, os positivos e as sugestões acerca das atividades da oficina. Após uma avaliação da opinião dos participantes, pode-se notar que eles sentiram falta de mais tempo para executar a tarefa solicitada durante a oficina, assim como de uma atividade prática que envolvesse o uso do estúdio e o treino de locução.




Equipe de radiojornalismo. Turma: jornalismo no terceiro setor. Caroline Brito, Igor Gadelha, Pedro Vasconcelos, João Victor Sales, Hayanne Narlla.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Oficina de Linguagem Radiofônica no X Encontro Estadual de Jovens do MST


Ministrantes: Anna Cavalcanti e Raphaelle Batista

A oficina de Linguagem Radiofônica aconteceu no dia 22 de julho no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. O local abrigou o X Encontro Estadual de Jovens do MST, que contou com cerca de mil integrantes da juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No segundo dia de evento, Anna e Raphaelle passaram noções básicas de linguagem específica de rádio a 14 jovens, com faixa etária entre 16 e 25 anos. Por opção do grupo, a oficina aconteceu de 14h às 16h45min, sem intervalo.

Apresentação

De início, reunimos os participantes na área externa do ginásio, onde havia sido ministrada outra oficina de rádio no dia anterior. Como não era possível utilizarmos o som nesse espaço, fomos transferidos para a quadra central do Paulo Sarasate. Antes, porém, ainda conseguimos fazer uma dinâmica de apresentação com os jovens, onde pudemos conhecê-los melhor.

O exercício aconteceu da seguinte forma: cada participante recebeu um pedaço de papel onde deveria escrever uma característica própria, positiva ou negativa. As ministrantes também participaram. Após alguns minutos, o rascunho era repassado ao colega da direita, que o abria, falava o nome da pessoa de quem tinha recebido o papel e comentava a qualidade, dizendo o quanto se identificava com o traço apontado. Assim, a começar por Raphaelle, todos falaram de si e puderam conhecer um pouco da personalidade do outro até o ciclo se fechar, com Anna.

A ideia era aproximar os participantes e as ministrantes da oficina por meio da busca pela identificação com as características dos demais. Assim, além de aprender os nomes dos colegas (senão de todos, da maioria), foi possível também gerar empatias, descontrair o ambiente e apresentar pessoas que, em alguns casos, ainda não tinham tido a oportunidade de entrar em contato – afinal, o evento era de abrangência estadual.

Diagnóstico

Logo após a dinâmica, conversamos com os participantes sobre suas experiências com o veículo radiofônico. Se tinham costume de escutar rádio; qual o tipo de programa de que gostavam; quais impressões tinham a respeito dessa mídia; com o que menos se identificavam; se já tinham tido contato direto com um estúdio de rádio; se havia produção própria nos assentamentos em que moravam etc.

Apesar de alguns estudantes serem do curso de Jornalismo da Terra – portanto com mais conhecimento acerca do rádio e de suas peculiaridades –, o grupo era composto também de jovens que nunca haviam tido contato com os bastidores do rádio, além dos que vivenciaram experiências superficiais com o veículo radiofônico, apenas na produção musical, por exemplo.

Esse momento serviu para que fosse observado o nível de intimidade dos que faziam a oficina com o veículo que seria abordado mais adiante.

Leitura e discussão de texto

Em seguida, passamos para a leitura e discussão de trechos do capítulo 5 do livro Produção de Rádio – um manual prático, de Magaly Prado (2006, Elsevier, 98-101), que tratava de temas como vícios de linguagem e dicas para uma comunicação mais eficaz através do rádio. Cada participante recebeu uma cópia do texto para ler no período de dez minutos. Depois, uma discussão sobre o que a autora suscitava foi iniciada.

Além de frisar pontos como os famosos jargões do jornalismo, destacados no texto como vícios que devem ser evitados, as ministrantes também chamaram a atenção dos jovens para a apropriação de algumas normas de manuais de redação de grandes jornais, também apontadas pela autora (sempre com a ressalva de que a linguagem radiofônica diz muito da identidade de um lugar, de um grupo e dos objetivos dos programas realizados e, portanto, deve ser utilizada de forma mais autêntica possível).

Esse momento foi importante por ter possibilitado o aprofundamento da discussão. Os participantes puderam se manifestar, tanto em concordância quanto em oposição às ideias defendidas no texto e explicitadas pelas ministrantes, em um diálogo verdadeiro e proveitoso para todos.

Atividade de apresentação de técnicas para locução

Para introduzirmos as técnicas básicas de locução aos participantes, utilizamos um material, elaborado pela professora e radialista Cida de Souza, que continha diversos pontos importantes para trabalhar a voz de forma adequada em um veículo de comunicação, no caso, o rádio.

Lemos todo o material junto aos participantes discutindo cada um dos tópicos e dando exemplos práticos de como aquelas dicas podem ser utilizadas durante a locução de uma informação. Entre os mais de dez pontos trabalhados neste momento, destacamos principalmente a necessidade de inflexão, ou seja, falar de maneira cadenciada; respirar entre uma palavra e outra; falar de maneira pausada; e não engolir palavras.

Entre os outros tópicos, estavam aspectos mais relacionados ao cuidado com a garganta, como a ingestão de frutas e de água e o prejuízo do cigarro às cordas vocais.

Para entrarmos em contato mais direto com os participantes, fizemos um exercício de respiração com eles, buscando inspirar com profundidade e ir, aos poucos, soltando o ar, trabalhando o pulmão e o fôlego. Esse momento foi importante para que eles percebessem a importância da respiração durante uma locução radiofônica. Com a atividade, ficou claro que por trás de uma boa locução existe muito de trabalho e de técnica.

Atividade de identificação de tipos de linguagem radiofônica

Após analisarmos em conjunto as técnicas, buscamos explicar como os gêneros linguísticos se expressam no meio radiofônico, explicitando as diferenças entre a novela, a revista, a entrevista, o debate, o jornal, entre outros diversos tipos de programas veiculados em rádio.

Partindo da explicação das particularidades de cada linguagem, explicamos como cada programa detinha um tipo específico de locução, para além do próprio gênero. Por exemplo, o fato de alguns serem mais descontraídos que outros ou usarem termos mais formais e menos espontâneos. Para exemplificar, levamos três programas de gêneros e, portanto, locuções diversas para que os participantes da oficina pudessem perceber as diferenças entre cada um deles.

Tendo em vista as dificuldades com a infraestrutura do local, não foi possível conseguirmos o som que havíamos planejado para a execução dos programas, mas, gentilmente, um dos participantes cedeu um microsystem para que pudéssemos dar continuidade às atividades. Assim, apesar do som baixo em meio ao barulho de outras oficinas que ocorriam simultaneamente no espaço, apresentamos trechos de três programas diferentes: uma edição do Rádio Debate, apresentado pelo jornalista Agostinho Gósson e parte da programação da Rádio Universitária FM, o programa Trip FM, transmitido pela Rádio Eldorado Brasil 3000, entrevistando o ator Bruno Mazzeo, e, por último, uma edição do programa Outras Ondas, da Rádio Universitária FM, roteirizado e apresentado pelos alunos do curso de Jornalismo da UFC.

A partir desses três exemplos, pudemos estabelecer diferenças básicas de estilos de locução e de linguagem utilizados em cada um dos programas. No primeiro, percebemos um caráter jornalístico mais presente, preservando a transmissão da informação clara e do debate noticioso envoltos em uma atmosfera mais sóbria e formal. No segundo, os participantes conseguiram perceber a diferença já na forma em que a locução estava sendo conduzida, de maneira mais espontânea, com timbre jovial e descontraído. O terceiro programa levou aos participantes uma inovação em relação ao estilo da linguagem, pois trazia um meio-termo entre os dois apresentados anteriormente e, ainda, contemplava diversos gêneros do rádio, como a crônica, a reportagem e a notícia.

Exercícios de locução e de linguagem

Após mostrarmos os programas, propusemos um exercício de treino para que os participantes da oficina pudessem pôr em prática o que haviam aprendido. Pedimos que todos escrevessem uma pequena notícia de até dez linhas que estivesse adaptada aos padrões radiojornalísticos. Assim, partindo dos conceitos que foram vistos até aquele momento da oficina, iríamos perceber o que foi aproveitado e o que poderia ser melhorado em cada uma das produções.

Demos cerca de vinte minutos para que todos escrevessem suas notícias. A princípio, acreditamos que dez minutos seriam suficientes, mas a maioria não havia terminado no tempo previamente proposto, então decidimos ampliar o tempo.

Depois que todos estavam com suas notícias prontas, pedimos que cada um lesse o que havia escrito conforme o que havia sido aprendido naquela tarde. Alguns, a princípio, não ficaram com a postura adequada durante a locução, momento em que intervimos para que todos pudessem entender que é necessário alguns ajustes em relação à maneira de sentar durante o momento em que se lê a notícia.

Nesse momento houve bastante descontração no grupo pois alguns estavam envergonhados, tímidos para ler o que haviam produzido e, a partir do incentivo dos outros, leram e puderam receber críticas e elogios dos colegas. O momento foi importante para que pudéssemos identificar os erros e acertos de cada um dos participantes e, enfim, reconhecer o que poderia ser melhorando buscando sempre incentivar o aprendizado deles no ofício ensinado.

Avaliação

Depois que cada um leu a notícia preparada e recebeu os conselhos da turma, fechamos o momento e perguntamos o que poderia ter sido melhor na oficina e quais as sugestões que eles poderiam oferecer. Poucos participantes se dispuseram a falar, mas aqueles que falaram disseram que gostaram bastante e que conseguiram obter um bom rendimento ainda que no pouco tempo de duração do encontro.

Acreditamos que a oficina conseguiu transmitir de maneira sucinta muitos aspectos da técnica radiojornalística. Apesar de não termos tido muito tempo e de alguns contratempos com relação à infraestrutura do local, expomos de forma aprofundada os principais conceitos da linguagem radiofônica e conseguimos discutir com os participantes de que forma eles compreendiam os conceitos apresentados em seu pequeno contato prévio com o rádio.


A partir da oficina, pudemos aprender a lidar com contratempos, perceber as diferentes formas de aprendizagem e quais os diversos níveis de cognição de uma turma. Foi um momento de troca entre ministrantes e participantes, onde aprendemos em medida semelhante pois, enquanto explicávamos, percebíamos o quanto sabíamos em relação ao tema exposto e o quanto ainda tínhamos a aprender.