segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Oficina de Comunicação Básica

As demandas da sociedade em relação a faculdade são imensas, e nesta cadeira tivemos a oportunidade de devolver a população todo o incentivo que eles nos dão para podermos receber e desenvolver conhecimento. Também podemos testar nossos conhecimentos em relação a todos esses anos de esudos árduos e cansativos, porém não menos gratificantes.

Nossa turma recebeu o desafio de levar à instituições sem fins lucrativos qualquer um resumo de nossa faculdade, o que não é fácil. Teriamos que delimitar um tema em específico dentro do nosso campo de conhecimento e repassá-lo a essa instituição. O tema escolhido por mim e por meus colegas foi um resumos básico de comunicação visual. Escolhemos esses tema pois notamos um grande "anafalbetismo visual" [segundo Donis A. Dondis] e nos sentimos na obrigação de ensinar a essas pessoas uma melhor forma de se expressarem com comunicados qualquer, seja ele uma simplas carta até mesmo um grande cartaz da instituição.A instituição escolhida para poder se trabalhar foi o NAISCA.

O NAISCA é uma entidade sem fins lucrativos, fundada por iniciativa de pais, profissionais, amigos e responsáveis por crianças e adolescentes com siíndrome de dawn. Seu site é: www.naisca.org.br

A oficina foi ministrada às organizadoras da instituição para que elas possam transmitir corretamente as informações da instituição a quem elas quiserem. E, quando recorrerem a terceiros, que elas possam avaliar e saber se o que elas pagaram está correto ou não e apontar o erro.

A ofinica teve como objetivo: ensinar aos participantes como fazer comunicados em geral. Como conteúdo teve: explicar o conceito de comunicação dentro do contexto da oficina; mostrar e explicar o atual modelo comunicacional; explanar rapidamente sobre marketing e mostrar os 4P's; ensinar como fazer uma "boa publicidade"; mostrar as bases do design gráfico [planejamento visual] e sobre cores na comunicação.

A metodologia aplicada foi: distribuição de mini-apostilas com o conteúdo da oficina; aulas de explicações sobre o conteúdo; análises de peças comunicacionais; criação de anúncios/comunicados e análise posterior. A aferição de resultados foi feita através da análise do material criado pelos alunos da oficina.

A oficina foi dividida em duas partes devido a disponibilidade de tempo de ambas as partes envolvidas. A primeira parte da oficina [ministrada por Thiago de Sena] foi aplicada na quarte-feira, dia 12 de novembro, as 19 horas. Foi ensinado a 5 mulheres as bases comunicacionais: delimitação do termo comunicação para efeito da oficina; explicação de modelo comunicacional e como ele se aplica na prática; explicação da ligação ente comunicação, marketing e os 4P's; como comunicar bem [o que comunicar, para quem comunicar, onde comunicar, como comunicar e como aferir os resustados da comunicação]; regrinhas básicas para um boa comunicação [ser simples, direto, só falar o essencial, etc]. A segunda parte [ministrada por Mayara Brito e Rafael Salvador] no domingo, 30 de novembro. Foi explicado a função das cores e seu significados na comunicação e ensinado as bases do design gráfico [proximidade, alinhamento, contraste e repetição]. Dessa forma, juguo-se válido a proposta de ensinar a teoria de uma boa comunicação [primeira parte da oficina] e a prática de como colocá-la, literalmente, no papel.

A aferição do resultado da oficina foi visto ao longo das própria aulas, pois as alunas traziam material que elas tinham feito anteriormente e como depois da oficina elas haviam mudado o este material. Foram mostrando o que elas haviam percebido de errado e elas mesmo questionavam agente como poderia ficar melhor. Apontamos os acertos e parabenizamos-as e depois mostramos os erros e ensinamos uma melhor forma de fazer.

A alunas mostraram-se bastante interessadas em receber o conhecimento e perguntavam bastante. As oficinas chegaram a duras cerca de 3 horas cada devido as dúvidas e análises de peças, constituindo um total de cerca de 6 a 7 horas de oficina [juntando os 2 dias].

Ao fim do último dia, fomos bastante agradecidos pelo conhecimento transmitido. Elas se mostraram bastante felizes de estarem agora áptas a fazer uma comunicação simples, porém bastante eficiente.

Foi bastante gratificante fazer essa oficina. Nós nos sentimos valorizados e realmente testados em relação aos nossos prórpios conhecimento. Agradecemos aos professores Márcia Vidal e Ana Cesaltina por essa oportunidade e pelas devidas orientações. Abaixo algumas fotos do evento:


























Peça criada para divulgação da instituição [banner]:

domingo, 30 de novembro de 2008

Oficina de Leitura Crítica da Mídia - "Transformando um Presidente"


Relatório – Oficina de Leitura Crítica da Publicidade

Facilitada pelos alunos: Maíra Bosi, Erika Pires, Renan Moreira e Letícia Coutinho
Tema: “Transformando um Presidente” – a representação do candidato Lula em cada campanha eleitoral.

Realizada na EEFM Joaquim Albano, situada na Rua Júlio Siqueira, 390, a Oficina teve como tema ilustrativo as campanhas eleitorais do atual Presidente Lula.
A equipe entrou em contato com a escola e esta logo demonstrou interesse em autorizar a realização da Oficina. No início, entretanto, os professores acreditavam que os alunos, por já passarem a semana inteira na escola, não se disponibilizariam a participar da atividade, que seria realizada na manhã do sábado, dia 8 de novembro.
Persistentes, durante a semana, passamos nas salas de aula, fazendo o convite aos alunos e explicando como seria a sistemática da Oficina. Como resultado dessa visita, tivemos 23 alunos presentes no dia programado. A maioria do 1º ano do Ensino Médio.
Abaixo, segue o detalhamento da Oficina.



8h –. Realização da eleição simulada.

A eleição foi uma forma descontraída de iniciar o debate acerca do marketing político e da propaganda. Nela, havia 3 candidatos que, na verdade, eram representados pela mesma pessoa mas, em cada cartaz, o ator em questão estava com um visual diferente (roupa, postura, cores de fundo, logomarcas etc.). A idéia era ver qual candidato sairia eleito, numa eleição pautada apenas pelo impacto visual. Essa mesma experiência foi realizada na UFC, no curso de comunicação.


8h30 - Apresentação da proposta, tema e objetivos da oficina


- Conversa sobre a influência da Publicidade nas escolhas pessoais.
Nessa etapa, questionamos os participantes sobre o que influencia suas compras, se eles já adquiriram algum produto por causa da publicidade, quais as ferramentas de sedução que a publicidade normalmente se utiliza etc.
Posteriormente, explicamos alguns formatos de anúncios (ex: jingle, spot, VT, impressos, outdoor e suas especificidades) tanto no que diz respeito à criação quanto à recepção unto ao público-alvo.

9h30 – Exibição de vídeos das campanhas do Lula em 1989, 1994 , 1998, 2002 e 2006.
- Discussão dos trechos assistidos, sob a ótica da representação do presidente Lula em cada um e a mudança que a imagem dele sofre ao longo dos anos.


10h15 – intervalo (lanche)


10h30 – Exibição de trechos do filme documentário “Entreatos”, de João Moreira Salles
Os trechos selecionados mostravam momentos de bastidores de gravação de programas políticos e de reuniões com Duda Mendonça, publicitário responsável pela campanha política. A intenção era mostrar como a imagem do político, durante o período eleitoral, é construída minuciosamente. Adicionar imagem

11h – Breves comentários acerca do processo publicitário (setores de uma agência).
- Resultado da eleição simulada. [empate entre Newton Jr. (candidato 2) e Isaac Newton (candidato 3), cada um com 10 votos e 3 votos para o candidato 1: Zé Newton]

Durante toda a Oficina, os alunos estiveram bem atentos e participativos. Alguns demonstraram interesse na área de Publicidade e contestaram nossas indagações, além de comentarem fatos relacionados com suas vidas.

A exibição do filme documentário foi muito bem recebida por eles, que permaneceram atentos e curiosos com os bastidores da campanha eleitoral.
Ao final, quando divulgamos o resultado da eleição simulada, cada um explicou o motivo do seu voto e salientou como a imagem realmente interfere na escolha e como é importante analisar os outros aspectos dos candidatos.
Todas as atividades foram realizadas de forma bem próxima aos alunos, chamando-os a efetivamente realizar a Oficina conosco, de forma que a troca de conhecimento e informação fosse mútua.
Ao terminarmos, alguns deles falaram que tinham gostado bastante e perguntaram se iríamos outras vezes por lá. Fato esse que nos deixou bem satisfeitos e com a sensação de dever cumprido!


Terminada a oficina, espalhamos pelas paredes da escola os cartazes dos três candidatos fictícios com uma tarja por cima que fazia questionamentos como: “eleitor ou consumidor?” e “candidato ou produto?”, estimulando o pensamento crítico acerca do fato de o político ser tratado como produto de consumo durante as campanhas eleitorais. A campanha educativa teve também o objetivo de ampliar as discussões da oficina para os outros alunos/frequentadores da escola, em outros momentos.

Oficinas de leitura crítica da mídia e blog

Facilitadores: Alan Santiago, Bruno Reis e Débora Medeiros

Que quase todo adolescente tem orkut, independente de possuir um computad
or em casa, é fato: eles sempre dão um jeitinho de acessar a Internet, seja na lan house, na casa de amigos ou na escola. Porém, a quantidade de blogs mantidos por jovens é bem menor que a de perfis em sites de relacionamento, apesar das possibilidades que um blog oferece.

Pensando nisso, a equipe propôs uma parceria à direção da Escola Municipal de
Ensino Fundamental Professor Luís Costa, no bairro Luciano Cavalcante: durante um sábado inteiro, alguns alunos da escola participariam de uma oficina que não só os ensinaria a trabalhar com as ferramentas básicas de um blog como também despertaria seu senso crítico para os produtos da mídia. A vice-diretora, Eliane, se mostrou empolgada com a idéia, que estava em consonância com um projeto de incentivo à leitura implantado pela escola. Assim, no sábado, 29 de novembro de 2008, ela e a diretora, Márcia, abriram as portas da escola para a equipe e mais 18 alunos do 6º e do 7º ano. O resultado foi o blog Jovens na Escola, que fala sobre mídia, divulga notícias da escola e expõe os gostos de cada aluno.

Cronograma


MANHÃ:
Oficina de leitura crítica da mídia


8h - 8h20: Bloco de apresentação

Os facilitadores se apresentaram para a turma, falando um pouco sobre a própria vivência no curso de Comunicação Social, suas experiências profissionais e contatos com a mídia. Depois, pediram que cada aluno dissesse o próprio nome, idade e de que forma costuma se informar e se comunicar.
Objetivo:
Promover o
entrosamento entre a turma e conhecer os usos que os alunos fazem da mídia, para subsidiar as discussões teóricas.

8h20 - 9h: Primeiro bloco teórico
Foram abordadas os seguintes tópicos:
- o que é mídia;

- agenda social;

- critérios de noticiabilidade
;
- como os jornais fazem a cobertura dos casos, o que é e o que não é notícia, que elementos fazem uma coisa ser notícia e outra não.
Objetivo: Despertar um olhar crítico para os processos que estão por trás dos produtos midiáticos aos quais a turma tem acesso no seu dia-a-dia.

9h - 9h40: Dinâmica ''Júri Simulado'' A turma foi dividida em três partes, baseadas no funcionamento de um tribunal: acusação, defesa e júri. O réu? O papel da mídia no caso Eloá. A defesa deveria dizer por que considerava correta a atuação dos veículos de comunicação no desenrolar do caso, enquanto a acusação deveria apontar falhas nessa mesma atuação que tenham levado à tragédia que deu fim ao caso. Cabia ao júri mediar a discussão, fazendo questionamentos a ambas as partes e, ao final, dando seu veredicto, que também deveria ser bem fundamentado. A turma se envolveu bastante na dinâmica, ambos os lados apresentaram argumentos válidos e convincentes e os alunos que compunham o júri souberam levantar questionamentos tanto para a defesa quanto para a acusação, aprofundando o debate e se apropriando dos conhecimentos recém-adquiridos no bloco teórico.
Objetivo: Mobilizar a turma a expor as próprias opiniões, exercendo sua capacidade argumentativa.

9h40 - 10h: Intervalo para o lanche


10h - 10h10: Resultado e avaliação da atividade ''Júri Simulado''

O júri considerou que a mídia tinha tido uma atuação falha no caso Eloá, contribuindo para o seu desfecho. No entanto, também reconheceu a validade de um dos principais argumentos da defesa: é papel da mídia informar o que acontece e, portanto, buscar os fatos. Isso serviu de gancho para o segundo bloco teórico.

10h10 - 10h40: Segundo bloco teórico

Assuntos como s
ensacionalismo, espetacularização, e o que não é coberto pela mídia foram discutidos, ainda levando em conta o resultado do júri. Diebateram-se as formas como se dão as coberturas, como elas poderiam acontecer, e por que certas notícias, apesar de úteis, ficam de fora dos noticiários.
Objetivo: Demonstrar que é possível fugir das fórmulas sensacionalistas e que o público também desempenha um papel importante nesse processo, ao exigir coberturas mais responsáveis. Além disso, informar que os jornalistas devem seguir um Código de Ética e ser penalizados quando o Código é desrespeitado, pois isso pode acarretar repercussões graves na sociedade.

10h40 - 11h40: Confecção de painéis ''A mídia que temos/A mídia que queremos''
A turma se dividiu novamente em três equipes, cada uma responsável por construir painéis com recortes de revista e frases que ilustrassem exemplos de como a mídia se comporta atualmente e como eles gostariam que ela se comportasse.
Objetivo:
Sintetizar as idéias discutidas no bloco te
órico e lançar novas perspectivas sobre o que seria a "mídia ideal", na opinião do público.

11h40 - 12h: Apresentação dos cartazes e avaliação da atividade
Cada equipe explicou as idéias contid
as no seu cartaz e ouviu opiniões da turma.
Objetivo: Incentivar a troca de idéias entre os participantes.


TARDE: Construção de um blog da turma

13h -13h20: Bloco teórico ''O que é blog''
Os facilitadores f
alaram das possibilidades embutidas em um blog: falar para o mundo todo, instantaneidade, recursos multimídia, atualidade. Além disso, explicaram um pouco da dinâmica de funcionamento de um site nesse formato e suas principais vantagens para o internauta comum.
Objetivo: Revelar a possibilidade de o público interagir mais com a mídia, inclusive, expondo a própria perspectiva diante dos fatos, uma das utilidades do blog.

13h30 - 14h30: Exemplos de blogs e sites de notícias
A turma pôde navegar por alguns sites e perceber como eles funcionam. Cada aluno foi in
centivado a escolher uma postagem em um dos blogs que visitou para deixar um comentário.
Objetivo:
Levar os alunos a se familiarizar com o modo de funcionamento desses sites, que têm mecanismos diferentes dos sites de relacionamentos que a maioria costuma visitar. Ensinar a turma a deixar come
ntários nos blogs e, assim, interagir com o conteúdo postado por outros.

14h30 -15h: Intervalo para lanche


15h -15h30: Orientação para criação de um blog na plataforma Blogger

Os facilitadores criaram, junto com a turma, um blog no site blogger, explicando o processo passo-a-passo.
Objetivo: Incentivar a criação de blogs individuais e a manutenção do blog criado durante a oficicina.

15h30 - 16h30: Produção de conteúdo para o blog

Cada aluno ficou responsável pela criação de uma postagem para o blog, podendo escolher entre tema-livre, notícias da escola e mídia. As postagens poderiam contar com vídeos e fotos.
Objetivo:
Mostrar como funcion
a o editor de textos do blogger e ensinar os alunos a utilizar a busca de vídeos e imagens no Google, para depois inseri-los no editor de textos. Incentivar a autonomia dos alunos para manter o blog atualizado com conteúdo próprio e multimídia.

16h30 - 17h: Dinâmica de encerramento
Facilitadores e membros da turma se deram as mãos, soltaram-nas e se dispersaram pela sala. O objetivo era dar a mão novamente a quem estivera antes ao lado e voltar ao círculo anterior, trabalhando em conjunto.
Objetivo:
Destacar a importância da cooperação para alcançar metas em um trabalho coletivo como o blog criado durante a oficina.


Oficina de Leitura Crítica da Publicidade

A Oficina “Publicidade no Cinema” foi realizada na Escola de Ensino Fundamental Centro dos Retalhistas no dia 28 de Novembro pelos alunos Renan Ayala, Rayana Vasconcelos, Liana Oliveira e Gessyca de Oliveira, da disciplina Comunicação Comparada, do curso Comunicação Social (habilitação em Publicidade e Propaganda), da UFC.
As inscrições ocorreram no dia 25 de Novembro, durante a visita que Rayana e Renan fizeram às duas turmas da 9ª série da manhã, com um total de 39 alunos inscritos (apesar da restrição inicial de 25 vagas), mas compareceram apenas 19 interessados na oficina que se realizou de 13:30h à 17:30h.

O contato com os alunos iniciou-se com uma apresentação da equipe e do que seria abordado durante as 4 horas seguintes. Em seguida, foi realizada uma apresentação pessoal de cada aluno, que expôs o que o motivou a participar da oficina. Essa foi uma rápida análise da primeira impressão que tinham sobre o tema: acharam o tema interessante e se mostraram bastante curiosos.
Após essa apresentação, os alunos foram encaminhados para a biblioteca, já liberada para a oficina, da qual dispomos de equipamentos técnicos necessários à concretização da mesma.
Já bem acomodados no novo ambiente, Renan pode iniciar a oficina com uma explanação de como surgiu a publicidade, para contextualizar os alunos. Ainda nesse sentido, explicou a diferença entre Publicidade e Propaganda, assim como também a estrutura de uma Agência de Publicidade. Nesse momento, os alunos mostraram-se bastante interessados a respeito de todos os setores, destacando-se a curiosidade a respeito do setor de mídia, com bastante perguntas sobre preços, veiculações, público-alvo de veículos. As curiosidades e dúvidas foram respondidas através de vários exemplos de anúncios. Nesse momento, percebemos o pouco conhecimento dos alunos a respeito da Publicidade: alguns não sabiam, por exemplo, diferenciar um anúncio de uma matéria de revista.
Depois de curiosidades despertadas e dúvidas esclarecidas, foram distribuídas revistas a todos os alunos, que foram estimulados a escolher o anúncio que mais lhe chamava a atenção e que despertava neles a vontade de comprar o produto anunciado. Essa ação foi seguida de uma explicação, por cada aluno, do porquê da escolha. Percebemos que a beleza das imagens era o que mais lhes chamava a atenção, principalmente imagens com modelos do sexo feminino (a saber: a maioria dos participantes da oficina eram garotas).
Em seguida, Gessyca expôs um breve histórico do cinema, com exemplos de filmes que marcaram cada época. A hora do recreio coincidiu com a hora do intervalo que daríamos para os alunos lancharem. Servimos como lanche pipoca e refrigerante, bem no clima de cinema. Ao retornarem, realizamos uma dinâmica de concentração com os alunos, na qual continuariam uma história iniciada pelo Renan, ambientada no cinema: “Eu fui ao cinema e...”. Depois dessa inserção divertida dos alunos novamente no tema, Liana expôs a história do surgimento do trailer e sua trajetória ao longo dos séculos XX e XXI, o que serviu como uma contextualização da junção da linguagem publicitária com a cinematográfica. Durante essa exposição foram exibidos diversos trailers de filmes famosos, o que chamou bastante atenção dos alunos.
Depois de contextualizados, Rayana falou sobre o mercado de publicidade no cinema, as vantagens de se utilizar o cinema como mídia, como é o processo de compra de espaços, e sobre merchandising. Durante essa exposição, os alunos fizeram muitas perguntas, principalmente sobre merchandising - como é veiculado, o que pode ser considerado merchandising e o que não pode, a popularização do termo, entre outras dúvidas - esclarecidas pelos ministradores da oficina. Aliás, os membros da equipe sempre participavam de todas as exposições, ajudando uns aos outros com algumas observações interessantes e complementares, uma vez também que eram muitos alunos fazendo muitas perguntas ao mesmo tempo. Para enriquecer a apresentação, Rayana apresentou cenas de filmes (Velozes e Furiosos, Se eu fosse você, O Diabo veste Prada) em que os alunos deveriam observar e apontar os momentos em que aparecia merchandising de marcas famosas, aguçando, assim, o poder de observação dos estudantes.
Este último tópico foi importante para dar conhecimentos aos alunos para a próxima etapa da oficina, que foi a produção de um roteiro de uma cena de filme, onde teriam que inserir o merchandising de um produto.
Após dadas noções básicas de como se produzir um roteiro, os alunos dividiram-se em equipes para a produção do roteiro. Após esse exercício, cada equipe apresentou seu roteiro através de encenação. Notamos que os alunos souberam sintetizar tudo o que aprenderam durante a oficina, com a criatividade contextualizada por seus estilos e hábitos.
Para essa etapa da oficina,os alunos foram transferidos para a sala na qual iniciamos a oficina. A despedida foi calorosa, e os alunos mostraram que a oficina foi produtiva, mostrando interesse em participarem de novas oficinas ministradas pelos alunos do curso.
Ao longo da oficina, observamos a sua importância para os alunos no que diz respeito à sua capacidade de observação e crítica em relação à publicidade que está sempre presente na vida deles. Com certeza, depois de toda a exposição realizada pela equipe, os alunos assistirão aos filmes com outros olhos, além de transmitirem o que aprenderam a outras pessoas. Uma tarde enriquecedora para os alunos e para os membros da equipe, que tiveram um retorno positivo e gratificante.



Oficina de Rádio Escolar - Parte I


As formigas do Parc ajudaram na construção de mais uma rádio escolar: a da Escola de Ensino Fundamental Estado do Paraná, no Montese. A parceria escola/Parc resultou na realização da seqüência de oficinas que muniu líderes e vice-líderes de turma com informações, criticidade e técnicas radiofônicas.

Depois de adquirir um equipamento de som, os gestores da escola imaginaram: por que não fazer desse material o instrumento para a criação de uma rádio feita pelos alunos? Segundo a coordenadora Maria Aparecida, o objetivo principal era envolver os jovens em atividades de fora da sala de aula e aproximá-los mais da escola. Por isso, ela chamou o Parc.

Torná-los aptos para a produção da rádio escolar exigiu o trabalho de cinco formigas: Emanuele Sales, Luar Brandão, Roberta Félix, Mayara Araújo e Lílian Oliveira. O cronograma foi dividido em dois módulos: possibilidades do rádio para a escola, facilitado pelas duas primeiras; e técnicas do rádio escolar, pelas últimas. Este texto é resultado do primeiro módulo do projeto.




Durante duas semanas, entre imprevistos e alunos dispersos, desenvolvemos as oficinas "teóricas" sobre a rádio-escola para duas turmas: a da manhã e a da tarde. Abaixo, o roteiro executado na primeira parte do projeto:

Dia 15/10

Turma tarde:

14h às 14h20: Apresentações entre equipe e alunos. Explicação do projeto rádio escolar e do cronograma das oficinas.

14h20 às 14h50: Conversa sobre os programas de rádio que eles ouviam. A discussão foi o mote para entrarmos na leitura crítica do rádio.

14h50 às 15h: Apresentação do rádio como veículo de informação, não só de entretenimento.

Turma Manhã:

Não compareceu.

Dia 20/10

Turma tarde:

14h às 14h45: Rádio-foro Topic 55 e leitura crítica. Discussão sobre diferentes possibilidades do rádio.

14h45 às 15h: Introdução aos formatos radiofônicos: rádio-drama e boletim informativo.

Turma Manhã:

Não compareceu.

Dia 22/10

Turma tarde:
14h às 14h30: Roteiro e execução de um rádio-drama pela turma dividida em equipes.

14h30 às 14h45: O gênero rádio-revista e seus formatos.

14h45 às 15h: Rádio-foro Programa Outras Ondas 2008.1 (Parte 1).

Turma Manhã:

15h às 15h15: Apresentações entre equipe e alunos. Explicação do projeto rádio escolar e do cronograma das oficinas.

15h15 às 15h30: Conversa sobre os programas de rádio que eles ouviam. A discussão foi o mote para entrarmos na leitura crítica do rádio.

15h30 às 15h50: Rádio-foro Topic 55 e leitura crítica. Discussão sobre diferentes possibilidades do rádio.

15h50 às 16h: Dinâmica de locução a partir de textos de jornal impresso, apresentando o formato boletim informativo.

16h às 16h30: O gênero rádio-revista e seus formatos. Rádio-foro Programa Outras Ondas 2008.1 (Parte 1).

Dia 23/10

Turma tarde:

14h às 14h30: Rádio-foro Programa Outras Ondas 2008.1 (Parte 2). Discussão sobre reportagem, rádio-debate, boletim informativo, entrevista e gêneros de entretenimento.

14h30 às 15h: Discussão de como esses formatos poderiam ser abordados pelos alunos para a rádio escolar.

Turma da manhã:

Não compareceu.

Dia 27/10
Feriado

Dia 29/10

Turma da tarde:

14h às 14h20: O que é lide / Produção de um lide.

14h20 às 14h30: Recapitulação dos formatos radiofônicos.

14h30 às 15h: Produção do roteiro de pré-projeto / Anúncio do módulo 2.

Turma da manhã

15h às 15h30: Rádio-foro Programa Outras Ondas 2008.1 (Parte 2). Discussão sobre reportagem, rádio-debate, boletim informativo, entrevista e gêneros de entretenimento.

15h30 às 16h: Discussão de como esses formatos poderiam ser abordados pelos alunos para a rádio escolar.

16h às 16h30: O que é lide / Produção de um lide / Leitura de cada um em voz alta.

16h30 às 17h: Produção do roteiro de pré-projeto / Anúncio do módulo 2.


Com os alunos da tarde encontramos mais dificuldades. Alguns não sabiam mesmo porque estavam ali, mas a gente explicou ;p. Outros não acreditavam "nessa história de rádio". No fim das contas, no entanto, percebemos o envolvimento e o interesse em querer aprender. E eles aprenderam.




Os alunos da manhã, apesar de mais novos, tinham uma criticidade mais aguçada, que nos favoreceu. Devido à falta de organização da coordenação, essa turma não compareceu a três dos encontros. Resolvemos, então, estender as oficinas em mais de uma hora (este era o tempo estipulado para cada aula).

Foram cinco horas de oficinas para a turma da tarde e três horas e meia para a da manhã. Por esta ser uma turma mais tranqüila, em que não perdíamos tempo com dinâmicas de concentração, o tempo menor não causou prejuízos.

Ao final das oficinas, percebemos que o conteúdo planejado foi executado com sucesso e aproveitado pelos participantes. Os alunos estavam preparados para a segunda etapa das oficinas para a rádio Escola Estado do Paraná.