quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

OFICINA CRÍTICA DA MÍDIA - ASSOCIAÇÃO CURUMINS

Plano para a Oficina de Publicidade Alternativa
(Josie e as gatinhas)



• 14h às 14h20min – Dinâmica de Apresentação
A dinâmica escolhida foi “Zip- Zap - Zop”:

Objetivo: Estimular o entrosamento dos membros do grupo e a memorização dos nomes destes.

Material: Crachás ou cartões coloridos com os nomes dos participantes.

Procedimento:
1. Todos os membros do grupo deverão estar com seus crachás sentados num círculo (não deverão haver cadeiras vazias).
2. Um dos participantes se colocará no centro e escolhe um dos participantes e diz: zip, zap ou zop. O escolhido deverá responder conforme a palavra falada, do seguinte modo:
Zip: deverá dizer o nome da pessoa a direita.
Zap: deverá dizer o nome da pessoa da esquerda.
Zop: deverá dizer seu próprio nome.
3. Se a pessoa disser a três palavras juntas zip-zap-zop todos deverão levantar e procurar outro lugar para sentar.
4. Quem ficar de pé escolherá outra pessoa para obedecer ao comando zip, zap ou zop e tudo recomeça.

• 14h20min às 14h40min – Apresentação de conteúdo teórico

Conceitos a serem trabalhados
Serão apresentados conceitos fundamentais para uma compreensão mais critica do filme.
- Publicidade e propaganda: conceito de grande importância por ser o foco principal do trabalho, que é discutir com as crianças os artifícios usados pela propaganda para induzir o consumo.
- Culto a imagem: discutir com as crianças as questões que levam a maioria das pessoas a cultuarem certos artistas, independente de seu talento, por causa de valores supérfluos como o modo de se vestir ou sua vida pessoal.

- Consumo exagerado: tratar com as crianças o momento em que é preciso consumir para fazer parte da sociedade.

Metodologia de Trabalho
Aula expositiva de 30 min.

Objetivos
Proporcionar as crianças certo conhecimento teórico para assistirem ao filme com uma postura mais critica e procurem identificar os elementos destacados pelo grupo para discussão que ocorrerá posteriormente.

• 14h40min às 16h10min – Filme: “Josie e as gatinhas.”


• 16h10min às 16h30 – Intervalo para lanche.



• 16h30min às 17h – Discussão sobre questões percebidas no filme.

Conceitos a serem trabalhados:
Nesse momento serão propostos questionamentos as crianças que posteriormente serão ligados ao filme e aos conceitos apresentadas anteriormente.

- Publicidade em filmes
Quais as marcas que perceberam no filme?

- Idolatrar ídolos:
Quem são seus ídolos? Por que?

- Consumismo:
Questionar sobre os hábitos de consumo das crianças. E como elas compreendem a valorização do ter em cima do ser.

Metodologia de Trabalho
Aula debate de 1 h.

Objetivos
Aprofundar as questões mostradas no filme, ligando-as a vida cotidiana das crianças procurando despertar um pensamento mais crítico, não apenas em relação a propaganda, mas também em outras áreas da vida.

RELATÓRIO OFICINA CRÍTICA DA MÍDIA

A Oficina Crítica da Mídia foi realizada na Associação Curumins no horário de 14 às 17h do dia 30 de novembro de 2007.
A Associação Curumins é uma ONG que tem por objetivo lutar pela garantia dos direitos humanos de crianças, adolescentes e famílias através da criação e implementação de políticas públicas mais eficazes e abrangentes.
As atividades da associação são realizadas em duas frentes:

- Participação em redes que trabalham na elaboração e viabilização de políticas públicas para o público infanto-juvenil. Ex:. COMDICA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Fórum Cearense de Enfretamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

- Atividades realizadas na própria instituição com crianças, adolescentes retirados das ruas e suas famílias. São oferecidas oficinas de dança, banda de lata, brincolagem (artes plásticas), inclusão digital, skate. São realizadas visitas às famílias e estas também participam de atividades nos moldes da terapia de grupo com outras famílias para troca de experiências e reflexões, sendo assim, a criança também é atendida numa esfera de suma importância.

O público trabalhado era composto por crianças de 9 a 12 anos em situação de risco, morando nas ruas, exploradas como trabalhadores infantis e suscetíveis a violência sexual. Elas são previamente abordadas por profissionais da Funci e encaminhadas à Curumins. Para serem assistidas pela instituição, as crianças e adolescentes precisam estar freqüentando a escola normalmente. As atividades na Curumins são realizadas no horário oposto ao das aulas das crianças.

O material utilizado foi o filme “Josie e as gatinhas”, que traz de forma didática e bem humorada três questões usadas como base para a realização da oficina:

- Consumo exarcerbado
- Culto às celebridades
- Publicidade em filmes, novelas

Com o desenrolar do filme, foi perceptível a empolgação das crianças, pois de pronto relacionavam os personagens da ficção com figuras do cotidiano midiático (Ex.: RBD, KLB).

Quando passamos para a “roda de bate-papo”, por mais que fizéssemos perguntas referentes a consumo e a publicidade mostrados no filme e do cotidiano, as crianças respondiam superficialmente. Ficou claro, a atenção delas foi empregada nas celebridades.

O grupo RBD ainda é unanimidade, as letras das músicas, o modo de vestir, os nomes e descrição física de cada integrante estão na ponta da língua. São citados como exemplo de beleza, vida e sucesso. Outros grupos como Rouge e Spice Girls não foram se quer lembrados.

Questionamos por que eles eram fãs do RBD. As respostas eram vagas e repetitivas: eram bonitos e as músicas legais.
Era a primeira vez que essas crianças se deparavam com um questionamento desse tipo, isso foi um dos fatores para as respostas apresentadas.
Mas para nós ficou claro a capacidade da mídia fabricar personagens superficiais e descartáveis a cada dia.

CAMPANHA


Diagnóstico:
Em conversa com a assessora de imprensa da Associação Curumins percebemos que a questão do abuso sexual de crianças e adolescentes é uma grande preocupação da ONG, principalmente por causa da região em que atuam, Mucuripe e Praia do Futuro.

De acordo com ela, já existem ações realizadas por eles relacionadas ao problema do trabalho infanto-juvenil, o que já serviria como uma forma de prevenção da exploração sexual. Mas esse é um problema de proporções bem maiores que merece ações especificas.

Objetivo:
Procuramos produzir uma campanha que tratasse das várias facetas da exploração sexual. Não somente a que ocorre na rua, estimulada pelo turismo sexual de nossa cidade, mas também a que acontece dentro de casa e que poucas vezes é denunciada ou por medo ou porque os parentes não acreditam na criança.
Essa segunda é muito mais agressiva, pois vitima as crianças dentro de suas próprias casas, onde elas deveriam ser protegidas e sentirem-se seguras.

Processo Criativo:
Um dos grandes problemas do Ceará é sua enorme fama de "paraíso sexual" para aliciadores de menores e pedófilos. Partindo deste pressuposto, a Associação Curumim vem com uma proposta de dar um apoio a essa crianças que sofrem esse tipo de violência. A campanha criada para a ONG leva em consideração a grande quantidade de casos, onde geralmente os aliciadores são padrastos ou alguém intímo da familia e da criança.

Através da alusão aos "monstros" que toda criança tem medo é que foi baseada toda a campanha, contudo, não são os monstros provenientes da mente fértil das crianças, e sim, dos aliciadores que abusam sexualmente das mesmas. O layout tem um tom sombrio com o intúito de trazer esse clima mais assombroso para as peças, pegando carona no tema, que já é por si só assombroso. Os títulos também explicitam a subversão de quem ocupa o papel de monstro para a criança abusada sexualmente.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Oficina de Leitura Crítica da Mídia - EEFM General Manoel Cordeiro








Realizamos a oficina na Escola de Ensino Fundamental e Médio General Manoel Cordeiro Neto. Situado a Rua Jorge Acúrcio, 700, no bairro Vila União, no dia 14 de novembro de 2007, no horário de 8:00 a 12:00.
A oficina foi ministrada para seis (6) alunos do 1° ano do ensino médio.
Abaixo, descrevemos o cronograma da oficina.

APRESENTAÇÃO (DINÂMICA):

* Dinâmica de apresentação em pares.

BLOCO TEÓRICO I:

* O primeiro bloco teórico foi elaborado com o intuito de esclarecer aos participantes da oficina do que se trata a Publicidade e como ela atua.
Contou com os tópicos:

- O QUE É PUBLICIDADE
- QUAIS AS MÍDIAS EXISTENTES
- ÁREAS DE ATUAÇÃO
- EXEMPLOS PARA ILUSTRAR: fotos de meios de comunicação tradicionais e de mídias alternativas.

INTERVALO

BLOCO TEÓRICO II:

* O segundo bloco teórico teve a proposta de fazer conhecido dos participantes da oficina os órgãos de força maior que mantém influência sobre a Publicidade Nacional, e gerar uma discussão do papel da Publicidade na sociedade.
Contou com os tópicos:

- OS ÓRGÃOS E SUAS AÇÕES
- O PAPEL DA PUBLICIDADE NA SOCIEDADE
- DISCUSSÃO



APRESENTAÇÃO DE EXEMPLOS:

* Foram apresentados materiais impressos, audíveis e audiovisuais.
















ATIVIDADE PRÁTICA:


* Foi proposto à formação de equipes para elaboração de uma propaganda a partir de temas previamente escolhidos por sorteio. Em seguida cada equipe defendeu sua peça.
















ESPAÇO FINAL DEDICADO APERGUNTAS DOS ESTUDANTES


Conclusão:

No decorrer do trabalho podemos concluir que a Publicidade como curso acadêmico e profissão é pouco conhecida dos jovens em geral. Normalmente, não sabem ao certo do que se trata, o que faz um publicitário nem pra que serve propaganda.
Como parte integrante do mundo social, ela é conhecida informalmente, apenas há o conhecimento de que as propagandas existem, mas não há uma reflexão crítica acerca dela nem tão pouco há uma consciência de seu papel mobilizador da sociedade.
Os estudantes que participaram da oficina declararam que foi muito proveitosa e que seria bom que mais cursos universitários se dispusessem a fazer esclarecer alunos de rede pública que ainda vão prestar o vestibular do que o curso se trata e com o que ele contribui com a sociedade.
Os estudantes se mostraram ao longo da oficina muito interessados e curiosos e afirmaram que se soubessem que seria tão bom teriam influenciados outros colegas a participarem.

Campanha Educativa – ASCAJAN / Projeto Reciclando a Vida

Fortaleza é uma cidade que produz muito lixo reciclável e que, apesar desse potencial, não é totalmente aproveitado. A ASCAJAN vê nesse problema uma oportunidade para transformar esse lixo em renda. A Associação é composta de 80 catadores que recolhem lixo das empresas “geradoras” nos dias combinados, através de um caminhão próprio. Esse lixo é separado por tipos, prensado e vendido a pequenos atravessadores.
A ASCAJAN surgiu após a extinção do “lixão do Jangurussu”. O Projeto Reciclando a Vida foi posto em prática em agosto de 2006. A iniciativa foi da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) em conjunto com a ASCAJAN. O Projeto conta com o apoio da Fundação Banco do Brasil, Banco do Brasil, Pastoral do Povo de Rua, Cáritas e Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável.

Problemas
Mesmo com toda essa organização a renda ainda não era suficiente para todos (cerca de R$ 70 por mês por pessoa). Então, havia a necessidade de atrair mais empresas para participar do projeto Reciclando a Vida.
Os membros da associação já contavam com um panfleto e um vídeo que eram mostrados nas reuniões de prospecção de empresas. No entanto, o panfleto e o vídeo não continham informações tão precisas sobre o funcionamento do projeto.

Objetivos
Melhorar a comunicação na prospecção de novas empresas “geradoras”. Criar peças que auxiliem a compreensão do projeto por essas empresas. Tornar a adesão ao projeto fácil e atrativa.

Soluções
O vídeo foi substituído por uma apresentação em PDF que contém informações sobre a ASCAJAN, sobre o Projeto Reciclando a Vida e de como é fácil ajudar a Associação.
O panfleto foi reformulado, apresentando conteúdo semelhante ao do arquivo em PDF, com um visual atrativo e informações claras e objetivas.
Foi elaborado um cartaz para ser fixado nas empresas que já participam do projeto, mostrando que aquela empresa ajuda muitas pessoas e que possui responsabilidade ambiental.
A logomarca da ASCAJAN foi redesenhada, seguindo a idéia da anterior, mas com um design clean e moderno. A nova tipia trouxe seriedade ao projeto.

Peças

Logomarca


Folder


Cartaz

Equipe
Atendimento
Érika Mavignier
Planejamento
Nayane Monteiro
Mídia
Zilma Bezerra
Nathália Leonel
Criação
Antônio Simão Neto
Fabianny Melo
Larissa Madeira

Oficina de leitura crítica da mídia - Escola de Ensino Fundamental Diogo Vital de Siqueira



A oficina foi realizada no dia 30 de novembro de 2007, na Escola de Ensino Fundamental Diogo Vital de Siqueira, localizado no bairro José Walter. Contamos com a presença dos alunos da 9ª série do turno da noite, de idades bem díspares. O que mais nos chamou a atenção de início foi a precariedade da sala de aula: a iluminação era fraca, havia poucas cadeiras na sala e uma enorme quantidade de formigas saúva que incomodava bastante.



Apresentação dos Alunos
No primeiro momento, nós nos apresentamos, informamos qual o intuito da oficina e explicamos algumas atividades que iríamos realizar. Depois, iniciamos uma dinâmica para que eles pudessem se apresentar, utilizando um brinquedo em formato de estrela, o qual era jogado de pessoa pra pessoa e cada um que o pegava dizia seu nome, falava da sua vida e dizia seus planos para o futuro em relação aos estudos.

Dinâmica
Após a apresentação, fizemos uma dinâmica para explorar a criatividade e fazê-los pensar novas situações. Começamos uma história e pedimos para que eles continuassem, tal como a Márcia Vidal fez com a gente no início do semestre. Nesse momento sentimos uma certa relutância de algumas pessoas em participar, mas outras gostaram e entraram na brincadeira, até mesmo se aproveitando da situação para incluir os amigos e tirar brincadeiras com eles.


Bloco Teórico I
Após esse primeiro momento de descontração, iniciamos a parte didática da oficina. Fizemos perguntas sobre o que os alunos coheciam sobre publicidade, o que eles achavam dos comerciais, e quais chamavam mais sua atenção e quais consideravam como bons ou ruins. Notamos o completo desconhecimento em relação à publicidade e a presença maciça da TV sobre suas vidas, porque os comerciais citados, em sua maioria, eram televisivos. Não sabemos se por timidez, por falta de desenvoltura ou por desconhecimento do assunto, percebemos que nessa etapa não obtivemos muito sucesso.


Bloco Teórico II
Passamos então para a explicação da produção de uma campanha publicitária. Explicamos o funcionamento de uma agência, quais os setores e suas respectivas funções, o processo de construção da campanha do atendimento até a criação. Em seguida, iniciamos um pequeno processo de brainstorm, demos a cada grupo um produto para que os alunos pudessem tirar o máximo de informações possíveis. Notamos a dificuldade que eles tiveram na atividade, pois alguns copiaram a descrição da própria embalagem e a maioria não relatou as emoções e sensações que os produtos lhes causavam.

Atividade
O nosso intuito inicial era pedir aos alunos que fizessem uma peça publicitária com o produto descrito, mas observamos que não iria ser possível devido às limitações. Então, distribuímos várias revistas e pedimos que, individualmente, escolhessem campanhas que eles considerassem boas ou ruins. Verificamos outra grande dificuldade, pois eles não diferenciavam propaganda de matéria jornalística e outros escolhiam propagandas de acordo com seu interesse pessoal pelo produto e não pela qualidade da peça em si.


Resultados e Conclusões
Apesar de algumas dificuldades, a oficina foi muito proveitosa, porque tivemos a oportunidade de entrar em contato com outro universo, com pessoas que não têm acesso aos veículos de comunicação e informações que nós temos. Foi uma experiência bastante enriquecedora para todas nós.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Campanha sobre inclusão digital para o curso de idiomas Yes

Diagnóstico:

O trabalho que vêm sendo realizado no Yes relativo ao setor de Comunicação – Publicidade é bastante intenso e sofreu um crescimento relevante nos últimos anos. Entretanto, possui ainda algumas limitações.

O Cyber Yes, ação implantada em Fortaleza, surge como um diferencial da empresa, tendo como objetivo o alcance da inclusão digital da população. O Projeto ainda não possui visibilidade, devido ao pouco tempo de funcionamento da lan house. A comunicação interna possui algumas restrições, principalmente quanto ao Cyber Yes. Sendo assim, faz-se necessária a realização de campanhas a nível interno, para que fiquem claros os objetivos da ação para o seu público específico, sendo este o ponto fundamental a ser trabalhado na campanha.


Objetivos:

Sendo assim, faz-se necessária a realização de campanhas a nível interno, para que fiquem claros os objetivos da ação para o seu público específico, sendo este o ponto fundamental a ser trabalhado na campanha.

O principal objetivo da propaganda a ser realizada é o desenvolvimento de uma campanha institucional que proporcione à sociedade civil e ao público interno um maior conhecimento sobre o Yes, principalmente sobre a implantação do Cyber Yes, seu trabalho e seus objetivos. Ou seja, deve estimular a participação dos estudantes no processo de inclusão digital proposto pelo curso, tendo em vista não somente esse público, mas estendendo os serviços à população. O Cyber Yes deve representar o passo inicial da contribuição da instituição no processo de inclusão digital da comunidade, permitindo um acesso maior da comunidade de baixa renda aos meios tecnológicos e uma maior facilidade em aliar essa ferramenta ao aprendizado de línguas, influenciando, dessa forma, a inclusão social.

Processo Criativo:

A campanha deve destacar qual a relevância do Cyber Yes para o cliente interno, destacando a questão da inclusão digital que será implementada também em sala de aula. O tema deverá ser abordado em âmbito interno, de forma a esclarecer inicialmente os jovens sobre o objetivo das atividades a serem realizadas no Cyber Yes, permitindo a participação no projeto e estimulando uma atuação voltada para a responsabilidade social dos jovens em questão.

O tom da campanha será voltado para o humor, tornando o tema mais descontraído e de fácil absorção pelo público jovem.

Serão utilizadas, a princípio, as mídias internas do Cyber Yes e do curso, de forma a familiarizar os usuários e estudantes com as atividades realizadas no espaço.

Diante disso, as mídias escolhidas foram: Banner, móbiles, jornalzinho, camisas, aulas práticas utilizando o computador, “Vale lan house”, Cursos e oficinas de informática (podendo ser realizados durante as férias, como cursos voltados para a comunidade) e sorteios de computadores para alunos que se destacarem. Poderão ser ainda pensadas ações tais como aulas dentro da lan house possibilitando maior interação da língua com o uso da internet.

Sites e espaços na Internet como a página do Orkut, site de relacionamento muito difundido onde o Yes Fortaleza já possui uma comunidade, também podem ser utilizados como mídias alternativas de grande alcance.




Anúncio Jornal:









Banners:












































































Botton:



















Camisa:


















Mobile:

Oficina Critica da Mídia- Inclusão Digital - Curso Yes

Na oficina realizada no dia 14 de novembro das 14:30h as 18:00h, no curso de idiomas YES!, foi discutia a questão da inclusão digital na mídia, com 6 aluno na faixa etária de 16 a 22 anos.

Escolhemos o curso que tem sede na Av. Bezerra de Menezes por ser pioneiro na utilização de uma Lan House como ferramenta da própria escola. Além disso, o curso tem como público alvo a classe média baixa, considerando não apenas sua localização, mas também o valor da mensalidade do curso.

Já que os alunos que compareceram não se conheciam o suficiente para interagir naturalmente no debate, por serem de diferentes turmas do curso, iniciamos nossa oficina com uma dinâmica de forma a integrar o grupo. Esta consistia na primeira pessoa dizer seu nome e uma ação que gosta de realizar com a mesma inicial do seu nome (ex.: Meu nome é Suzana e gosto de Sambar), com isso, o próximo integrante do grupo deveria repetir o nome e a palavra dita pelo participante anterior e em seguida apresentar-se e citar a sua palavra. Esta atividade lúdica nos permitiu um primeiro contato num clima de descontração que foi bastante facilitador nas etapas seguintes.

A seguir partimos para a parte de conceituação. Procuramos colocar para os alunos o que significava inclusão digital e procuramos traçar uma breve contextualização sobre o tema no Brasil. Percebemos que a maioria dos estudantes não possuia computador em casa (4 dos 6 estudantes) e que muitos freqüentavam lan houses, principalmente a da própria escola.

Propusemos elaborar no terceiro momento a dinâmica do auto- diagnóstico em que os alunos falavam sobre experiências presenciadas ou mesmo vividas sobre a temática. Alguns alunos expuseram o fato de seus pais não terem conhecimento algum sobre computação e outro aluno chegou a afirmar que um colega de sala no colégio pensava que orkut era um programa de computador.

A seguir a conversa se voltou para como o computador é abordado pela mídia, novelas, etc, e pela publicidade em si. Todos concordaram com a constatação por parte de um dos participantes, de que atualmente os computadores estão com os preços bem mais acessíveis, porém além de ainda ser considerado uma aquisição dispensável pela população de baixa renda, lhes falta conhecimentos suficientes para utilizá-lo.

No módulo seguinte, passamos a abordar a relação do trabalho do publicitário com o computador, conversamos um pouco sobre os diversos programas, Illustrator, Corel e Flash, e após uma breve noção, pedimos aos alunos que trabalhassem um pouco com os mesmos.

Após mais de uma hora de trabalho voltamos nossa oficina para a exibição de material coletado do site youtube.com. Promovemos uma reflexão aprofundada com os alunos. Alguns vídeos exibidos foram feitos em ONGs e outros foram exibidos em cadeia nacional.

Voltamos para a sala e partimos para o momento de reflexão, perguntando agora o que era a inclusão digital e o que levava à exclusão digital. Todos os alunos concordaram que a educação tem papel fundamental na exclusão digital e que este era um problema muito mais do que político ou educacional. Uma aluna universitária destacou um ponto extremamente relevante, afirmando que o problema da exclusão digital era social e que antes de tudo devemos considerar o fator econômico e o contexto que esta situação de exclusão está inserida. Ela encerrou sua fala dizendo que a exclusão digital leva ao abismo sócio- econômico e vice- versa. Quando pedimos sugestões sobre uma nova abordagem para a mídia eles disseram que era necessário aliar a idéia de inclusão digital sempre à educação.

Ao final concluímos que a publicidade é extremamente preconceituosa com relação às minorias e quando esse público excluído é retratado com relação a esse tema de informatização, é sempre motivo de chacota ou de comentários maldosos. Devemos perceber que inclusão digital é sinônimo de educação. A conclusão a que chegamos foi a de que não importa a classe social, os espaços virtuais são direitos de todos e devem ser democratizados. Finalizamos a oficina com a entrega do certificado de participação.

Foi realizada uma avaliação junto aos alunos de satisfação e produtividade da oficina e obtivemos êxito na discussão, com bons resultados, excelentes contribuições dos alunos e acréscimo de conhecimentos para ambos os lados. A experiência foi bastante válida, rendendo bons debates e instigando discussões mais aprofundadas.

BOA VONTADE !

IPREDE
Instituto de Prevenção à Desnutrição e à Excepcionalidade.

Diagnóstico:

O Iprede está em funcionamento há 21 anos e atende crianças e adolescentes com distúrbios de nutrição. Sendo especialmente casos de desnutrição, principalmente em crianças, e de obesidade em adolescentes.

A instituição traz como marca principal o tratamento da desnutrição e cuida do problema não apenas em sua parte alimentar, mas também procura desenvolver em seus pacientes um potencial motor, cognitivo e sensorial, tendo como estratégia principal o fortalecimento das competências familiares, através dos laços afetivos, do apego e da capacidade de gerar recursos.

O Iprede é mantido por doações, tendo em sua carteira, doadores fixos e esporádicos. Conta muito também com a doação de pessoas físicas da população em geral. Essas doações podem ser em dinheiro, leite ou outro produto alimentício. As iniciativas de doações apresentam-se como de extrema importância para a manutenção do Iprede, dessa forma o esclarecimento da sociedade sobre as formas de doar torna-se essencial.

Objetivos:

O objetivo da campanha será demonstrar para os alunos da UFC que a “Boa Vontade” é o elemento essencial para a efetivação de ações de filantropia, pois em muitos casos devido a sua ausência é que o sentimento de solidariedade não se transforma em ação concreta (doação). Além disso, a campanha se propõe a esclarecer as mais variadas formas de se contribuir para o Iprede, incentivando doações de latas de leite para o “Projeto do Leite” ou outras formas de doação que possam ser revestidas em recursos para a manutenção do projeto, estimulando uma postura filantrópica nos alunos da UFC, conscientizando-os do seu dever com a sociedade em serem agentes sociais ativos através do exercício de responsabilidade social.

Processo Criativo:
Decidirmos por não nos limitarmos a simplesmente esclarecer sobre as várias formas de doar, mas também buscar uma sensibilização do público evidenciando que o que falta realmente é Boa Vontade. A campanha terá com mídia principal os cartazes nos quais o público-alvo será conscientizado da necessidade de se ter Boa Vontade para se efetivar projetos e intenções de solidariedade.









Teaser - Cabide: Doação de Roupas










Teaser - Geladeira:

Conta de Luz















Teaser - Despensa: Doação de Leite








Cartaz Central

- Oficina de Leitura Critica da Mídia - Colégio Clóvis Beviláqua

Programação Oficina de Leitura Crítica da Mídia

Duração: 4 horas (08:00 as 12:00) divida em duas partes

1ª Parte:

Dinâmica de apresentação

Conceitos a serem trabalhados: Mecanismos utilizados pela publicidade para manipulação dos sentidos

Metodologia de trabalho: Aula expositiva, dinâmica de grupo e exercício prático.

Objetivos: Expor a exploração dos sentidos pela publicidade, discutir os elementos de persuasão e a forma como a publicidade se apropria deles. Apresentar como os apelos visuais, sonoros e a emoção são trabalhados dentro da publicidade.

Tempo: 60 minutos - Dinâmica de apresentação

Dinâmica: “Dentro e Fora”

Objetivo: interagir com os alunos e como forma de introdução ao tema

Descrição: Um coordenador da dinâmica começa com uma motivação sobre a importância da comunicação. Em seguida, formam-se grupos dois grupos. A metade do grupo recebe o número 1 e a outra metade, o número 2. Os números 1 serão os de dentro e os 2 serão os de fora.

Durante 20 minutos os de dentro falarão sobre “que imagem tem de mim mesmo”. Enquanto isso, os de fora devem escutar com atenção.

Depois, dá-se 20 minutos para que os de fora falem sobre “que imagem creio que os demais tem de mim” e os de dentro escutem com carinho.

Depois, separam-se os de dentro dos de fora e formam sub-grupos que, durante 20 minutos, analisarão as dificuldades que tiveram para falar e como perceberam a manifestação do outro sub-grupo e de cada uma das pessoas.

Reúnem-se novamente os de dentro e os de fora para comentar o que conversaram nos sub-grupos.

Com essa dinâmica pretendemos fazer com que os alunos perceberem os aspectos que regem a construção da imagem para assim introduzir a construção da propaganda.


Tempo: 40 minutos - Aula expositiva

Através de aula expositiva, mostrar de quais mecanismos a publicidade se apropria para persuadir o consumidor, seja pela imagem, pelo som, criando um ambiente de emoção através do sentidos. Nesse primeiro momento da oficina, exemplificaremos com vídeos de propagandas através do site www.youtube.com e serão expostas, também, peças gráficas, demonstrando como a publicidade apela para os sentidos e como cada elemento tem uma função premeditada.

Tempo: 30 minutos - Prática

Serão distribuídos aos alunos revistas e jornais com vários tipos de anúncios e eles deverão escolher 3 propagandas para descrever. Em um papel, anotarão o que chamou mais atenção em cada anúncio e anotar num papel e em seguida os anúncios serão trocados entre os alunos para que os outros também façam sua análise. Ao fim das trocas cada aspecto de cada aluno será explanado e os pontos de convergência e divergência serão analisados.

Tempo: 40 minutos – Discussão sobre a prática

Cada aluno apresentará sua análise e veremos o que mais chamou atenção entre eles. A idéia é refletir acerca dos elementos usados na publicidade como forma de persuasão de um determinado público alvo.

INTERVALO - Tempo: 30 minutos

2º Parte

Conceitos a serem trabalhados: O funcionamento e o dia a dia de uma agência de publicidade e a interação entre os setores e os profissionais.

Metodologia de trabalho: Dramatização (esquete), Aula expositiva e exercício prático.

Objetivos: Expor quais os mecanismos de funcionamento dentro de uma agência de publicidade e como eles afetam o produto final.

Tempo: 20 minutos - Dramatização

A dramatização, em forma de esquete, tem como objetivo demonstrar todos os setores de uma agência de publicidade: direção, atendimento, criação, mídia, planejamento e produção, para que fique explicito como se dá o processo de manufatura de peças publicitárias.

Esta dramatização devem ser clara quanto a interação entre esses setores e esses profissionais, bem como expor os conflitos mais comuns (criação x atendimento e mídia x produção, dentro outros). Termos técnicos como Brainstrom, PI, Dead Line, JOB, Layout e Título devem ser inseridos para posteriormente serem esclarecidos.

Tempo: 30 minutos - Aula Expositiva

Após a dramatização, deverá acontecer uma explanação sobre os termos utilizados seguido de um debate para saber qual a visão dos estudantes sobre este processo e seus conflitos e como isso afeta o produto final dentro da perspectiva exposta no primeiro bloco.

Tempo: 50 minutos - Prática e Reflexão

O trabalho prático consistirá em formar entre todos os alunos uma agência modelo para que eles possam experimentar o que realmente acontece no dia a dia. Será apresentado a eles um JOB fictício de uma ONG ou projeto filantrópico que necessita de voluntários. Os alunos, divididos entre os setores da agência, devem criar um anúncio e planejar como este deverá ser veiculado. Serão fornecidos cartolinas, canetas, lápis de cor e canetinhas para que possam produzir o anúncio. Revistas e jornais também serão disponibilizados para servirem de referência ou, por ventura, para fazer algum tipo de colagem.

Relatório - Oficina na prática -

Em teoria nossa oficina seria ministrada num sábado a tarde, porém, em conversa com a coordenadora Socorro, houve a sugestão de aplicarmos a oficina durante a Semana de Atividades Culturais onde todos os alunos da escola estariam liberados para apreciação dos trabalhos de seus colegas expostos em sala de aula. Marcamos então a oficina para o dia 03/12.

Chegamos ao colégio as 7h da manhã para nos preparamos para a oficina que teria início as 8h. Na teoria tudo parecia fácil, colocamos um cartaz informativo da oficina na semana anterior e esperávamos a participação espontânea dos alunos. Na prática pudemos observar a total falta de interesse dos alunos pelo tema e por qualquer tipo de participação escolar. A Escola estava um verdadeiro caos. Alunos espalhados por todo o colégio, nos pátios, brincando livremente. Nas salas de aulas as poucas equipes que tiveram trabalhos expostos ficavam conversando e brincando.

Nossa oficina não teve nenhuma inscrição e quase não ocorreu se não fosse pela ajuda de um conhecido: o aluno Gabriel Pereira, filho de uma funcionária da agência de publicidade onde trabalhamos. Pedimos então a ajuda de Gabriel para chamar alguns amigos a participar da oficina e nos ajudar na conclusão do trabalho.

Depois de muito batalhar, as 8:40 da manhã, conseguimos então a participação ‘espontânea’ de mais 3 alunos: Zilmara e Ionara do 1º ano turma C e Mateus da 8ª Série turma B (colega de classe de Gabriel).

A oficina começou então (em meio a bastante barulho externo) com a aplicação da dinâmica. Os alunos então foram separados em equipes, no caso duas duplas uma de meninas e outra de meninos. No sorteio (um par ou ímpar) as meninas ficaram com o número 1, correspondente ao tema ‘que imagem tem de mim mesmo’ e depois de 15 minutos de conversa as duas disseram: “Acho que sou legal”. (as duas) “Algumas pessoas me acham antipática, mas sou é muito tímida” (Zilmara)

Os meninos depois responderam a pergunta ‘que imagem creio que os demais tem de mim’ dizendo:

“Acho que o pessoal me acha legal, porque eu converso com todo mundo e todo mundo gosta de mim” (Gabriel)

“Não to nem aí pro que o povo acha... eu brinco com todo mundo, mas tem gente que não gosta... eu sou assim e pronto” (Mateus)

Com um número muito pequeno de alunos não houve a divisão em subgrupos e a discussão sobre as dificuldade que tiveram foi aberta e foi levantado a dificuldade de definir a própria imagem e como existe uma construção da imagem que queremos que o outro perceba.

A partir daí iniciamos a aplicação dos conceitos com a publicidade. Com a dinâmica os alunos puderam perceber e ressaltar aspectos individuais e positivos (ou negativos) da personalidade de cada um exatamente como é feito na criação de campanhas publicitárias no momento da criação de um conceito para ser trabalhado/vendido.

Os alunos demonstraram mais interesse (mais seriedade) no exemplo apresentado e participaram mais da oficina se propondo a realmente prestar atenção ao que era explanado e aos exemplos apresentados. O interesse se dividia pelo uso do laptop e pelos próprios vídeos apresentados.

Apresentamos alguns exemplos de Vts e foi perguntado para cada um aspectos que mais chamaram atenção no vídeo.

Primeiro VT:

- Fundação Telefônica - "o futuro que eu sempre quis"

http://www.youtube.com/watch?v=VmLpvdSPlDw&feature=related

Os 4 alunos falaram do ‘desenho’. As meninas acharam lindo e os meninos acharam bem feito. Zilmara também falou da música que achou muito bonita e emocionante. A partir daí foi explicado que a animação digital foi utilizada como apelo emocional pois o assunto tratado era o apoio dado à educação infantil pela Fundação Telefônica e a música tinha um ritmo e harmonia de músicas de ninar.

Segundo VT:

- Guaraná Antarctica - "Pizza com Guaraná"

http://www.youtube.com/watch?v=098dt6-ZLYo&feature=related

Nesse vídeo o consenso geral foram que a atenção estava nas imagens das pizzas, o queijo derretido fazendo com que todos desejassem comer aquilo. Foi então explicado que a campanha usou a imagem de outro produto para associar diretamente ao consumo do refrigerante e essa ligação é direta. Nessa mesma ainda falamos de outro VT da "pipoca com guaraná" que seguia o mesmo princípio: o forte apelo visual.

Terceiro VT:

- Brahma - Refresca até pensamento - Siri

http://br.youtube.com/watch?v=GwAjDgH7yOU&feature=related

Depois de rir muito os alunos abordaram o humor (a piada) como aspecto principal do VT. Aproveitamos essa campanha para falar do Conar (órgão regulador das propagandas) e explicamos que como o VT fez tanto sucesso com o público jovem (como eles) foi proibido o uso de figuras infantis nas propagandas. Os alunos se mostraram interessados em saber que havia esse tipo de regras nas propagandas e disseram ter prestado atenção como os personagens não foram mais usados.

Depois de muito conversar, aplicamos uma atividade prática que consistia em distribuir revistas (Veja, Capricho, OI FM e QUEM) para que os alunos selecionassem 1 propaganda e analisassem individualmente.

As meninas escolheram logo as revistas de público feminino e os meninos ficaram com as que sobraram. 20 minutos depois de folhearem as revistas eles já tinham escolhido uma propaganda. Nesse momento os alunos realmente mostraram interesse pelos aspectos levantados na oficina e buscaram observar pontos detalhados em cada anúncio.

Zilmara escolheu um anúncio do Always veiculado com a atriz Mariana Ximenes; Ionara escolheu o anuncio da Arezzo veiculado com a atriz Aline Moraes. As duas alunas reconheceram as atrizes das novelas e demonstraram identificação com a atitude das mesmas.

Gabriel escolheu a própria capa da revista Oi, com Rogério Flausino, alegando que a revista toda era propaganda de uma só empresa e Mateus escolheu um anúncio do protetor solar da Loreal dizendo que chamou sua atenção a mulher de biquíni.

Quando os alunos estavam começando a escrever suas análises individuais de cada anúncio o toque do recreio tocou (as 9:30) e os alunos perceberam que já seria o segundo toque (equivalente a volta para a sala de aula).

A partir desse momento as meninas começaram a ficar dispersas com outra alunas que ficavam chamando por elas do lado de fora da sala. A oficina foi então interrompida porque a aluna Ionara disse que teria que ir embora com uma amiga (que não estava na oficina). Devido ao período de semana cultural as atividades na escola são liberadas após o recreio e os alunos podem sair mais cedo da escola com a prévia autorização dos pais. Ionara ia de carona e teve então que sair da sala, a amiga Zilmara disse então que teria também que sair e demos então por encerrada a oficina. Agradecemos a participação dos alunos e entregamos o lanche programado (biscoito de chocolate e sucos jandaia) Os alunos foram bastante cooperativos porque mesmo diante do grande barulho e da grande influencia externa de outros alunos ainda assim participaram da oficina.

Pudemos observar o interesse dos alunos sobre o tema apresentado. Achamos que se tivéssemos melhores condições a oficina teria transcorrido com mais sucesso. Nossa presença tida como estranha entre os outros alunos foi bastante marcada pelos fortes olhares e comentários ao nosso redor. Enquanto ministrávamos (ou tentávamos) a oficina várias vezes tivemos que abstrair o barulho externo.


CAMPANHA

Projeto adotado: OPERAÇÃO SORRISO DO BRASIL


Clique AQUI e assista ao vídeo introdutório do projeto

A Operação Sorriso do Brasil é uma ONG, sem fins lucrativos que se dedica a transformar a vida de crianças e jovens brasileiros portadores de fissura lábio-palatina (popularmente conhecida como lábio leporino) através da realização de cirurgias reparadoras gratuitas em hospitais públicos e privados do país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no caso específico do Brasil, tem-se cerca de 1 criança com fissura para cada 650 nascidas, e cerca de 5.800 novos casos todos os anos. Este problema, no Brasil, torna-se ainda mais alarmante, a partir do momento em que o sistema público de saúde não consegue atender nem metade das crianças que nascem com fissura no país. Como conseqüências criam-se imensas filas de espera pelo atendimento nos poucos hospitais públicos do país que oferecem esse tratamento.

O projeto teve início no ano de 1997 em Fortaleza, no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), por meio de um convite especial da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará.

A equipe interdisciplinar é altamente capacitada, passam por um criterioso processo de seleção da Operação Sorriso e a supervisão da Operation Smile. A instituição é formada por voluntários, médicos e leigos que dedicam seu tempo e conhecimento a devolver o sorriso e a dignidade às crianças fissuradas.

A agência de publicidade Blume Comunicação adotou o projeto e nos proporcionou criar e trabalhar toda campanha do projeto. Através da agência, tivemos a oportunidade de proporcionar soluções criativas e parcerias sólidas para o projeto. Conseguimos o apoio de grandes empresas que, como a Blume, adotaram essa causa tão bonita.

Criamos a campanha toda voltada para a arrecadação de doações da população destinadas a compra dos kits de alimentos especiais, higiene e medicação. Um aspecto interessante da ONG é que não abrimos as doações para alimentos individuais porque a Operação Sorriso faz questão de manter o mesmo padrão de alimentos doados em todo o mundo só podendo ser garantida pela compra dos alimentos direta.

A OPERAÇÃO NA PRÁTICA

1ª Fase - Avaliação:

Uma equipe interdisciplinar, que conta com cirurgiões plásticos, anestesistas, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, ortodontistas, geneticistas, enfermeiros e assistentes sociais examina clinicamente cada paciente inscrito no programa e depois de analisar e discutir cada caso, seguindo alguns critérios de prioridades pré-estabelecidos, fazem uma seleção dos pacientes que serão encaminhados para cirurgia.

2ª Fase – Divulgação dos Selecionados:

Depois da divulgação dos pacientes selecionados para operação, o paciente e/ou seu acompanhante recebe informações sobre o dia da cirurgia, cuidados pré-operatórios e data da internação hospitalar.

Em vários casos, os pacientes necessitam de alojamento e alimentação na cidade até o dia da cirurgia. O Operation Smile providencia esse alojamento, alimentação bem como transporte do paciente e acompanhante até o hospital.

3ª Fase: - A Cirurgia

As cirurgias são realizadas no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) (parceiro do programa) utilizando materiais e equipamentos de última geração, fornecidos pela Operação Sorriso Brasil e Operation Smile Internacional (através da importação de quase 2 toneladas de carga), proporcionando um atendimento e tratamento de alta qualidade.

4ª Fase – O Pós Operatório

Após a recuperação da anestesia, o paciente é encaminhado para seu quarto, onde será observado até a alta hospitalar.

Os cuidados com pós-operatório do paciente vão desde a higiene bucal (prevenir infecções) até a alimentação que, nesse momento, é especial sendo limitada a alimentos líquidos e pastosos.

O paciente (e acompanhante) receberá kits prontos de higiene e alimentação cedidos pelo programa (arrecadados através de doação da população) para garantir o sucesso da operação.

KITS:

KIT ALIMENTAÇÃO:

2 pacotes (45g) de Gelatina em pó com sabor (Exceto sabores cítricos)
2 pacotes (400g) de leite em pó
1 lata ou caixa (395g) de leite condensado
1 pacote (400g) de achocolatado em pó (chocolate ou morango)
1 pacote (400g) de mingau (qualquer sabor)
1 lata (400g) de Sustagem
1 pacote (500g) de canjica amarela
1 pacote (1kg) de arroz
1 pacote (1kg) de feijão
1 pacote (1kg) macarrão
1 pacote (1kg) de açúcar
1 lata (1l) de óleo

KIT HIGIENE:
1 sabonete (90g)
1 tubo de creme dental colgate (90g)
1 pacote de haste flexível
1 escova de dentes infantil colgate
1 enxague bucal com flúor colgate (250g)


KIT MEDICAMENTOS:
1 pacote de fita adesiva oral corega tabs
1 tubo de pomada Nebacetin (10g)

Apresentando projetos de patrocínio a cada apoiador conseguimos uma ampla ação que constava com:

- Uma loja cedida pelo shopping Iguatemi que serviria de ponto de doações e de esclarescimento (e divulgação) da própria ONG.

- Anúncios tamanho 4col x 20 cm no primeiro caderno do Jornal O Povo. (3 veiculações)

- VT 30'' veiculados na TV Cidade e na TV O Povo (8 a 10 inserções diárias em horário rotativo)

- Spot 30'' veiculado nas rádios componentes do Grupo D&E (Atlântico Sul, Jovem Pan e Cidade)

- Produção do VT gratuita com animações em 3D

- Produção do Spot pelo Studio Magoo

- Busdoor

- Produção de Blusas que eram doadas a cada doação feita na loja no valor de R$ 20,00.

- Produção de adesivos de carro doados a cada doação feita na loja no valor de R$ 1,00.

- Um skate elétrico que foi rifado

- Além da colaboração de vários estudantes do curso de Odontologia da UFC, através do grupo da OSCA - UFC.


Vídeo referente ao cheking de mídia dos apoiadores e com todas as peças da campanha.

A ação foi um sucesso e a loja se estendeu no shopping por mais uma semana (além do período programado). O grupo S

uper Rede entrou como parceiro doando todos os alimentos do kit especial de alimentação. Todo dinheiro arrecadado foi direcionado para as operações e compra de equipamentos. Em 1 semana 111 crianças foram operadas e mais 50 operações foram doadas para o Hospital Sabin. Todas as crianças receberam seus kits de alientação, higiene e medicação completos.



Os parceiros do projeto receberam um brinde de agradecimento: um bonequinho em biscuit símbolo da campanha "Tudo que é preciso é um sorriso".



DINÂMICA DA OFICINA NO PROJOVEM


Alunos concentrados participando da dinâmica: As partes do corpo Humano.

Leia abaixo o nosso planejamento e entenda tudo o que aconteceu por lá.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

OFICINA DE LEITURA CRITICA DA MIDIA - PROJOVEM

Facilitadoras: Andréia Campêlo, Caroline Rodrigues, Gabriela Aires e Morgana Melo.

Planejamento:

1° BLOCO:

Apresentação: Estrutura de uma agência e reflexão critica do papel da publicidade.
Conceitos a serem trabalhados: agência, criação, marcas, anúncios, importância da publicidade.
Metodologia de trabalho: Aula expositiva.
Objetivos: Mostrar a forte presença da publicidade na vida das pessoas, lançando bases para discussão do seu papel na sociedade.

Horário = 18h30min às 20h00min.

1) Dinâmica (25 minutos):
Para ajudar as pessoas a memorizarem os nomes uma das outra e desinibir a turma, será distribuído uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um. O facilitador explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem. A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna.

1- Alguém com a mesma cor de olhos que os seus:______________________
2- Alguém que viva numa casa sem fumantes__________________________
3- Alguém que já tenha morado em outra cidade________________________
4- Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras__________________
5- Alguém que use óculos__________________________________________
6- Alguém que esteja com a camiseta da mesma cor que a sua______________
7- Alguém que tenha irmãos ________________________________________
8- Alguém que tenha a mesma idade que você__________________________
9- Alguém que esteja de meias_______________________________________
10- Alguém que tenha um animal de estimação (Qual?)____________________

Após apresentação a turma será dividida em grupos onde será lançado o seguinte desafio: a equipe que lembrar o maior número de marcas de um setor num tempo determinado e sem repetição será a ganhadora. Por exemplo, será perguntado marcas do setor alimentício para equipe “A” e em seguida para a equipe “B” em forma de “bate-rebate”. As marcas serão anotadas no quadro e a primeira equipe que não conseguir lembrar de alguma marca perde a competição. Esse desafio servirá como contextualização do bloco teórico, onde será exposto que o responsável pela lembrança de tantas marcas pelas pessoas é a propaganda, e a partir disso mostrar como se estrutura uma agência de publicidade.

2) Bloco Teórico (15 minutos):
Através de aula expositiva, mostrar como funciona uma agência, sua divisão em setores: atendimento, planejamento, criação, produção e mídia, especificando as funções de cada um deles. Após esse esclarecimento, mostrar o portfólio de alguma agência, e algumas propagandas de grande sucesso.

3) Exercício Prático (20 minutos):
Os alunos irão produzir um anúncio para a escola. A turma será dividida em grupos, em cada grupo ficará um mediador da oficina, com o objetivo de oferecer uma orientação melhor. Serão distribuídas cartolinas e revistas para a produção da peça. Cada equipe será orientada a expor algum ponto negativo na escola que precise ser melhorado, sugerindo alguma forma de reverter essa situação, ou divulgar algum projeto importante da escola.

4) Reflexão sobre a atividade realizada (30 minutos):
Cada equipe apresenta seu trabalho lançando bases para a discussão sobre a importância da publicidade como veiculo de comunicação. A idéia é refletir criticamente sobre:
- A publicidade como fonte de informação;
- A publicidade como forma de promover transformações;
- A publicidade como instrumento de alerta e reflexão sobre problemas sociais.

Intervalo para o Lanche
(20h00min à 20h20min)

2° BLOCO:

Apresentação: Propagandas que chocaram a sociedade.
Conteúdos a serem trabalhados: Propagandas, censuras, preconceito.
Metodologia de trabalho: Apresentação de anúncios.
Objetivos: Refletir sobre o papel do publicitário como formador de opinião.

Horário: 20h20min às 21h30min.

1) Dinâmica (20 minutos):

Com o objetivo de criar uma comunicação fraterna e madura, serão distribuídos papéis para os meninos com desenho de um homem e para as meninas com desenho de uma mulher. Eles serão convidados a anotar na figura: Diante dos olhos: as coisas que viu e mais o impressionaram. Diante da boca: três expressões (palavras, atitudes) dos quais se arrependeu ao longo da sua vida. Diante da cabeça: três idéias das quais não abrem mão. Diante do coração: três grandes amores. Diante das mãos: ações inesquecíveis que realizou. Diante dos pés: piores enroscadas em que se meteu.
Colocar em plenário:
- Foi fácil ou difícil esta comunicação? Por quê?
- Este exercício pode favorecer o diálogo entre as pessoas e o conhecimento de si mesmo? Por quê?
- A publicidade tem dialogado com as pessoas de forma certa?

2) Bloco Teórico (15 minutos):
Através de uma exposição de anúncios impressos será mostrado várias propagandas que polemizarão a sociedade por apresentar elementos preconceituosos ou violentos.

3) Exercício Prático (20 minutos):
Os alunos irão produzir uma peça para os publicitários a fim de alertá-los sobre a melhor forma de falar sobre determinado assunto, cada equipe escolhe o assunto apresentado que lhe chamou mais atenção.

4) Reflexão sobre a atividade realizada (15 minutos):
Cada equipe apresenta seu anúncio refletindo sobre a melhor forma de se comunicar com a sociedade, ao mesmo tempo em que debatemos sobre o papel do publicitário como formador de opinião.
Relatório:

No dia 21 de Novembro, numa quarta-feira, foi realizado a Oficina de Leitura Critica da Mídia no Colégio Torres de Melo. Os alunos que participaram fazem parte do PROJOVEM, projeto composto por jovens de 18 a 24 anos que terminaram a quarta série, mas não concluíram a oitava série do ensino fundamental e não têm vínculos formais de trabalho. As inscrições foram feitas dois dias antes da Oficina e a coordenação do curso liberou das aulas os alunos que tinham interesse em participar.
A primeira impressão ao entrar numa sala de aula com 27 alunos foi um pouco assustadora, a turma estava bastante agitada e também curiosa em saber o que realmente íamos fazer naquela noite. A oficina foi iniciada com duas dinâmicas que acabou envolvendo muito os alunos e nos ajudando em uma maior interação com a turma. Houve alguns alunos que apresentaram resistência em fazer as atividades, mas não comprometeu o desempenho da turma em geral.
A dinâmica de apresentação foi bastante animada e os alunos realmente se envolveram em encontrar pessoas que se encaixassem nas descrições do questionário e assinasse o nome na lacuna, o que permitiu um conhecimento dos nomes um dos outros (apesar de muitos já se conhecerem).
Em seguida a turma foi dividida em quatro equipes onde o desafio de se lembrar o maior número de marcas do setor alimentício foi lançado, a brincadeira despertou o espírito de liderança de muitos participantes que se mostravam ativamente interessados em ganhar a disputa.
Após 20 minutos de descontração, refletimos sobre o responsável por lembrarmos tantas marcas, chegando à conclusão que a propaganda era a grande referência para essas lembranças. Após essa conclusão, uma aula expositiva, mostrou como funciona uma agência, sua divisão em setores: atendimento, planejamento, criação, produção e mídia, especificando as funções de cada um deles, mostrando também algumas propagandas de sucesso.
Em seguida as mesmas equipes formadas na dinâmica, se reuniram e produziram anúncios, utilizando como materiais revistas e cartolinas. As quatro equipes divulgaram o PROJOVEM como um projeto muito importante para a comunidade. Os cartazes foram fixados nos corredores da escola.
Logo após o lanche, iniciamos a Oficina com uma dinâmica individual onde eles escreviam nas partes do corpo de um desenho de menino ou menina o que eles lembravam, por exemplo: Diante dos olhos, as coisas que viu e mais o impressionaram. Foi uma dinâmica interessante onde houve uma grande concentração por parte dos alunos.
Após a dinâmica foram apresentadas várias propagandas que polemizarão a sociedade por apresentar elementos preconceituosos ou violentos.
Em seguida os alunos produziram um cartaz para os “publicitários” alertando-os sobre a melhor forma de se comunicar, os assuntos escolhidos foram: racismo, drogas e preconceito de classe social. A atividade rendeu discussões sobre o uso de drogas na escola, e atitudes racistas no meio social, o que acabou nos levando a refletir sobre o papel do publicitário como formador de opinião.
Enfim, a Oficina foi “especial” para todos que participaram. No fim da noite muitos alunos que haviam participado até agradeceram por nossa presença. Foi uma noite de extrema importância para nós facilitadores, que na verdade mais aprendemos do que ensinamos.