terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Oficina Critica da Mídia- Inclusão Digital - Curso Yes

Na oficina realizada no dia 14 de novembro das 14:30h as 18:00h, no curso de idiomas YES!, foi discutia a questão da inclusão digital na mídia, com 6 aluno na faixa etária de 16 a 22 anos.

Escolhemos o curso que tem sede na Av. Bezerra de Menezes por ser pioneiro na utilização de uma Lan House como ferramenta da própria escola. Além disso, o curso tem como público alvo a classe média baixa, considerando não apenas sua localização, mas também o valor da mensalidade do curso.

Já que os alunos que compareceram não se conheciam o suficiente para interagir naturalmente no debate, por serem de diferentes turmas do curso, iniciamos nossa oficina com uma dinâmica de forma a integrar o grupo. Esta consistia na primeira pessoa dizer seu nome e uma ação que gosta de realizar com a mesma inicial do seu nome (ex.: Meu nome é Suzana e gosto de Sambar), com isso, o próximo integrante do grupo deveria repetir o nome e a palavra dita pelo participante anterior e em seguida apresentar-se e citar a sua palavra. Esta atividade lúdica nos permitiu um primeiro contato num clima de descontração que foi bastante facilitador nas etapas seguintes.

A seguir partimos para a parte de conceituação. Procuramos colocar para os alunos o que significava inclusão digital e procuramos traçar uma breve contextualização sobre o tema no Brasil. Percebemos que a maioria dos estudantes não possuia computador em casa (4 dos 6 estudantes) e que muitos freqüentavam lan houses, principalmente a da própria escola.

Propusemos elaborar no terceiro momento a dinâmica do auto- diagnóstico em que os alunos falavam sobre experiências presenciadas ou mesmo vividas sobre a temática. Alguns alunos expuseram o fato de seus pais não terem conhecimento algum sobre computação e outro aluno chegou a afirmar que um colega de sala no colégio pensava que orkut era um programa de computador.

A seguir a conversa se voltou para como o computador é abordado pela mídia, novelas, etc, e pela publicidade em si. Todos concordaram com a constatação por parte de um dos participantes, de que atualmente os computadores estão com os preços bem mais acessíveis, porém além de ainda ser considerado uma aquisição dispensável pela população de baixa renda, lhes falta conhecimentos suficientes para utilizá-lo.

No módulo seguinte, passamos a abordar a relação do trabalho do publicitário com o computador, conversamos um pouco sobre os diversos programas, Illustrator, Corel e Flash, e após uma breve noção, pedimos aos alunos que trabalhassem um pouco com os mesmos.

Após mais de uma hora de trabalho voltamos nossa oficina para a exibição de material coletado do site youtube.com. Promovemos uma reflexão aprofundada com os alunos. Alguns vídeos exibidos foram feitos em ONGs e outros foram exibidos em cadeia nacional.

Voltamos para a sala e partimos para o momento de reflexão, perguntando agora o que era a inclusão digital e o que levava à exclusão digital. Todos os alunos concordaram que a educação tem papel fundamental na exclusão digital e que este era um problema muito mais do que político ou educacional. Uma aluna universitária destacou um ponto extremamente relevante, afirmando que o problema da exclusão digital era social e que antes de tudo devemos considerar o fator econômico e o contexto que esta situação de exclusão está inserida. Ela encerrou sua fala dizendo que a exclusão digital leva ao abismo sócio- econômico e vice- versa. Quando pedimos sugestões sobre uma nova abordagem para a mídia eles disseram que era necessário aliar a idéia de inclusão digital sempre à educação.

Ao final concluímos que a publicidade é extremamente preconceituosa com relação às minorias e quando esse público excluído é retratado com relação a esse tema de informatização, é sempre motivo de chacota ou de comentários maldosos. Devemos perceber que inclusão digital é sinônimo de educação. A conclusão a que chegamos foi a de que não importa a classe social, os espaços virtuais são direitos de todos e devem ser democratizados. Finalizamos a oficina com a entrega do certificado de participação.

Foi realizada uma avaliação junto aos alunos de satisfação e produtividade da oficina e obtivemos êxito na discussão, com bons resultados, excelentes contribuições dos alunos e acréscimo de conhecimentos para ambos os lados. A experiência foi bastante válida, rendendo bons debates e instigando discussões mais aprofundadas.

BOA VONTADE !

IPREDE
Instituto de Prevenção à Desnutrição e à Excepcionalidade.

Diagnóstico:

O Iprede está em funcionamento há 21 anos e atende crianças e adolescentes com distúrbios de nutrição. Sendo especialmente casos de desnutrição, principalmente em crianças, e de obesidade em adolescentes.

A instituição traz como marca principal o tratamento da desnutrição e cuida do problema não apenas em sua parte alimentar, mas também procura desenvolver em seus pacientes um potencial motor, cognitivo e sensorial, tendo como estratégia principal o fortalecimento das competências familiares, através dos laços afetivos, do apego e da capacidade de gerar recursos.

O Iprede é mantido por doações, tendo em sua carteira, doadores fixos e esporádicos. Conta muito também com a doação de pessoas físicas da população em geral. Essas doações podem ser em dinheiro, leite ou outro produto alimentício. As iniciativas de doações apresentam-se como de extrema importância para a manutenção do Iprede, dessa forma o esclarecimento da sociedade sobre as formas de doar torna-se essencial.

Objetivos:

O objetivo da campanha será demonstrar para os alunos da UFC que a “Boa Vontade” é o elemento essencial para a efetivação de ações de filantropia, pois em muitos casos devido a sua ausência é que o sentimento de solidariedade não se transforma em ação concreta (doação). Além disso, a campanha se propõe a esclarecer as mais variadas formas de se contribuir para o Iprede, incentivando doações de latas de leite para o “Projeto do Leite” ou outras formas de doação que possam ser revestidas em recursos para a manutenção do projeto, estimulando uma postura filantrópica nos alunos da UFC, conscientizando-os do seu dever com a sociedade em serem agentes sociais ativos através do exercício de responsabilidade social.

Processo Criativo:
Decidirmos por não nos limitarmos a simplesmente esclarecer sobre as várias formas de doar, mas também buscar uma sensibilização do público evidenciando que o que falta realmente é Boa Vontade. A campanha terá com mídia principal os cartazes nos quais o público-alvo será conscientizado da necessidade de se ter Boa Vontade para se efetivar projetos e intenções de solidariedade.









Teaser - Cabide: Doação de Roupas










Teaser - Geladeira:

Conta de Luz















Teaser - Despensa: Doação de Leite








Cartaz Central

- Oficina de Leitura Critica da Mídia - Colégio Clóvis Beviláqua

Programação Oficina de Leitura Crítica da Mídia

Duração: 4 horas (08:00 as 12:00) divida em duas partes

1ª Parte:

Dinâmica de apresentação

Conceitos a serem trabalhados: Mecanismos utilizados pela publicidade para manipulação dos sentidos

Metodologia de trabalho: Aula expositiva, dinâmica de grupo e exercício prático.

Objetivos: Expor a exploração dos sentidos pela publicidade, discutir os elementos de persuasão e a forma como a publicidade se apropria deles. Apresentar como os apelos visuais, sonoros e a emoção são trabalhados dentro da publicidade.

Tempo: 60 minutos - Dinâmica de apresentação

Dinâmica: “Dentro e Fora”

Objetivo: interagir com os alunos e como forma de introdução ao tema

Descrição: Um coordenador da dinâmica começa com uma motivação sobre a importância da comunicação. Em seguida, formam-se grupos dois grupos. A metade do grupo recebe o número 1 e a outra metade, o número 2. Os números 1 serão os de dentro e os 2 serão os de fora.

Durante 20 minutos os de dentro falarão sobre “que imagem tem de mim mesmo”. Enquanto isso, os de fora devem escutar com atenção.

Depois, dá-se 20 minutos para que os de fora falem sobre “que imagem creio que os demais tem de mim” e os de dentro escutem com carinho.

Depois, separam-se os de dentro dos de fora e formam sub-grupos que, durante 20 minutos, analisarão as dificuldades que tiveram para falar e como perceberam a manifestação do outro sub-grupo e de cada uma das pessoas.

Reúnem-se novamente os de dentro e os de fora para comentar o que conversaram nos sub-grupos.

Com essa dinâmica pretendemos fazer com que os alunos perceberem os aspectos que regem a construção da imagem para assim introduzir a construção da propaganda.


Tempo: 40 minutos - Aula expositiva

Através de aula expositiva, mostrar de quais mecanismos a publicidade se apropria para persuadir o consumidor, seja pela imagem, pelo som, criando um ambiente de emoção através do sentidos. Nesse primeiro momento da oficina, exemplificaremos com vídeos de propagandas através do site www.youtube.com e serão expostas, também, peças gráficas, demonstrando como a publicidade apela para os sentidos e como cada elemento tem uma função premeditada.

Tempo: 30 minutos - Prática

Serão distribuídos aos alunos revistas e jornais com vários tipos de anúncios e eles deverão escolher 3 propagandas para descrever. Em um papel, anotarão o que chamou mais atenção em cada anúncio e anotar num papel e em seguida os anúncios serão trocados entre os alunos para que os outros também façam sua análise. Ao fim das trocas cada aspecto de cada aluno será explanado e os pontos de convergência e divergência serão analisados.

Tempo: 40 minutos – Discussão sobre a prática

Cada aluno apresentará sua análise e veremos o que mais chamou atenção entre eles. A idéia é refletir acerca dos elementos usados na publicidade como forma de persuasão de um determinado público alvo.

INTERVALO - Tempo: 30 minutos

2º Parte

Conceitos a serem trabalhados: O funcionamento e o dia a dia de uma agência de publicidade e a interação entre os setores e os profissionais.

Metodologia de trabalho: Dramatização (esquete), Aula expositiva e exercício prático.

Objetivos: Expor quais os mecanismos de funcionamento dentro de uma agência de publicidade e como eles afetam o produto final.

Tempo: 20 minutos - Dramatização

A dramatização, em forma de esquete, tem como objetivo demonstrar todos os setores de uma agência de publicidade: direção, atendimento, criação, mídia, planejamento e produção, para que fique explicito como se dá o processo de manufatura de peças publicitárias.

Esta dramatização devem ser clara quanto a interação entre esses setores e esses profissionais, bem como expor os conflitos mais comuns (criação x atendimento e mídia x produção, dentro outros). Termos técnicos como Brainstrom, PI, Dead Line, JOB, Layout e Título devem ser inseridos para posteriormente serem esclarecidos.

Tempo: 30 minutos - Aula Expositiva

Após a dramatização, deverá acontecer uma explanação sobre os termos utilizados seguido de um debate para saber qual a visão dos estudantes sobre este processo e seus conflitos e como isso afeta o produto final dentro da perspectiva exposta no primeiro bloco.

Tempo: 50 minutos - Prática e Reflexão

O trabalho prático consistirá em formar entre todos os alunos uma agência modelo para que eles possam experimentar o que realmente acontece no dia a dia. Será apresentado a eles um JOB fictício de uma ONG ou projeto filantrópico que necessita de voluntários. Os alunos, divididos entre os setores da agência, devem criar um anúncio e planejar como este deverá ser veiculado. Serão fornecidos cartolinas, canetas, lápis de cor e canetinhas para que possam produzir o anúncio. Revistas e jornais também serão disponibilizados para servirem de referência ou, por ventura, para fazer algum tipo de colagem.

Relatório - Oficina na prática -

Em teoria nossa oficina seria ministrada num sábado a tarde, porém, em conversa com a coordenadora Socorro, houve a sugestão de aplicarmos a oficina durante a Semana de Atividades Culturais onde todos os alunos da escola estariam liberados para apreciação dos trabalhos de seus colegas expostos em sala de aula. Marcamos então a oficina para o dia 03/12.

Chegamos ao colégio as 7h da manhã para nos preparamos para a oficina que teria início as 8h. Na teoria tudo parecia fácil, colocamos um cartaz informativo da oficina na semana anterior e esperávamos a participação espontânea dos alunos. Na prática pudemos observar a total falta de interesse dos alunos pelo tema e por qualquer tipo de participação escolar. A Escola estava um verdadeiro caos. Alunos espalhados por todo o colégio, nos pátios, brincando livremente. Nas salas de aulas as poucas equipes que tiveram trabalhos expostos ficavam conversando e brincando.

Nossa oficina não teve nenhuma inscrição e quase não ocorreu se não fosse pela ajuda de um conhecido: o aluno Gabriel Pereira, filho de uma funcionária da agência de publicidade onde trabalhamos. Pedimos então a ajuda de Gabriel para chamar alguns amigos a participar da oficina e nos ajudar na conclusão do trabalho.

Depois de muito batalhar, as 8:40 da manhã, conseguimos então a participação ‘espontânea’ de mais 3 alunos: Zilmara e Ionara do 1º ano turma C e Mateus da 8ª Série turma B (colega de classe de Gabriel).

A oficina começou então (em meio a bastante barulho externo) com a aplicação da dinâmica. Os alunos então foram separados em equipes, no caso duas duplas uma de meninas e outra de meninos. No sorteio (um par ou ímpar) as meninas ficaram com o número 1, correspondente ao tema ‘que imagem tem de mim mesmo’ e depois de 15 minutos de conversa as duas disseram: “Acho que sou legal”. (as duas) “Algumas pessoas me acham antipática, mas sou é muito tímida” (Zilmara)

Os meninos depois responderam a pergunta ‘que imagem creio que os demais tem de mim’ dizendo:

“Acho que o pessoal me acha legal, porque eu converso com todo mundo e todo mundo gosta de mim” (Gabriel)

“Não to nem aí pro que o povo acha... eu brinco com todo mundo, mas tem gente que não gosta... eu sou assim e pronto” (Mateus)

Com um número muito pequeno de alunos não houve a divisão em subgrupos e a discussão sobre as dificuldade que tiveram foi aberta e foi levantado a dificuldade de definir a própria imagem e como existe uma construção da imagem que queremos que o outro perceba.

A partir daí iniciamos a aplicação dos conceitos com a publicidade. Com a dinâmica os alunos puderam perceber e ressaltar aspectos individuais e positivos (ou negativos) da personalidade de cada um exatamente como é feito na criação de campanhas publicitárias no momento da criação de um conceito para ser trabalhado/vendido.

Os alunos demonstraram mais interesse (mais seriedade) no exemplo apresentado e participaram mais da oficina se propondo a realmente prestar atenção ao que era explanado e aos exemplos apresentados. O interesse se dividia pelo uso do laptop e pelos próprios vídeos apresentados.

Apresentamos alguns exemplos de Vts e foi perguntado para cada um aspectos que mais chamaram atenção no vídeo.

Primeiro VT:

- Fundação Telefônica - "o futuro que eu sempre quis"

http://www.youtube.com/watch?v=VmLpvdSPlDw&feature=related

Os 4 alunos falaram do ‘desenho’. As meninas acharam lindo e os meninos acharam bem feito. Zilmara também falou da música que achou muito bonita e emocionante. A partir daí foi explicado que a animação digital foi utilizada como apelo emocional pois o assunto tratado era o apoio dado à educação infantil pela Fundação Telefônica e a música tinha um ritmo e harmonia de músicas de ninar.

Segundo VT:

- Guaraná Antarctica - "Pizza com Guaraná"

http://www.youtube.com/watch?v=098dt6-ZLYo&feature=related

Nesse vídeo o consenso geral foram que a atenção estava nas imagens das pizzas, o queijo derretido fazendo com que todos desejassem comer aquilo. Foi então explicado que a campanha usou a imagem de outro produto para associar diretamente ao consumo do refrigerante e essa ligação é direta. Nessa mesma ainda falamos de outro VT da "pipoca com guaraná" que seguia o mesmo princípio: o forte apelo visual.

Terceiro VT:

- Brahma - Refresca até pensamento - Siri

http://br.youtube.com/watch?v=GwAjDgH7yOU&feature=related

Depois de rir muito os alunos abordaram o humor (a piada) como aspecto principal do VT. Aproveitamos essa campanha para falar do Conar (órgão regulador das propagandas) e explicamos que como o VT fez tanto sucesso com o público jovem (como eles) foi proibido o uso de figuras infantis nas propagandas. Os alunos se mostraram interessados em saber que havia esse tipo de regras nas propagandas e disseram ter prestado atenção como os personagens não foram mais usados.

Depois de muito conversar, aplicamos uma atividade prática que consistia em distribuir revistas (Veja, Capricho, OI FM e QUEM) para que os alunos selecionassem 1 propaganda e analisassem individualmente.

As meninas escolheram logo as revistas de público feminino e os meninos ficaram com as que sobraram. 20 minutos depois de folhearem as revistas eles já tinham escolhido uma propaganda. Nesse momento os alunos realmente mostraram interesse pelos aspectos levantados na oficina e buscaram observar pontos detalhados em cada anúncio.

Zilmara escolheu um anúncio do Always veiculado com a atriz Mariana Ximenes; Ionara escolheu o anuncio da Arezzo veiculado com a atriz Aline Moraes. As duas alunas reconheceram as atrizes das novelas e demonstraram identificação com a atitude das mesmas.

Gabriel escolheu a própria capa da revista Oi, com Rogério Flausino, alegando que a revista toda era propaganda de uma só empresa e Mateus escolheu um anúncio do protetor solar da Loreal dizendo que chamou sua atenção a mulher de biquíni.

Quando os alunos estavam começando a escrever suas análises individuais de cada anúncio o toque do recreio tocou (as 9:30) e os alunos perceberam que já seria o segundo toque (equivalente a volta para a sala de aula).

A partir desse momento as meninas começaram a ficar dispersas com outra alunas que ficavam chamando por elas do lado de fora da sala. A oficina foi então interrompida porque a aluna Ionara disse que teria que ir embora com uma amiga (que não estava na oficina). Devido ao período de semana cultural as atividades na escola são liberadas após o recreio e os alunos podem sair mais cedo da escola com a prévia autorização dos pais. Ionara ia de carona e teve então que sair da sala, a amiga Zilmara disse então que teria também que sair e demos então por encerrada a oficina. Agradecemos a participação dos alunos e entregamos o lanche programado (biscoito de chocolate e sucos jandaia) Os alunos foram bastante cooperativos porque mesmo diante do grande barulho e da grande influencia externa de outros alunos ainda assim participaram da oficina.

Pudemos observar o interesse dos alunos sobre o tema apresentado. Achamos que se tivéssemos melhores condições a oficina teria transcorrido com mais sucesso. Nossa presença tida como estranha entre os outros alunos foi bastante marcada pelos fortes olhares e comentários ao nosso redor. Enquanto ministrávamos (ou tentávamos) a oficina várias vezes tivemos que abstrair o barulho externo.


CAMPANHA

Projeto adotado: OPERAÇÃO SORRISO DO BRASIL


Clique AQUI e assista ao vídeo introdutório do projeto

A Operação Sorriso do Brasil é uma ONG, sem fins lucrativos que se dedica a transformar a vida de crianças e jovens brasileiros portadores de fissura lábio-palatina (popularmente conhecida como lábio leporino) através da realização de cirurgias reparadoras gratuitas em hospitais públicos e privados do país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no caso específico do Brasil, tem-se cerca de 1 criança com fissura para cada 650 nascidas, e cerca de 5.800 novos casos todos os anos. Este problema, no Brasil, torna-se ainda mais alarmante, a partir do momento em que o sistema público de saúde não consegue atender nem metade das crianças que nascem com fissura no país. Como conseqüências criam-se imensas filas de espera pelo atendimento nos poucos hospitais públicos do país que oferecem esse tratamento.

O projeto teve início no ano de 1997 em Fortaleza, no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), por meio de um convite especial da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará.

A equipe interdisciplinar é altamente capacitada, passam por um criterioso processo de seleção da Operação Sorriso e a supervisão da Operation Smile. A instituição é formada por voluntários, médicos e leigos que dedicam seu tempo e conhecimento a devolver o sorriso e a dignidade às crianças fissuradas.

A agência de publicidade Blume Comunicação adotou o projeto e nos proporcionou criar e trabalhar toda campanha do projeto. Através da agência, tivemos a oportunidade de proporcionar soluções criativas e parcerias sólidas para o projeto. Conseguimos o apoio de grandes empresas que, como a Blume, adotaram essa causa tão bonita.

Criamos a campanha toda voltada para a arrecadação de doações da população destinadas a compra dos kits de alimentos especiais, higiene e medicação. Um aspecto interessante da ONG é que não abrimos as doações para alimentos individuais porque a Operação Sorriso faz questão de manter o mesmo padrão de alimentos doados em todo o mundo só podendo ser garantida pela compra dos alimentos direta.

A OPERAÇÃO NA PRÁTICA

1ª Fase - Avaliação:

Uma equipe interdisciplinar, que conta com cirurgiões plásticos, anestesistas, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, ortodontistas, geneticistas, enfermeiros e assistentes sociais examina clinicamente cada paciente inscrito no programa e depois de analisar e discutir cada caso, seguindo alguns critérios de prioridades pré-estabelecidos, fazem uma seleção dos pacientes que serão encaminhados para cirurgia.

2ª Fase – Divulgação dos Selecionados:

Depois da divulgação dos pacientes selecionados para operação, o paciente e/ou seu acompanhante recebe informações sobre o dia da cirurgia, cuidados pré-operatórios e data da internação hospitalar.

Em vários casos, os pacientes necessitam de alojamento e alimentação na cidade até o dia da cirurgia. O Operation Smile providencia esse alojamento, alimentação bem como transporte do paciente e acompanhante até o hospital.

3ª Fase: - A Cirurgia

As cirurgias são realizadas no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) (parceiro do programa) utilizando materiais e equipamentos de última geração, fornecidos pela Operação Sorriso Brasil e Operation Smile Internacional (através da importação de quase 2 toneladas de carga), proporcionando um atendimento e tratamento de alta qualidade.

4ª Fase – O Pós Operatório

Após a recuperação da anestesia, o paciente é encaminhado para seu quarto, onde será observado até a alta hospitalar.

Os cuidados com pós-operatório do paciente vão desde a higiene bucal (prevenir infecções) até a alimentação que, nesse momento, é especial sendo limitada a alimentos líquidos e pastosos.

O paciente (e acompanhante) receberá kits prontos de higiene e alimentação cedidos pelo programa (arrecadados através de doação da população) para garantir o sucesso da operação.

KITS:

KIT ALIMENTAÇÃO:

2 pacotes (45g) de Gelatina em pó com sabor (Exceto sabores cítricos)
2 pacotes (400g) de leite em pó
1 lata ou caixa (395g) de leite condensado
1 pacote (400g) de achocolatado em pó (chocolate ou morango)
1 pacote (400g) de mingau (qualquer sabor)
1 lata (400g) de Sustagem
1 pacote (500g) de canjica amarela
1 pacote (1kg) de arroz
1 pacote (1kg) de feijão
1 pacote (1kg) macarrão
1 pacote (1kg) de açúcar
1 lata (1l) de óleo

KIT HIGIENE:
1 sabonete (90g)
1 tubo de creme dental colgate (90g)
1 pacote de haste flexível
1 escova de dentes infantil colgate
1 enxague bucal com flúor colgate (250g)


KIT MEDICAMENTOS:
1 pacote de fita adesiva oral corega tabs
1 tubo de pomada Nebacetin (10g)

Apresentando projetos de patrocínio a cada apoiador conseguimos uma ampla ação que constava com:

- Uma loja cedida pelo shopping Iguatemi que serviria de ponto de doações e de esclarescimento (e divulgação) da própria ONG.

- Anúncios tamanho 4col x 20 cm no primeiro caderno do Jornal O Povo. (3 veiculações)

- VT 30'' veiculados na TV Cidade e na TV O Povo (8 a 10 inserções diárias em horário rotativo)

- Spot 30'' veiculado nas rádios componentes do Grupo D&E (Atlântico Sul, Jovem Pan e Cidade)

- Produção do VT gratuita com animações em 3D

- Produção do Spot pelo Studio Magoo

- Busdoor

- Produção de Blusas que eram doadas a cada doação feita na loja no valor de R$ 20,00.

- Produção de adesivos de carro doados a cada doação feita na loja no valor de R$ 1,00.

- Um skate elétrico que foi rifado

- Além da colaboração de vários estudantes do curso de Odontologia da UFC, através do grupo da OSCA - UFC.


Vídeo referente ao cheking de mídia dos apoiadores e com todas as peças da campanha.

A ação foi um sucesso e a loja se estendeu no shopping por mais uma semana (além do período programado). O grupo S

uper Rede entrou como parceiro doando todos os alimentos do kit especial de alimentação. Todo dinheiro arrecadado foi direcionado para as operações e compra de equipamentos. Em 1 semana 111 crianças foram operadas e mais 50 operações foram doadas para o Hospital Sabin. Todas as crianças receberam seus kits de alientação, higiene e medicação completos.



Os parceiros do projeto receberam um brinde de agradecimento: um bonequinho em biscuit símbolo da campanha "Tudo que é preciso é um sorriso".



DINÂMICA DA OFICINA NO PROJOVEM


Alunos concentrados participando da dinâmica: As partes do corpo Humano.

Leia abaixo o nosso planejamento e entenda tudo o que aconteceu por lá.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

OFICINA DE LEITURA CRITICA DA MIDIA - PROJOVEM

Facilitadoras: Andréia Campêlo, Caroline Rodrigues, Gabriela Aires e Morgana Melo.

Planejamento:

1° BLOCO:

Apresentação: Estrutura de uma agência e reflexão critica do papel da publicidade.
Conceitos a serem trabalhados: agência, criação, marcas, anúncios, importância da publicidade.
Metodologia de trabalho: Aula expositiva.
Objetivos: Mostrar a forte presença da publicidade na vida das pessoas, lançando bases para discussão do seu papel na sociedade.

Horário = 18h30min às 20h00min.

1) Dinâmica (25 minutos):
Para ajudar as pessoas a memorizarem os nomes uma das outra e desinibir a turma, será distribuído uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um. O facilitador explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem. A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna.

1- Alguém com a mesma cor de olhos que os seus:______________________
2- Alguém que viva numa casa sem fumantes__________________________
3- Alguém que já tenha morado em outra cidade________________________
4- Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras__________________
5- Alguém que use óculos__________________________________________
6- Alguém que esteja com a camiseta da mesma cor que a sua______________
7- Alguém que tenha irmãos ________________________________________
8- Alguém que tenha a mesma idade que você__________________________
9- Alguém que esteja de meias_______________________________________
10- Alguém que tenha um animal de estimação (Qual?)____________________

Após apresentação a turma será dividida em grupos onde será lançado o seguinte desafio: a equipe que lembrar o maior número de marcas de um setor num tempo determinado e sem repetição será a ganhadora. Por exemplo, será perguntado marcas do setor alimentício para equipe “A” e em seguida para a equipe “B” em forma de “bate-rebate”. As marcas serão anotadas no quadro e a primeira equipe que não conseguir lembrar de alguma marca perde a competição. Esse desafio servirá como contextualização do bloco teórico, onde será exposto que o responsável pela lembrança de tantas marcas pelas pessoas é a propaganda, e a partir disso mostrar como se estrutura uma agência de publicidade.

2) Bloco Teórico (15 minutos):
Através de aula expositiva, mostrar como funciona uma agência, sua divisão em setores: atendimento, planejamento, criação, produção e mídia, especificando as funções de cada um deles. Após esse esclarecimento, mostrar o portfólio de alguma agência, e algumas propagandas de grande sucesso.

3) Exercício Prático (20 minutos):
Os alunos irão produzir um anúncio para a escola. A turma será dividida em grupos, em cada grupo ficará um mediador da oficina, com o objetivo de oferecer uma orientação melhor. Serão distribuídas cartolinas e revistas para a produção da peça. Cada equipe será orientada a expor algum ponto negativo na escola que precise ser melhorado, sugerindo alguma forma de reverter essa situação, ou divulgar algum projeto importante da escola.

4) Reflexão sobre a atividade realizada (30 minutos):
Cada equipe apresenta seu trabalho lançando bases para a discussão sobre a importância da publicidade como veiculo de comunicação. A idéia é refletir criticamente sobre:
- A publicidade como fonte de informação;
- A publicidade como forma de promover transformações;
- A publicidade como instrumento de alerta e reflexão sobre problemas sociais.

Intervalo para o Lanche
(20h00min à 20h20min)

2° BLOCO:

Apresentação: Propagandas que chocaram a sociedade.
Conteúdos a serem trabalhados: Propagandas, censuras, preconceito.
Metodologia de trabalho: Apresentação de anúncios.
Objetivos: Refletir sobre o papel do publicitário como formador de opinião.

Horário: 20h20min às 21h30min.

1) Dinâmica (20 minutos):

Com o objetivo de criar uma comunicação fraterna e madura, serão distribuídos papéis para os meninos com desenho de um homem e para as meninas com desenho de uma mulher. Eles serão convidados a anotar na figura: Diante dos olhos: as coisas que viu e mais o impressionaram. Diante da boca: três expressões (palavras, atitudes) dos quais se arrependeu ao longo da sua vida. Diante da cabeça: três idéias das quais não abrem mão. Diante do coração: três grandes amores. Diante das mãos: ações inesquecíveis que realizou. Diante dos pés: piores enroscadas em que se meteu.
Colocar em plenário:
- Foi fácil ou difícil esta comunicação? Por quê?
- Este exercício pode favorecer o diálogo entre as pessoas e o conhecimento de si mesmo? Por quê?
- A publicidade tem dialogado com as pessoas de forma certa?

2) Bloco Teórico (15 minutos):
Através de uma exposição de anúncios impressos será mostrado várias propagandas que polemizarão a sociedade por apresentar elementos preconceituosos ou violentos.

3) Exercício Prático (20 minutos):
Os alunos irão produzir uma peça para os publicitários a fim de alertá-los sobre a melhor forma de falar sobre determinado assunto, cada equipe escolhe o assunto apresentado que lhe chamou mais atenção.

4) Reflexão sobre a atividade realizada (15 minutos):
Cada equipe apresenta seu anúncio refletindo sobre a melhor forma de se comunicar com a sociedade, ao mesmo tempo em que debatemos sobre o papel do publicitário como formador de opinião.
Relatório:

No dia 21 de Novembro, numa quarta-feira, foi realizado a Oficina de Leitura Critica da Mídia no Colégio Torres de Melo. Os alunos que participaram fazem parte do PROJOVEM, projeto composto por jovens de 18 a 24 anos que terminaram a quarta série, mas não concluíram a oitava série do ensino fundamental e não têm vínculos formais de trabalho. As inscrições foram feitas dois dias antes da Oficina e a coordenação do curso liberou das aulas os alunos que tinham interesse em participar.
A primeira impressão ao entrar numa sala de aula com 27 alunos foi um pouco assustadora, a turma estava bastante agitada e também curiosa em saber o que realmente íamos fazer naquela noite. A oficina foi iniciada com duas dinâmicas que acabou envolvendo muito os alunos e nos ajudando em uma maior interação com a turma. Houve alguns alunos que apresentaram resistência em fazer as atividades, mas não comprometeu o desempenho da turma em geral.
A dinâmica de apresentação foi bastante animada e os alunos realmente se envolveram em encontrar pessoas que se encaixassem nas descrições do questionário e assinasse o nome na lacuna, o que permitiu um conhecimento dos nomes um dos outros (apesar de muitos já se conhecerem).
Em seguida a turma foi dividida em quatro equipes onde o desafio de se lembrar o maior número de marcas do setor alimentício foi lançado, a brincadeira despertou o espírito de liderança de muitos participantes que se mostravam ativamente interessados em ganhar a disputa.
Após 20 minutos de descontração, refletimos sobre o responsável por lembrarmos tantas marcas, chegando à conclusão que a propaganda era a grande referência para essas lembranças. Após essa conclusão, uma aula expositiva, mostrou como funciona uma agência, sua divisão em setores: atendimento, planejamento, criação, produção e mídia, especificando as funções de cada um deles, mostrando também algumas propagandas de sucesso.
Em seguida as mesmas equipes formadas na dinâmica, se reuniram e produziram anúncios, utilizando como materiais revistas e cartolinas. As quatro equipes divulgaram o PROJOVEM como um projeto muito importante para a comunidade. Os cartazes foram fixados nos corredores da escola.
Logo após o lanche, iniciamos a Oficina com uma dinâmica individual onde eles escreviam nas partes do corpo de um desenho de menino ou menina o que eles lembravam, por exemplo: Diante dos olhos, as coisas que viu e mais o impressionaram. Foi uma dinâmica interessante onde houve uma grande concentração por parte dos alunos.
Após a dinâmica foram apresentadas várias propagandas que polemizarão a sociedade por apresentar elementos preconceituosos ou violentos.
Em seguida os alunos produziram um cartaz para os “publicitários” alertando-os sobre a melhor forma de se comunicar, os assuntos escolhidos foram: racismo, drogas e preconceito de classe social. A atividade rendeu discussões sobre o uso de drogas na escola, e atitudes racistas no meio social, o que acabou nos levando a refletir sobre o papel do publicitário como formador de opinião.
Enfim, a Oficina foi “especial” para todos que participaram. No fim da noite muitos alunos que haviam participado até agradeceram por nossa presença. Foi uma noite de extrema importância para nós facilitadores, que na verdade mais aprendemos do que ensinamos.





sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Finalização dos trabalhos em Timbaúba

O pessoal todo animado apresentando o resultado de mais um dia de trabalho.
Oficina de diagramação.
Facilitadoras: Callen e Gisele

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Formação de Monitores do Parc

Formiguinhas estão todas convocadas à participar.

Temas:

  • 6/10- parte I

A formação de monitores

O que é o Parc

O porque desse trabalho

Como se dará a formação

Explicação da dinâmica da formação

Explicação do trabalho final

Entrega do cronograma

- parte II

A comunicação comunitária/ alternativa/ radical

Qual a razão para essas comunicações?

Como se dão? (exemplos)

  • 20/10

A leitura crítica da mídia.

A apropriação dos conteúdos massivos.

Comunicação comunitária X comunicação de massa?

  • 27/10

O 3ª setor: como se constrói e porque.

Filme: Quanto vale ou é por quilo?

  • 10/11

Experiências em comunicação comunitária

(apontamentos para o trabalho com o MST)

  • 17/10

O trabalho do monitor: oficinas

Razões

Planejamentos: o que é necessário?

Visita de campo:

o trabalho com a comunicação fora dos grandes meios.

( adequado à disponibilidade de tempo dos participantes)

A prática da oficina:

A leitura crítica da mídia na escola.

(adequar à disponibilidade de tempo dos participantes)

4 horas

Carga horária total de 22 horas


Horário: 9h as 12h


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Comunicação Comparada no Formigas do Parc

A partir de agora os alunos da disciplina Comunicação Comparada 2007.2 também vão poder colaborar com o nosso blog.
Sejam bem vindos!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Começam os trabalhos em Timbaúba


Este sábado se iniciaram as oficinas no Espaço Cultural Manduca Marinheiro, localizado em Timbaúba, distrito de Chorozinho. A leitura crítica da mídia inaugurou a parceria com os organizadores e colaboradores do informativo "Fala Timbaúba".

Além de discussões sobre o que é mídia e por que fazer uma leitura crítica,foram levantados temas da produção jornalística como fait-divers, agenda-setting, newsmaking, gatekeeper e espiral do silêncio.

A comunicação comunitária como alternativa ao distanciamento dos temas massificados. A produção comunitária possibilitando uma aproximação com o universo da comunicação estabelecendo formas de provocação e mobilização.

No próximo dia 15 os gêneros informativos adentram a BR 116 para descobrir a Timbaúba.

Abaixo e ao lado, os produtos finais dessa oficina.

Produção da oficina de leitura crítica da mídia em Timbaúba