quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Oficina de Jornalismo Impresso
6 de dezembro, entre 16 e 18h
Após conversar com o titular da disciplina, decidimos trabalhar o gênero coluna com os alunos, focando nas dificuldades que eles possuíam em português.
A oficina iniciou-se com a conceituação do que era uma coluna e a apresentação de suas diferenças em relação a outros tipos de textos opinativos. Na sequencia, trouxemos diversos exemplos do que são colunas em suas variadas vertentes (esportiva, social, política...) e fizemos um resgate histórico de seu surgimento no Brasil.
A partir daí, começou a parte prática da oficina. Trouxemos vários exemplos de erros em textos de colunas (alguns forjados, outros publiicados nas colunas originais) dos mais diversos tipos, desde gramaticais até erros de informação. Também trouxemos exemplos em que eles mesmos tiveram que localizar os erros, corrigindo-os em seguida.
Para finalizar, todos encaminharam-se ao laboratório de informática, onde puderam desenvolver o que acabaram de aprender em sala, produzindo uma coluna de dois drops. O tema foi definido pelos próprios alunas, que enviaram usa colunas para a professora Márcia Vidal em seguida, que encarregou-se de corrigi-los
Oficina de Texto para TV
A equipe ministrante, composta por Fernando Benevides, Nayana Siebra, Raissa Câmara, Ranniery Melo e Roberta Tavares, alunos da disciplina de Jornalismo no 3º Setor, procurou, através de exemplos práticos, mostrar o processo de construção de um texto telejornalístico.
Num primeiro momento, Raissa contribuiu com informações relacionadas à estrutura organizacional e cotidiano de uma redação de TV, pontos necessários para compreender a agilidade com a qual os textos devem ser escritos. Os alunos que participavam da oficina demonstraram-se bastante interessados nesse momento, fazendo diversas perguntas sobre o que Raissa falava.
Em seguida, Roberta explicou as características do texto para televisão, mostrando a relação do texto com a imagem e os erros comuns que devem ser evitados. Nayana e Ranniery, então, explicaram a estrutura básica das diversas maneiras como a informação pode ser dada num telejornal, abordando a questão da notícia, dos elementos de uma reportagem (off, sonora, passagem), etc. Fernando propôs um exercício de adaptação de um texto em meio impresso para a linguagem televisiva. Os alunos de Jornalismo da Terra colaboraram dando sugestões de como o texto poderia ser aperfeiçoado.
Por fim, a turma foi dividida em duas salas para a realização de um exercício prático. A partir de uma reportagem exibida pelos oficineiros, os alunos deveriam construir um comentário baseado nas características do texto para TV. O momento proporcionou uma troca de ideias sobre o conteúdo abordado e os alunos puderam ter um espaço para sanar suas dúvidas com maior clareza.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Oficina de Jornalismo na Internet II - 2011
A equipe, formada pelos alunos Isabela Bosi, Juliana Diógenes, Mariana Freire, Marina Mota e Nut Pereira se dividiu em dois grupos. As duas primeiras realizaram a oficina no laboratório de informática B, enquanto que o restante ministrou os conteúdos no laboratório A.
Primeiramente, a equipe realizou uma dinâmica de apresentação entre os participantes, em que cada um disse o seu nome e o local de origem. Depois, foi feita uma explanação sobre as características do texto de internet (texto curto e direto, multimidialidade, hiperlink e fontes na internet).
No segundo momento da oficina, a turma trabalhou com a correção de um texto para a web. Os participantes identificaram características antes mencionadas e sugeriram mudanças, como o encurtamento do texto, imagens e vídeos.
Em seguida, foram distribuídas notícias de jornal impresso entre os participantes da oficina. O objetivo era de que os textos fossem adaptados nos moldes do webjornalismo. Os alunos produziram os textos sob a orientação dos oficineiros.
Alguns, mas ágeis, terminavam em dez minutos. Outros pediam calma, fazendo-nos perceber que cada um tem um ritmo, um tempo, uma cadência. E o curioso de dar oficinas é justamente saber respeitar cada estudante como se fosse você próprio. Foi possível aprender bastante com cada um, à sua maneira.

Durante a orientação dos oficineiros, alguns estudantes pensavam em voz alta as teorias mencionadas na primeira hora de aula, demonstrando ter captado bem o assunto. Perceber o interesse constante deles nos motivava a ter mais e mais vontade de estar do lado, acompanhando.
Foi notável o interesse maior deles na segunda parte da aula: a mão na massa. Aspirantes a jornalistas gostam mesmo é de se meter com produção, com prática. A sensação de poder proporcionar um momento de aprendizado e de estímulo à sede e ao conhecimento para nós, facilitadores, foi o mais positivo.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Oficina de Jornalismo na Internet I - 2011

Ministrantes: Ana Paula Lima; André Thé, Isadora Rodrigues, João Victor Cavalcante; Raiana Carvalho.
Objetivos da Oficina
A oficina tinha como objetivo iniciar as discussões sobre jornalismo na Internet, além de revisar algumas técnicas de informática que podem facilitar as atividades on-line (produção de texto no Word e uso do e-mail). Dessa forma, pretendia-se discutir alguns assuntos relacionados ao tema junto aos estudantes, e exercitar o conteúdo através de atividades práticas de texto, de informática e de internet.
Realização da Oficina
- Conteúdo teórico
No dia da oficina, tivemos um problema inicial, pois o Laborátório A, local previsto para o desenvolvimento da atividade, estava temporariamente sem acesso à Internet. Por conta disso tivemos que encaminhar o grupo para os Laboratórios de Informática A e B, tendo que separar a turma e os ministrantes da oficina nas duas salas.
Depois desse prim
eiro momento, foi possível dar início a atividade. Começamos com uma discussão inicial sobre características básicas do jornalismo na internet, características da notícia na Internet, a interatividade e o hipertexto. Para exemplificar, foi solicitado aos estudantes que acessassem a página da Adital, agência de notícias da América Latina. Neste momento, cada estudante deveria observar as características do jornalismo de Internet. Também comentamos a importância do uso do e-mail para os sites da notícia, tema que estaria relacionado à nossa atividade prática.Depois os estudantes exploraram outros site noticiosos, acompanhando os comentários dos ministrantes sobre características básicas do texto de internet, a importância da convergências de mídias, e as semelhanças e diferenças do jornalismo de internet para o jornalismo impresso. Todos os temas foram abordados de maneira introdutória.
- Conteúdo Prático
No segundo momento da oficina, os estudantes tiveram de realizar uma notícia sobre as oficinas que estavam acontecendo para os alunos de Jornalimo da Terra. O trabalho deveria seguir as características de um texto para internet. Um grupo realizou a atividade no Br Office e o outro grupo realizou a atividade no Google Docs. terminadas as produções textuais, os alunos deveriam anexar o arquivo no e-mail, e enviar o conteúdo para a professora responsável pela correção. Dessa forma, os estudantes exercitaram a produção textual, com o acompanhamento dos ministrantes e monitores do Jornalismo da Terra, além de exercitarem o uso do e-mail para as atividades do curso.
Plano de Vôo
Estava previsto que um momento da oficina seria dedicado ao exercício de fazer o plano de vôo, já que os estudantes devem realizá-lo para solicitarem a passagem de ida e de volta no período de vigência dos semestres de Jornalismo da Terra. Muitos edles afirmaram que faziam a viagem de ônibus. Os que viajam de avião fizeram o plano de vôo e enviaram para a professora responsável por recebê-los. Dessa forma, o momento dedicado ao plano de vôo foi curto, sobrando mais tempo para a produção textual.
Considerações Finais
A oficina foi interessante como uma introdução às discussões sobre o jornalismo de Internet e a oportunidade de exercitarem a produção de notícia para internet, momento que obteve a atenção dos ministrantes e dos monitores de Jornalismo da Terra. A maioria dos estudantes demonstrou domínio sobre o uso de algumas ferramentas previstas para a oficina, como anexar um e-mail e elaborar o plano de vôo. No geral, consideramos uma boa oficina, apesar oe tempo curto e dos problemas iniciais de acesso à internet.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Oficina de radiojornalismo (25-11-11)

A oficina
Primeiramente, os organizadores da oficina realizaram uma dinâmica para conhecer um pouco o grupo. Na atividade, os estudantes foram convidados a colocar em uma sacola algum objeto significativo que tivessem consigo naquele momento. Depois, os objetos foram retirados pelos organizadores que pediram para que as demais pessoas adivinhassem a quem pertencia cada objeto. A partir daí, pode-se descobrir um pouco sobre os interesses e as características das pessoas presentes. Em seguida, os organizadores revisaram alguns conceitos básicos de texto radiofônico, como presença de frases curtas e palavras simples, dentre outras. A finalidade foi relembrar alguns elementos de linguagem radiofônica antes de partir para a parte prática da oficina.
Então, foi analisada uma matéria radiofônica a fim de exemplificar a linguagem jornalística produzida para esse meio. Após esse momento, foi solicitado que os estudantes produzissem um comentário de rádio com base no tema da matéria, a questão da acessibilidade. Eles então puderam aplicar o conteúdo brevemente revisado na oficina através da atividade.
Para finalizar, foi entregue a cada participante uma tarjeta em que eles puderam escrever os pontos negativos, os positivos e as sugestões acerca das atividades da oficina. Após uma avaliação da opinião dos participantes, pode-se notar que eles sentiram falta de mais tempo para executar a tarefa solicitada durante a oficina, assim como de uma atividade prática que envolvesse o uso do estúdio e o treino de locução.
Equipe de radiojornalismo. Turma: jornalismo no terceiro setor. Caroline Brito, Igor Gadelha, Pedro Vasconcelos, João Victor Sales, Hayanne Narlla.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Oficina de Linguagem Radiofônica no X Encontro Estadual de Jovens do MST
A oficina de Linguagem Radiofônica aconteceu no dia 22 de julho no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. O local abrigou o X Encontro Estadual de Jovens do MST, que contou com cerca de mil integrantes da juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No segundo dia de evento, Anna e Raphaelle passaram noções básicas de linguagem específica de rádio a 14 jovens, com faixa etária entre 16 e 25 anos. Por opção do grupo, a oficina aconteceu de 14h às 16h45min, sem intervalo.
Apresentação
De início, reunimos os participantes na área externa do ginásio, onde havia sido ministrada outra oficina de rádio no dia anterior. Como não era possível utilizarmos o som nesse espaço, fomos transferidos para a quadra central do Paulo Sarasate. Antes, porém, ainda conseguimos fazer uma dinâmica de apresentação com os jovens, onde pudemos conhecê-los melhor.
O exercício aconteceu da seguinte forma: cada participante recebeu um pedaço de papel onde deveria escrever uma característica própria, positiva ou negativa. As ministrantes também participaram. Após alguns minutos, o rascunho era repassado ao colega da direita, que o abria, falava o nome da pessoa de quem tinha recebido o papel e comentava a qualidade, dizendo o quanto se identificava com o traço apontado. Assim, a começar por Raphaelle, todos falaram de si e puderam conhecer um pouco da personalidade do outro até o ciclo se fechar, com Anna.
A ideia era aproximar os participantes e as ministrantes da oficina por meio da busca pela identificação com as características dos demais. Assim, além de aprender os nomes dos colegas (senão de todos, da maioria), foi possível também gerar empatias, descontrair o ambiente e apresentar pessoas que, em alguns casos, ainda não tinham tido a oportunidade de entrar em contato – afinal, o evento era de abrangência estadual.
Diagnóstico
Logo após a dinâmica, conversamos com os participantes sobre suas experiências com o veículo radiofônico. Se tinham costume de escutar rádio; qual o tipo de programa de que gostavam; quais impressões tinham a respeito dessa mídia; com o que menos se identificavam; se já tinham tido contato direto com um estúdio de rádio; se havia produção própria nos assentamentos em que moravam etc.
Apesar de alguns estudantes serem do curso de Jornalismo da Terra – portanto com mais conhecimento acerca do rádio e de suas peculiaridades –, o grupo era composto também de jovens que nunca haviam tido contato com os bastidores do rádio, além dos que vivenciaram experiências superficiais com o veículo radiofônico, apenas na produção musical, por exemplo.
Esse momento serviu para que fosse observado o nível de intimidade dos que faziam a oficina com o veículo que seria abordado mais adiante.
Leitura e discussão de texto
Em seguida, passamos para a leitura e discussão de trechos do capítulo 5 do livro Produção de Rádio – um manual prático, de Magaly Prado (2006, Elsevier, 98-101), que tratava de temas como vícios de linguagem e dicas para uma comunicação mais eficaz através do rádio. Cada participante recebeu uma cópia do texto para ler no período de dez minutos. Depois, uma discussão sobre o que a autora suscitava foi iniciada.
Além de frisar pontos como os famosos jargões do jornalismo, destacados no texto como vícios que devem ser evitados, as ministrantes também chamaram a atenção dos jovens para a apropriação de algumas normas de manuais de redação de grandes jornais, também apontadas pela autora (sempre com a ressalva de que a linguagem radiofônica diz muito da identidade de um lugar, de um grupo e dos objetivos dos programas realizados e, portanto, deve ser utilizada de forma mais autêntica possível).
Esse momento foi importante por ter possibilitado o aprofundamento da discussão. Os participantes puderam se manifestar, tanto em concordância quanto em oposição às ideias defendidas no texto e explicitadas pelas ministrantes, em um diálogo verdadeiro e proveitoso para todos.
Atividade de apresentação de técnicas para locução
Para introduzirmos as técnicas básicas de locução aos participantes, utilizamos um material, elaborado pela professora e radialista Cida de Souza, que continha diversos pontos importantes para trabalhar a voz de forma adequada em um veículo de comunicação, no caso, o rádio.
Lemos todo o material junto aos participantes discutindo cada um dos tópicos e dando exemplos práticos de como aquelas dicas podem ser utilizadas durante a locução de uma informação. Entre os mais de dez pontos trabalhados neste momento, destacamos principalmente a necessidade de inflexão, ou seja, falar de maneira cadenciada; respirar entre uma palavra e outra; falar de maneira pausada; e não engolir palavras.
Entre os outros tópicos, estavam aspectos mais relacionados ao cuidado com a garganta, como a ingestão de frutas e de água e o prejuízo do cigarro às cordas vocais.
Para entrarmos em contato mais direto com os participantes, fizemos um exercício de respiração com eles, buscando inspirar com profundidade e ir, aos poucos, soltando o ar, trabalhando o pulmão e o fôlego. Esse momento foi importante para que eles percebessem a importância da respiração durante uma locução radiofônica. Com a atividade, ficou claro que por trás de uma boa locução existe muito de trabalho e de técnica.
Atividade de identificação de tipos de linguagem radiofônica
Após analisarmos em conjunto as técnicas, buscamos explicar como os gêneros linguísticos se expressam no meio radiofônico, explicitando as diferenças entre a novela, a revista, a entrevista, o debate, o jornal, entre outros diversos tipos de programas veiculados em rádio.
Partindo da explicação das particularidades de cada linguagem, explicamos como cada programa detinha um tipo específico de locução, para além do próprio gênero. Por exemplo, o fato de alguns serem mais descontraídos que outros ou usarem termos mais formais e menos espontâneos. Para exemplificar, levamos três programas de gêneros e, portanto, locuções diversas para que os participantes da oficina pudessem perceber as diferenças entre cada um deles.
Tendo em vista as dificuldades com a infraestrutura do local, não foi possível conseguirmos o som que havíamos planejado para a execução dos programas, mas, gentilmente, um dos participantes cedeu um microsystem para que pudéssemos dar continuidade às atividades. Assim, apesar do som baixo em meio ao barulho de outras oficinas que ocorriam simultaneamente no espaço, apresentamos trechos de três programas diferentes: uma edição do Rádio Debate, apresentado pelo jornalista Agostinho Gósson e parte da programação da Rádio Universitária FM, o programa Trip FM, transmitido pela Rádio Eldorado Brasil 3000, entrevistando o ator Bruno Mazzeo, e, por último, uma edição do programa Outras Ondas, da Rádio Universitária FM, roteirizado e apresentado pelos alunos do curso de Jornalismo da UFC.
A partir desses três exemplos, pudemos estabelecer diferenças básicas de estilos de locução e de linguagem utilizados em cada um dos programas. No primeiro, percebemos um caráter jornalístico mais presente, preservando a transmissão da informação clara e do debate noticioso envoltos em uma atmosfera mais sóbria e formal. No segundo, os participantes conseguiram perceber a diferença já na forma em que a locução estava sendo conduzida, de maneira mais espontânea, com timbre jovial e descontraído. O terceiro programa levou aos participantes uma inovação em relação ao estilo da linguagem, pois trazia um meio-termo entre os dois apresentados anteriormente e, ainda, contemplava diversos gêneros do rádio, como a crônica, a reportagem e a notícia.
Exercícios de locução e de linguagem
Após mostrarmos os programas, propusemos um exercício de treino para que os participantes da oficina pudessem pôr em prática o que haviam aprendido. Pedimos que todos escrevessem uma pequena notícia de até dez linhas que estivesse adaptada aos padrões radiojornalísticos. Assim, partindo dos conceitos que foram vistos até aquele momento da oficina, iríamos perceber o que foi aproveitado e o que poderia ser melhorado em cada uma das produções.
Demos cerca de vinte minutos para que todos escrevessem suas notícias. A princípio, acreditamos que dez minutos seriam suficientes, mas a maioria não havia terminado no tempo previamente proposto, então decidimos ampliar o tempo.
Depois que todos estavam com suas notícias prontas, pedimos que cada um lesse o que havia escrito conforme o que havia sido aprendido naquela tarde. Alguns, a princípio, não ficaram com a postura adequada durante a locução, momento em que intervimos para que todos pudessem entender que é necessário alguns ajustes em relação à maneira de sentar durante o momento em que se lê a notícia.
Nesse momento houve bastante descontração no grupo pois alguns estavam envergonhados, tímidos para ler o que haviam produzido e, a partir do incentivo dos outros, leram e puderam receber críticas e elogios dos colegas. O momento foi importante para que pudéssemos identificar os erros e acertos de cada um dos participantes e, enfim, reconhecer o que poderia ser melhorando buscando sempre incentivar o aprendizado deles no ofício ensinado.
Avaliação
Depois que cada um leu a notícia preparada e recebeu os conselhos da turma, fechamos o momento e perguntamos o que poderia ter sido melhor na oficina e quais as sugestões que eles poderiam oferecer. Poucos participantes se dispuseram a falar, mas aqueles que falaram disseram que gostaram bastante e que conseguiram obter um bom rendimento ainda que no pouco tempo de duração do encontro.
Acreditamos que a oficina conseguiu transmitir de maneira sucinta muitos aspectos da técnica radiojornalística. Apesar de não termos tido muito tempo e de alguns contratempos com relação à infraestrutura do local, expomos de forma aprofundada os principais conceitos da linguagem radiofônica e conseguimos discutir com os participantes de que forma eles compreendiam os conceitos apresentados em seu pequeno contato prévio com o rádio.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Oficina de Gêneros Radiofônicos
Em seguida, pedimos que eles se apresentassem para nós e dissessem o que cada um faz na radiadora da escola. Nesse momento eles nos contaram que além das músicas que eles escolhem para tocar na hora do intervalo, também procuram notícias na Internet e lêem o início das mesmas, mas em nenhum momento transformam a linguagem de impresso para a linguagem radiofônica.
Então nós entramos na parte teórica da oficina, explicando para eles as diferenças entre a linguagem do rádio e a linguagem do impresso. Levamos uma notícia escrita originalmente para um jornal impresso e depois apresentamos a mesma notícia já transformada para a linguagem radiofônica. Foi pedido que os estudantes apontassem as diferenças entre as notícias e logo eles nos disseram as mudanças que perceberam de um texto para o outro. Eles afirmaram que a notícia com linguagem radiofônica era bem mais fácil de ser compreendida. Nós complementamos dizendo alguns detalhes que são mais importantes para quem vai escrever para o rádio. Esse momento teve como objetivo possibilitar que eles pudessem escolher livremente notícias na Internet e as transformassem para lê-las na radiadora nos períodos de intervalo da escola.
Ao terminar a parte teórica, os alunos foram dispensados para o intervalo e quando voltaram, foram divididos em duplas para transformarem notícias da Internet para a linguagem radiofônica. Cada dupla procurou na Internet notícias que gostariam de divulgar na radiadora da escola. Então eles pegaram as principais informações da notícia e a transformaram para a linguagem de rádio, com o auxílio das monitoras. De acordo com o que foram terminando, nós corrigimos, explicando para eles como eles poderiam melhorar a sua linguagem radiofônica.
Após esse momento, nós ouvimos o programa “Outras Ondas” produzido pelas monitoras no semestre anterior e os alunos acompanharam com o roteiro em mãos. Depois de ouvir, nós demos algumas dicas de como produzir roteiro e fazer um programa temático, partindo do pressuposto que eles possam fazer isso pelo menos uma vez por semana na radiadora da escola. Nesse momento eles também puderam tirar algumas dúvidas sobre detalhes que não foram tão abordados durante a oficina.
Em seguida, fizemos uma avaliação da oficina com os alunos, quando eles disseram o que tiraram de positivo e começaram a planejar o que poderiam fazer na radiadora da escola com o que levamos de novo para eles.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Federação de Bairros e Favelas reúne bairros de toda Fortaleza em oficina de Comunicação

Através do convívio com Cilene Bemvindo, intercambiamos trabalhos e acabamos encontrando um encaixe nas peças de quebra cabeça que representamos: a Federação de Bairros e Favelas , onde ela trabalha, carece de maior conhecimento em Comunicação Social, por um lado; o Parc, através dos alunos de Jornalismo do 3º Setor, como nós, facilita oficinas de Leitura Crítica da Mídia, por outro.
Estava traçado o plano. De início, contávamos com a parceria do SESC, através da cessão do espaço e do lanche. 24 horas antes do primeiro encontro, no entanto, fomos informados de que não seria mais possível. As oficinas aconteceram, por isso, na pequena sala da Rua São Paulo, onde funciona a Federação. Um datashow foi providenciado e o lanche saiu dos bolsos da Dona Tereza Neuma – coordenadora do Setor de Comunicação da Federação.
OFICINA DE LEITURA CRÍTICA DA MÍDIA – 31 de outubro de 2009.
Por Janaína Bras
O primeiro contato com a turma deu-se dia 31 de outubro de 2009, às 9 horas da manhã. Após as apresentações, explicamos os objetivos dos encontros e do que entedíamos por Comunicação Social. Para aprofundar a discussão, propusemos a prática descrita a seguir. Dividimos a turma em dois grupos. A cada um deles, entregamos quatro pedaços de papel com extratos da Constituição de 1988 referentes à comunicação social.
No contexto em que foram lidos, não denunciavam a origem documental. Escrevemos na lousa a seguinte frase: ‘Os meios de comunicação no Brasil...’ E cada papel completava essa frase. Exemplo: ‘prioriza a educação’ ou ‘respeita os valores morais’ e por aí vai. A tarefa era a seguinte: ler os trechos, opinar se eram falsos ou verdadeiros, discutir em grupo cada um deles e, em seguida, expor a relatoria do debate para toda a turma.
A exposição nos levou a conversar sobre: a necessidade de regulamentar a Comunicação Social do país – para tanto revisamos o texto constitucional e percebemos o desamparo a que está relegado; a produção de conteúdo supostamente popular, em que a violência e a baixeza são tomadas por elementos afins às camadas sociais de menor escolaridade; e, finalmente, os conglomerados empresariais aos quais está confinado o potencial nacional da comunicação em massa e as conseqüências disso no processo de estigma social, na identidade das comunidades periféricas, na seleção de notícias diariamente veiculadas. Para ilustrar a apresentação de idéias, recortes do OPovo e do Diário foram levados.
Após o intervalo do lanche, os meninos novamente dividiram-se em grupo, desta vez em três grupos de X. Foi o momento do sociodrama. Cada grupo discutiu como gostaria que o próprio bairro fosse retratado na tevê ou no rádio ou na imprensa. A partir do debate, imaginaram uma encenação representativa desse desejo e mãos à obra. O resultado foi revelador. O formato de apresentação da notícia seguia extremamente viciado nos padrões vigentes da comunicação em massa. Afinal os meninos não estão habituados a discutir formas jornalísticas, ousadias textuais e estéticas. Entretanto, o conteúdo das notícias assumiu o caráter extremamente natural.
O que é importante para o meu bairro pode ser desimportante para a população da cidade como um todo, mas fomenta atividades reais, aqui e agora; estimula mobilização local, muitas vezes baseada em atitudes simples; denuncia conflitos na tentativa de solucioná-los, não de chocar a audiência; e conhece o público, sabe a quem fala. Depois das palmas, foi o momento em que os facilitadores mais escutaram que falaram. Os meninos foram levados a refletir a respeito da própria realidade e do papel da comunicação como forte ferramenta de transformação social.
OFICINA DE FORMATOS JORNALÍSTICOS E PRODUÇÃO DE PAUTA
Por Geimison Maia e Denise Barbosa
1ª parte: Discutir as diferenças entre os formatos jornalísticos (nota, notícia, reportagem, artigo, entrevista).
Material: levar alguns exemplos dos formatos discutidos e uma breve discussão teórica do assunto.
Objetivo: Apresentar os diferentes formatos jornalísticos que podem ser trabalhados no jornal.
2ª parte: Atividade prática.
Dividir a turma em grupos responsáveis por redigir textos curtos de cada gênero,.
Objetivo: Verificar se a turma percebeu a diferença entre os gêneros e discutir o material produzido.
3ª parte: Pauta.
Apresentar para turma a importância da pauta para a elaboração do jornal e escolher os assuntos que serão abordados na edição.
No dia 31 de outubro de 2009 houve o primeiro momento de leitura crítica da mídia das 9 horas da manhã até pouco mais das 12 horas da tarde. Já a segunda oficina pretendeu ser mais técnica, e mais voltada para estimular a ação da turma.
A oficina foi dividida em dois blocos: gêneros jornalísticos e pauta. Por uma mudança de planos, a segunda oficina que iria até as 16 da tarde, teve seu tempo reduzido e durou das 12:30 às 14:30 da tarde, sem intervalo para almoço. Isso tornou a dinâmica mais curta e sem espaço para atividades complementares.
Devido às alterações no cronograma, a discussão teórica sobre gêneros jornalísticos teve de ser acelerada e a atividade prática de redação de textos foi substituída por outra, que dividiu a turma em duplas e, cada uma, deveria identificar um gênero jornalístico em jornais distribuídos.
A discussão teórica apresentou as principais características de cada formato jornalístico (no caso, foram enfocados nota, notícia, reportagem, artigo, entrevista) e procurou levantar a discussão a partir de exemplos práticos tirados de jornais e internet. No fim, através do exercício prático, foi possível observar que a turma assimilou bem as informações.
A oficina de gêneros jornalísticos foi bastante esclarecedora para os participantes. Muitos disseram que antes não entendiam as diferenças entre os formatos jornalísticos e que a discussão foi bastante proveitosa para aprimorar o jornal da federação.
Após a introdução da turma aos conceitos de gêneros jornalísticos foi o momento de explicar o que é a pauta e qual é a sua função ao longo da produção de um jornal. Isso já para construir com o grupo uma primeira pauta a ser colocada em prática ao longo da semana. Para isso, foi utilizada a abordagem de José Marques de Melo (A Opinião no Jornalismo Brasileiro) segundo a qual é de responsabilidade da pauta a filtragem do que será noticiado no jornal e a forma como isso será feito.
Após a parte mais conceitual a turma se dividiu em trios e cada grupo recebeu uma folha com tópicos para nortear o pauteiro na elaboração de notícia. Entre eles: o tema da notícia; o resumo dos fatos que levaram a escolha do tema; o enfoque dado; as fontes que utilizadas; sugestões de perguntas; e material extra como fotos, imagens, gráficos, etc.
Os grupos tiveram cerca de 15 minutos para discutirem a pauta e para escolherem o gênero jornalístico mais adequado. O que se percebeu com o resultado foram pautas com um caráter reivindicatório, boa parte dos temas foram voltados para questões de infra-estrutura dos bairros e de busca de ações junto à prefeitura.
OFICINA DE FOTOJORNALISMO – 6 de novembro de 2009.
Por Iana Sales
No segundo sábado de Oficina, começamos a manhã discutindo sobre Fotojornalismo. A idéia inicial era, além de conversarmos sobre fotografia no jornalismo impresso, podermos ter um momento de andar pelo Centro e fazer registros, para experimentar a possibilidade de contar histórias com imagens. No entanto, com o aperto no horário – já que não conseguimos garantir o almoço – isso não aconteceu.
O mote inicial da oficina girou em torno da idéia de foto-grafar ou escrever com a luz. Para isso, partimos do advento da fotografia, apresentando os primórdios dessa técnica que tem como princípio a luz e mostrando imagens feitas por Nièpce e Daguerre, em 1826. Foi discutida a relação do aprimoramento técnico do equipamento utilizado com a possibilidade de expansão dos usos da fotografia. Inicialmente, os registros eram de objetos e pessoas imóveis, já que o dispositivo era enorme (carregado por carroças, inclusive) e o tempo de exposição era grande. Com a melhoria técnica, as câmeras passaram a ser mais portáteis e, no final do século XIX, popularizaram-se. Para ilustrar esse momento, foram mostradas fotos da Guerra de Secessão norte-americana (feitas por Mathew Brady, em 1863), nas quais eram vistos os cadáveres no campo de batalha, e fotos da Primeira Guerra Mundial, onde já era possível ver o registro de corpos em movimento e soldados em combate. É nesse período, principalmente com os registros de guerras, que o fotojornalismo vai tomando corpo. Antes da fotografia, os horrores da guerra eram apenas narrados, depois passaram a ser vistos, dando a sensação de “estar lá” no momento do fato. A partir disso, levantamos a idéia dos discursos presentes em uma imagem. Que histórias eram contadas? A imagem, tal qual o texto jornalístico, está intrinsecamente ligada ao real. Mas que real é esse representado?
Foram apresentadas, também, várias “imagens que marcaram época”, como por exemplo a de Kim Phuc nua e outras crianças correndo depois de um bombardeio norte-americano, durante a Guerra do Vietnã; e a do cientista Albert Einstein dando língua, entre outras.
Outro momento foi o debate sobre “como nosso bairro é representado pelas imagens”. A preocupação de fazer conexões com a realidade local esteve presente durante toda a oficina. Os participantes relataram vários exemplos em que o local onde vivem é mostrado apenas como um espaço de violência, com fotos de cadáveres ou de pessoas que são supostamente “bandidos”, mesmo sem haverem sido julgados. Nesse momento, passei algumas imagens que fiz durante matérias para o jornal O Povo (sou estagiária da Editoria de Fotografia), para ilustrar as diversas formas de contar a história de um acontecimento, lugar, ou pessoa, sempre enfatizando a dimensão da informação e dos discursos presentes na imagem. Conceitos como realidade, instante, informação, representação, memória e afeto atravessaram a oficina.
Os participantes descreveram, ainda, experiências que tiveram com a fotografia. Dona Tereza narrou que, durante uma mobilização para denunciar irregularidades nas calçadas do seu bairro, responsáveis por dificultar a acessibilidade de pessoas com deficiência, a fotografia foi fundamental para registrar e contar a história depois. Zenilda também contou que, durante a execução da pauta proposta no primeiro dia de oficina, utilizou a fotografia para produzir informações sobre o lixo no seu bairro.
Além das imagens apresentadas no datashow, os participantes também puderam folhear livros de fotógrafos cearenses como José Albano, Jarbas Oliveira e Celso Oliveira.
REVISÃO TEXTUAL DO RESULTADO DO TRABALHO DE CAMPO – 6 de novembro.
Por João e Thiago
Inicialmente, fizemos uma rodada com a apresentação das pautas dos membros da turma. Cada um deles expôs seu tema e falou a respeito das dificuldades encontradas durante o processo de execução da pauta. Eles relataram a experiência apontaram o que aprenderam enquanto faziam o texto. Em seguida, foi feita a revisão de cada texto.
Após a correção dos textos, observamos que o principal problema dos integrantes da oficina dizia respeito à questão ortográfica. Isso se deve ao fato de que eles não tiveram oportunidade de estudar em boas escolas. Mas mesmo assim, a criatividade deles nos surpreendeu. Além disso, a dedicação também foi um ponto positivo encontrado. Todos se esforçaram durante a semana anterior a nossa oficina para que os textos estivessem prontos.
Em seguida, reunimos todos os integrantes e fizemos um apanhado geral de como havia sido a experiência para eles. Todos aprovaram a iniciativa, mas também criticaram a falta de suporte técnico para a realização da oficina, assim como a falta de um espaço adequado. Ressaltaram que o nosso papel como universitários também é o de servir à sociedade, dando o retorno que é cobrado de nós. Todos aprenderam bastante com a oportunidade que tiveram e pretendem dar continuidade a esse primeiro passo que deram em direção à carreira jornalística.
OFICINA DE DIAGRAMAÇÃO – 6 e 13 de novembro.
Por Maíra Ary
A última oficina ministrada juntamente à FBFF foi sobre diagramação. A oficina foi dividida em quatro blocos, dois teóricos e dois práticos, distribuídos em dois dias. Cada bloco, teve uma duração aproximada de uma hora.
Bloco 1: Bloco teórico: O que é diagramação? Pra que serve a diagramação? O que é um projeto gráfico?
Bloco 2: Bloco prático: Utilização do site WWW.Newseum.org para exemplificar como a diagramação pode ajudar na leitura de um material impresso, destacando o que se quer destacar e guiando o olhar do leitor, além de facilitar para o leitor a busca de um conteúdo específico.
Bloco 3: Bloco teórico: Diagramação: Elementos e aspectos de um jornal.
Bloco 4: Bloco prático: Divididos em grupos, receberam exemplares de jornais regionais, a fim de identificar os elementos gráficos e os aspectos de cada material impresso analisado, explicando os seus objetivos e os resultados alcançados com eles.
As oficinas estavam programadas para serem realizadas em salas cedidas pelo SESC, no entanto, por um problema de última hora, o SESC cancelou a disponibilização das salas e tivemos que “nos virar” com a cede da FBFF. Apesar da falta de material e de estrutura, a turma estava muito interessada e as oficinas correram muito bem, com um alto nível de aproveitamento. Para a oficina de diagramação foi desenvolvido um material didático, enviado para o email de todos os presentes, a fim de facilitar a compreensão e aumentar o aproveitamento da turma.
O objetivo dessa oficina era apontar para importância da diagramação de um veículo informativo impresso, mostrando o que seus recursos podem fazer para facilitar a leitura de tal material. Atrair a atenção do leitor e criar uma certa ordem de leitura e uma hierarquização das informações. Além de ajudar o leitor a encontrar os assuntos de seu interesse. Os resultados foram muito satisfatórios, uma vez que, no último bloco, ao realizarem a tarefa proposta, os grupos identificaram muitos elementos e aspectos e souberam explicar e identificar os seus benefícios e objetivos.
Oficina na Comunidade dos Trilhos
1º Dia – 31/10/2009 - Oficina Crítica da Mídia
8h às 8h15min- Dinâmica de apresentação
8h15min às 10h15min - Vídeo
10h15min às 10h30min - Intervalo
10h30min às 11h30min – Debate
Depois do filme, debatemos a questão do sensacionalismo na televisão brasileira, citando exemplos e procurando analisar o futuro do telejornalismo no País.
11h30 às 12h - Avaliação
2º Dia – 07/11/2009 - Oficina de Telejornalismo
8h às 8h30min – Vídeo e debate

9h30min às 9h45min – Intervalo
9h45min às 10h15min – Reunião de pauta
11h45min às 12h - Avaliação
3º Dia – 14/11/2009 - Oficina de Telejornalismo (1º período) e Oficina de Jornalismo na Internet (2º período)
8h às 9h30min – Edição do VT
Os participantes gravaram off, editaram e imagens.
9h30min às 9h45min – Postagem no You Tube
9h45min às 10h – Avaliação do VT
10h às 10h15min – Intervalo
10h15min às 12h - Oficina de Jornalismo na Internet
08h às 12h - Prática de Jornalismo na Internet

domingo, 29 de novembro de 2009
Oficinas para moradores dos bairros Ellery e Monte Castelo
As oficinas, com temáticas escolhidas de acordo com a necessidade dos moradores, foram de Leitura Crítica da Mídia, Texto para a Internet, Produção de Textos a partir da Realidade Local, Podcast e Fotografia. Todas as oficinas foram planejadas e ministradas por Mariana Lazari, Narjara Rocha, Bruno Falcão e Vinícius Mota, alunos da disciplina da Jornalismo no 3º Setor, do curso de Comunicação Social. Com exceção da oficina de Leitura Crítica da Mídia, todas as oficinas foram realizadas à noite (de 18h30 às 20h30) no colégio Martinz de Aguiar, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, localizada no bairro Monte Castelo.
1ª oficina: Leitura Crítica da Mídia / dia 07 de novembro / 08h – 12h
A oficina foi realizada na Asso
Devido a um considerável atraso dos participantes, tivemos que agregar a teoria e a prática a um só bloco na oficina. Para promover o debate e o esclarecimento entre a mídia, apresentamos o artigo “Dez impasses para uma efetiva crítica da mídia”, do professor MsC. Rogério Christofoletti. Os participantes foram divididos em duplas e trios com o objetivo de fazer uma leitura coletiva e, posteriormente, apresentar os impasses relatados pelo autor. A discussão do grupo foi muito proveitosa e enriquecedora, pois os participantes puderam expor seu ponto de vista, sempre dialogando com a teoria do artigo. Os participantes gostaram muito do artigo e pediram, inclusive, que nós o enviássemos para eles. Terminamos a manhã exibindo um comercial premiado do jornal Folha de S. Paulo que resumiu a essência da oficina.
2ª oficina: Texto para a Internet (parte 1) / dia 09 de novembro / 18h30 – 20h30
Teoria: Discussão sobre a prática profissional do jornalista na internet e o que essa nova tecnologia interferiu no modo como nos comunicamos. Depois, apresentamos as principais características do texto jornalístico na internet.
Iniciamos a oficina realizando uma dinâmica que propõe que, através de imagens, os participantes mostrem um pouco suas características. Espalhamos imagens recortadas de revistas e cada participante teve que escolher uma imagem e dizer por que se identificava com o que era mostrado ali. A dinâmica se mostrou um momento interessante para conhecermos mais os participantes do grupo.
A oficina de texto para a internet teve que ser dividida em duas noites, dada a impossibilidade de fazermos um momento teórico e outro prático em apenas duas horas. Desse modo, na primeira noite, dia 9, foi explicada a teoria sobre texto para a internet. Os facilitadores da oficina produziram um material impresso com as principais características do texto para a internet; um material bem didático e repleto de dicas acessíveis e que cumpriam o propósito das oficinas no Bairro Ellery: formar comunicadores populares. Essa parte teórica continha também os principais formatos do jornalismo factual: nota, notícia, reportagem e entrevista. Os participantes foram estimulados a ler em casa novamente essa parte teórica para que, na noite seguinte, pudéssemos realizar uma oficina eminentemente prática. Assim foi.
3ª oficina: Texto para a internet (parte 2) / dia 10 de novembro / 18h30 –
Nesse dia, conseguimos montar três computadores na sala de aula e dividimos os participantes em três grupos, para que eles produzissem. Como o primeiro dia da oficina foi completamente teórico, o segundo dia ficou exclusivo para a prática. A ideia era que os participantes adaptassem uma notícia do jornal impresso para a linguagem da internet, utilizando o conteúdo ministrado no dia anterior. E assim foi. Três notícias para a internet foram produzidas e corrigidas com a ajuda dos alunos da UFC.
Nesse dia, excepcionalmente, o momento de integração aconteceu no final da oficina. Por problemas técnicos, a música que seria utilizada para o discoforo só pode chegar na última meia hora. Foi apresentada a música Xanéu nº 5, do grupo O Teatro Mágico, que critica de forma irônica a presença da televisão na vida de todos nós.
A dinâmica escolhida para essa oficina foi o sociodrama. Pediu-se que os participantes encenassem algum momento de conflito na comunidade. Dois grupos interpretaram passagens que realmente aconteceram no bairro na relação com a mídia. Foi sugestivo porque os grupos mostraram problemas recorrentes que serviram de base para o bloco prático da oficina.
No momento teórico, apresentamos vídeos do quadro Meu Bairro na TV, do programa CETV, da TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo em Fortaleza. Foi importante porque os participantes e moradores do bairro disseram que acham o quadro uma forma interessante da mídia cobrir o cotidiano do bairro, apesar de ainda não ser o formato ideal, segundo eles.
Para a prática, a proposta era que fosse feita uma reunião de pauta, com ideias para alimentar os sites dos bairros Ellery e Monte Castelo. O momento foi muito enriquecedor porque percebemos que o desejo das comunidades é mostrar não só os problemas, mas sim a história e o cotidiano dos moradores. Relacionamos diversas ideias e o objetivo é que os trabalhos sejam executados em algum formato para os sites.
5ª oficina: Podcast / dia 16 de Novembro / 18h30 – 20h30
Nesse dia, iniciamos o encontro com a dinâmica dos pontinhos. Um verdadeiro desafio no qual, com apenas quatro linhas, é preciso unir novo pontos. Muitos participantes pediram cópia do exercício para mostrar para os amigos e parentes.
A primeira parte da oficina foi teórica. A equipe fez uma explanação sobre o conceito de Podcast e seus usos, dando instruções sobre como utilizar o programa de edição de áudio Audacity.
No momento da prática, os participantes da oficina foram divididos em equipes e fizeram uma
adaptação de notas do jornal impresso para a linguagem do rádio e, depois, fizeram a locução e gravação desses textos adaptados. Foram gravadas duas versões para cada equipe, variando os locutores e, em seguida, foi feita a edição no Audacity.
Os participantes também receberam um tutorial sobre o Audacity e um texto sobre Podcast, o que facilitou a compreensão do tema e possibilitou um estudo posterior.
6ª oficina: Fotografia / dia 19 de novembro / 18h30 – 20h30
A oficina de fotografia, quando planejada inicialmente pela equipe, deveria acontecer em dois dias: no primeiro, seriam apresentadas noções de foto digital e, no segundo, discutiríamos foto reportagens. Porém, no dia 17 (quando aconteceria o primeiro encontro), houve um imprevisto que impossibilitou a ida da equipe ao colégio Martinz de Aguiar. Por isso, conversando com o diretor da Associação, decidimos fazer um único momento sobre fotografia, que foi realizado no dia 19.
Começamos a oficina com um momento que possibilitou o uso da criatividade dos participantes. A dinâmica foi a seguinte: divididos em equipes de três participantes, solicitou-se que uma pessoa desenhasse uma cabeça, sem que nenhum outro integrante visse o que foi feito. A folha foi então dobrada e outro participante tinha que desenhar um corpo e outro, no mesmo esquema, as pernas. No final, foi mostrado o resultado desse desenho coletivo. O objetivo dessa dinâmica é mostrar que cada pessoa vê o mundo dessa maneira, e que isso é muito importante quando o assunto é fotografia.
Para praticar, foram distribuídas revistas de vários assuntos e os participantes foram incentivados a buscar fotos que chamassem a atenção deles e explicassem-nas utilizando como base teórica o conteúdo recém aprendido. Muito interessante como todos logo incorporaram a linguagem da fotografia na apresentação.
Encerramos os seis dias de oficina com troca de e-mails entre os participantes e a promessa de que as pautas pensadas na oficina de produção de matérias a partir da realidade local serão executadas para o site! Fizemos também uma avaliação geral das oficinas; pedimos a opinião dos participantes. Concluímos que o todo o processo foi muito proveitoso para nós e para eles. Todos aprenderam bastante com a troca de experiências.
Para saber mais sobre os bairros Ellery e Monte Castelo, visite os sites criados e alimentados pelos moradores:
www.bairroellery.com.br
www.bairromontecastelo.com.br
